O que rolou no Pepsi Música 2011?

Quem é que tem banda e não morre de vontade de se lançar para o país (e para o mundo), não é mesmo? E de vez em quando aparecem oportunidades que não se pode deixar passar. Na última semana, por exemplo, rolou a final do Pepsi Música, o maior concurso de bandas colegiais do país. No palco, quatro bandas competiam pela atenção dos jurados: Foster (Curitiba), Kamikazze (Santos), Moraless (São Paulo) e Preface (Canoas). Apenas uma sairia de contrato assinado com a Som Livre, com direito a gravação de CD e videoclipe. :)

Na entrada do Citibank Hall, fãs da Fresno se misturavam às torcidas das quatro bandas, que gritavam pelo nome de suas favoritas. Apenas duas delas, no entanto, mostraram-se fortes o suficiente na hora da apresentação. Kamikazze e Fostter dividiram a opinião do público: a primeira com presença de palco, um som muito parecido com o que já vemos vendendo por aí e grande carisma. A segunda com boas letras e instrumental, presença de palco mediana – meio miguxa, às vezes – mas uma torcida enorme. E deu Fostter.

Mas o que é preciso para fazer sucesso, afinal? Os padrinhos do festival, Lucas Silveira e Rodrigo Tavares, respectivamente vocalista e baixista da Fresno, conversaram um pouquinho com a gente sobre como foi o processo de escolha. “Votamos na banda que a gente acredita que tem mais futuro daqui pra frente, que tem mais poder de composição, que daqui a cinco anos pode estar fazendo muito bonito aí”, revelou Tavares.

E há conhecimento de causa nesses guris: eles vieram também do colégio. Lucas diz que é exatamente por isso que se identificaram tanto com o concurso: “o pessoal escolheu a gente com base no apelo que a gente tem com a gurizada que tem banda, né? Nós somos de uma idade próxima deles, o pessoal conhece nossa história de banda desde o colégio, depois crescendo. De certa maneira não somos nenhum exemplo, mas somos uma referência. Temos uma história parecida”, conta.

Uma responsabilidade e tanto serem chamados de padrinhos de um concurso deste porte. Tavares fica até receoso com o título. “Padrinho é uma expressão meio forte. Não necessariamente a banda que ganhe seja a nossa preferida, não é? São sete jurados…”. Pois é!

No final da noite, depois do show das finalistas, ainda rolou uma apresentação delícia da Fresno pra todo mundo curtir contente antes do resultado. Foi lindo. E fica aí a dica para você: preste atenção quando ouvir falar de Fostter. Vai que vira, né? Estamos na torcida. :)

Confira o vídeo da banda vencedora, Fostter:

Pete Doherty vem para o Brasil

Tudo indica que o fanfarrão Pete Doherty, ex-líder da extinta Libertines, vem para São Paulo no final deste ano para um show único em formato acústico. A data prevista é 16 de dezembro, no Cine Jóia, e informações de horário de preço de ingressos ainda não foram divulgadas.

Há a possibilidade de outras cidades receberem Doherty e seu banquinho e violão, mas nada ainda foi confirmado. A gente torce para que ele se mantenha em pé até lá, e qualquer novidade contaremos aqui! :)

 

The Reign of Kindo no Brasil! É nessa semana!

Anunciamos antes aqui no Vitroleiros e agora estamos lembrando dos shows da banda essa semana pelo Brasil:

19/08/2011 – Rio Rock and Blues Club – Rio de Janeiro, Brazil
20/08/2011 – Manifesto – São Paulo, Brazil
21/08/2011 – Blackmore – São Paulo, Brazil (Acoustic)

Os integrantes da banda ainda gravaram um vídeo promovendo o show, veja só:

Pista para o show do Pearl Jam em SP já esgotou

E, como sempre, os ingressos no Brasil são disputados a tapa (especialmente quando vendidos porcamente pela #TicketsforFail).

Graças à pré-venda para clientes Mastercard Citibank, os ingressos para os shows do  Pearl Jam no Brasil para o público geral começaram a ser vendidos com alguns setores já esgotados. O início das vendas aconteceu à 0h de hoje, e antes disso o site da T4F já apresentava problemas. Eu mesma não consegui acessar nenhuma vez (beijo celular que me salvou! \o/), e pelo jeito o acesso ainda está zicado.

Com o frenesi internético, para o show em São Paulo só sobraram ingressos para arquibancadas azul, especial, vermelha e laranja.

E, considerando o espaço de datas entre uma cidade e outra, vem a esperança dúvida: será que vai ter show extra?

O Pearl Jam se apresenta em São Paulo no dia 04/11, no Morumbi, dia 06/11 na Apoteose, no Rio de Janeiro, dia 09/11 no Estádio do Paraná Cllube, em Curitiba, e por fim dia 11/11, no Estádio Zequinha, em Porto Alegre.

Festival de shows internacionais

E os festivais continuam bombando, tirando o sono e o dinheiro dos fãs de música por aqui.

Rock in Rio com dia extra com show de Stevie Wonder, Joss Stone, Ke$ha, Jamiroquai, entre outros.

Planeta Terra que, depois de ter os ingressos esgotados em algumas horas, quando ainda não haviam divulgado muito nomes, (e entre os primeiramente divulgados, The Vaccines, que preferiram sair em turnê com o Arctic Monkeys a participar do festival …), confirma uma lista de ótimas atrações: Interpol, Goldfrapp, White Lies, Broken Social Scene, The Name, Garotas Suecas e Criolo.

E o SWU, que mudou de endereço, esse ano se realizará em Paulínia e fará dias mais temáticos, confirmou presença no “Dia Rock” de 311, Miyavi e Primus para se juntar com Megadeath, Faith No More e Sonic Youth.

Além dos festivais, confirmaram shows por aqui: Rihanna, Pearl Jam, Britney Spears, Red Hot Chili Peppers e a lista segue.

Você já decidiu em quais irá? Fora o Planeta Terra, esgotadérrimo, ainda há ingressos para todos. Haja dinheiro…

 

Que tal uma rinha com Emicida?


Foto: Sérgio Prado B.

É isso mesmo: uma rinha com o rapper mais popular da atualidade aqui no Brasil. “Como?”, vocês me perguntam. Pois bem, explico. Emicida fará o show de encerramento do Creators Project (já falamos dele aqui) lançando seu novo álbum “DooZicaBraba e a Revolucao Silenciosa” – e, nesse mesmo dia, misturando arte e tecnologia, ele vai improvisar em live streaming a partir de palavras enviadas pelo twitter. Mas não é só isso: enquanto ele improvisa, seus impulsos cerebrais vão transformar os tweets enviados em uma animação de arte generativa (criada a partir de algoritmos).

Bizarro ou não? Não! É que, no dia do show, Emicida usará uma touca que vai conectar seus impulsos cerebrais a um computador. Cada palavra enviada pelo público via Twitter, com a hashtag #emicidaCreators, terá uma reação em seu cérebro e todo esse movimento será transformado em animação projetada em tempo real. Essa animação irá compor o novo videoclipe do artista, um registro desse experimento de improviso. Maluco!

Ficou curioso? Então fica ligado no Sonora Live dia 31 de julho! O horário da transmissão e o link serão divulgados em breve, nos canais Intel:
www.facebook.com/intelbrazil
www.twitter.com/intelbrasil

Creators Project com Emicida, DJ Zegon e Database

Prepare-se: no final de julho, acontece mais uma edição do evento do Creators Project, projeto global que promove a interação da arte, música e tecnologia. Nascida como uma rede de divulgação de projetos inovadores, o movimento ganhou força para conseguir produzir seus próprios eventos. Neste ano, eles começaram a apoiar o The Studio, iniciativa que auxilia a produção e divulgação de novos trabalhos em diversas áreas artísticas e uma parceria com os criadores do Coachella.

Assim, no evento dos dias 29 e 31 de julho, além dos shows, o público poderá assistir ao filme Scenes from the Suburbs de Spike Jonze e Arcade Fire, além de instalações como Life on Mars Rivisited, projeto de Bowie, Mick Rock e Berney Clay. No Pavilhão da Bienal, obras de arte, cinema estarão junto das apresentações de Atlas Sound, Chairlift, Database, DJ Zegon e o lançamento do novo álbum do Emicida.

No Twitter e Facebook tem mais informações do evento, além do site do Creators Project, que vale uma visita pra saber mais do projeto. Imperdível!

Remanescentes do CBGB: Television faz show virtuoso em São Paulo

Fotos: Séfora Rios

Quando formou os Neon Boys em 1972, ao lado de seu então parceiro Richard Hell e do baterista Billy Fica, Tom Verlaine talvez não imaginasse que aquele trio seria a espinha dorsal de uma das mais cultuadas bandas da cena punk e new wave.

Verlaine e Hell haviam estudado juntos na Sanford School, na pequena cidade de Hockessin, no estado americano de Delaware, e se mudado para Nova Iorque em tempos diferentes. Em 1973, recrutaram o guitarrista Richard Lloyd e mudaram o nome da banda para o qual ela seria conhecida desde então: Television.

Em 1974 o Television conseguiu um contrato para ser a banda residente do lendário CBGB, então um local desconhecido e antiquado, referência apenas para as bandas que não tinham outro lugar para tocar. Ali, a banda se tornou parte de um recente movimento batizado pelo jornalista Legs Mcneil como “punk” e que consistia no estilo de som rápido e inovador tocado por bandas como Ramones, Blondie, Dictators, Dead Boys, Television e outras. Apesar disso, em recente entrevista à Folha De S. Paulo, o guitarrista Tom Verlaine afirmou que o Television não é uma banda punk, o que fica evidente em seu som diferenciado e bem trabalhado em comparação com a crueza e a rapidez das outras bandas que foram peças-chave daquele movimento.

Em 1975 Verlaine e Hell se desentenderam por conflito de egos nas disputa para escrever as canções da banda, e Hell abandonou o Television para participar dos Heartbreakers com os ex-New York Dolls Johnny Thunders e Jerry Nolan. Posteriormente, e pela mesma razão de sua saída do Television, Hell criaria sua própria banda, o Richard Hell and The Voidoids. Para seu lugar, Verlaine chamou o então baixista do Blondie, Fred Smith.

Em fevereiro de 1977 o Television lançou Marquee Moon, considerada sua obra-prima. Diferente dos outros discos da cena punk, o Television apresentava um som mais trabalhado, com as linhas de guitarra de Lloyd e Verlaine se cruzando e o baixo de Smith marcando o ritmo diferenciado da banda. Marquee Moon esbanjava virtuosismo e introspecção, sem perder os momentos de agito. As letras intelectuais e o tom de voz de Tom Verlaine fizeram de Marquee Moon um clássico cult. O disco acabaria por influenciar diversas bandas das cenas new wave e pós-punk, e suas músicas eram as mais aguardadas pelos presentes que compareceram ao Beco 203 na última quinta-feira, dia 11, para ver a lendária banda se apresentar ao vivo.

Com o guitarrista Jimmy Rip no lugar de Lloyd, que abandonou seu posto em 2007, o Television tocou para um público lotado que se apertava na plateia esperando ouvir os clássicos, e a banda não decepcionou, entrando logo com Prove It, música presente em Marquee Moon. Na sequencia a banda tocou Jericho, uma música que não está presente em nenhum de seus registros de estúdio. Little Johnny Jewel, que faz parte de uma edição com faixas bônus de Marquee Moon veio na sequencia, e os fãs que esperavam e clamavam pelo agito de músicas como “See No Evil” e “Friction” se deparou com o virtuosismo de Verlaine e Rip, em uma execução que deixou o público parcialmente entediado.

A animação foi retomada com Glory, faixa de abertura do segundo disco do Television, Adventure (lançado em 1978), e um dos clássicos da banda. The Fire, do mesmo disco, veio na sequencia. Psychotic Reaction, cover da banda garageira sessentista Count Five foi a próxima do set list. O público, calado e estranhando o caráter virtuoso e instrumental do show, voltou a se animar, mas não por muito tempo. Com uma execução improvisada em um português carregado de forte sotaque norte-americano, Verlaine declamou palavras como “andando”, “não esquecerei” e “sem mágoas, vou embora”, enquanto os músicos destoavam experimentalismo e a maior parte do público, ansioso em ouvir os clássicos, pedia para que ele ficasse. Para fechar, o Television atacou com Marquee Moon, clássico absoluto de seu mais famoso disco, o que animou a plateia, que pediu o bis. E ele veio com Venus, faixa 2 de Marquee Moon, e um cover de Satisfaction dos Rolling Stones. Verlaine se despediu e o Television retornou ao camarim, enquanto alguns esperançosos fãs ainda gritavam por sua volta e pediam os clássicos não executados como See No Evil, Friction e Days.

O agito das músicas ausentes fez falta ao show, que apesar de muito bem executado, manteve a plateia fria durante a maior parte do tempo. O preço do ingresso de 80 reais (100 na porta), sem meia-entrada, também foi acima da realidade da maior parte dos jovens fãs presentes. O vocal de Verlaine também não é mais o mesmo, o que ficou evidente em alguns momentos do show.

As constantes afinações de guitarra do líder da banda e o virtuosismo e experimentalismo apresentados ao longo da maior parte da apresentação mantiveram parte dos fãs com certa distância e, em alguns momentos, frustração. Mas, apesar disto, o Television conseguiu dar ao público presente o gosto de sentir parte da atmosfera que o consagrou ao longo dos anos como uma das mais inovadoras e criativas bandas de seu tempo.

Fotos: Séfora Rios

Pearl Jam confirma quatro shows no Brasil

Enfim os boatos foram confirmados: Pearl Jam vem ao Brasil e se apresenta em quatro cidades diferentes: 4/11 em São Paulo (Estádio do Morumbi), 6/11 no Rio de Janeiro (Apoteose), 9/11 em Curitiba (Estádio do Paraná Clube) e 11/11 em Porto Alegre (Estádio Zequinha). Esta é sua segunda passagem pelo país e os shows fazem parte da turnê em comemoração aos 20 anos da banda.

Formada em 1991, o Pearl Jam é uma das maiores bandas do grunge de Seattle que se mantém em atividade até hoje. Nesses vinte anos, lançaram 9 discos em estúdio e 2 ao vivo, além das bootlegs oficiais, que trazem o registro de praticamente todos os shows desde 2000.

A venda para o público em geral começa no dia 1º de agosto, à meia-noite, pelo site da T4F, nas bilheterias oficiais e pelo telefone 11 4003-5588. Em São Paulo, os preços vão de R$ 190 a R$ 380. E o melhor de tudo: sem pista vip!

E, se ainda tiver alguma dúvida de que este show é imperdível, confira o vídeo abaixo e tenha uma ideia de como foi a apresentação de 2005 em São Paulo:

 

Foo Fighters no Brasil?

Quem me acompanha no Twitter ou mesmo no Facebook, já sabe que eu estou super empolgada com a possibilidade de assistir Foo Fighters no Brasil por um preço simbólico perto da importância desta banda na formação dos meus gostos musicais.

Não sabe do que eu estou falando? Bom, o “evento” Foo Fighters 50 Pila, ou #ff50pila, é uma iniciativa dos publicitários Rafael Ziggy e Bruno Mendonça, que desde a semana passada buscam mobilzar os fãs de Foo Fighters para tentar chamar a atenção da banda para o projeto de trazê-los para o Brasil via crowdfunding.

Se parece impossível para você, saiba que a banda já está por dentro deste movimento, que hoje já conta com o apoio de mais de 50 mil fãs. Além de seguir o twitter @ff50pila, o Foo Fighters também postou uma mensagem em sua página oficial no Facebook, brincando com a chuva de links que os fãs enviaram: “Hi Brazil. So…what’ve you guys been up to today?”

Por enquanto, não há data, horário ou mesmo local programado para os shows e o único pedido dos organizadores é para que os fãs divulguem o site http://heyfoofighters.co/ para o maior número de pessoas possível e que apoiem a iniciativa confirmando presença no evento do Facebook e curtindo a fan page.

Então, se você também quer ver Foo Fighters no Brasil por “50 pila”, conte para os seus amigos, vizinhos, pro cara da padaria, pra moça da recepção, pro cabeleireiro, enfim, mova o mundo e manifeste seu apoio e sua vontade de vê-los por aqui de novo!