#essencialbuns VI: Metallica, Load

(Load, do Metallica, comentado por @dbastos)

Load, Metallica

por Daniel Bastos
@dbastos

É o POP (U2), o Nine Lives (Aerosmith), o Chinese Democracy (GnR), o Americana (Offspring) deles.

Desviando de pedras, devo dizer que o Load foi criado em um momento delicado pro Metallica. A banda estava meio encostadona, preguiçosa, querendo perder a postura de “banda do capeta” e colocar todas as influências não-metal deles nas músicas. Depois de serem duramente criticados pelo Black Album, que é considerado pelos metal-xiitas como o último disco METALLICA do Metallica, eles mostraram que construções melódicas, trejeitos vocais e riffs também transmitem a mensagem do metal.

Até hoje considerado o pior álbum deles (pior que o Reload), eu acho indispensável pelo simples fato de que eles se propuseram a arriscar o status conquistado fazendo o que eles queriam e mudaram completamente a sonoridade da banda. É um ótimo álbum, mal visto apenas pelos já citados metal-xiitas, que não percebem que até o sensacional Death Magnetic tem resquícios dessa revolução artísitica interna, deles.

Ou algo assim.

o desafiado

Daniel Bastos, quando não é gerente do Crediário, é webdesigner. Conhecimento avançado no uso de boas palavras e ironia fina, diz por aí que não possui nenhuma meritocracia informal na internet, mas há controvérsias. Afinal, @dbastos vive lá pelas bandas de Brasília, Na Rota Do Rock, é do “qualquercoisacast” 100+ delongas e já foi até modelo de corrente das internets.

load para ouvir


(clique aqui para ouvir se você acompanha o blog pelo feed)

tracklist

1. “Ain’t My Bitch”
2. “2 × 4″
3. “The House Jack Built”
4. “Until It Sleeps”
5. “King Nothing”
6. “Hero of the Day”
7. “Bleeding Me”
8. “Cure”
9. “Poor Twisted Me”
10. “Wasting My Hate”
11. “Mama Said”
12. “Thorn Within”
13. “Ronnie”
14. “The Outlaw Torn”

//mais informações sobre o álbum
//WTF #essencialbuns?

#essencialbuns V: Pearl Jam, Ten

Ten, Pearl Jam

por Leandro Gabriel
@trecker

Quando me pediram pra escolher um álbum (um só, que é como me pedir pra escolher um órgão pra me sobrar no corpo) adorei a idéia. Cerca de quinze segundos depois minha vontade era dar com a cabeça de quem pediu na quina de alguma parede. Ou reproduzir a cena de ‘American History X’. Sim, aquela cena. Suponho que boa parte dos que atenderem ao pedido farão uma introdução parecida, mas acho importante fazer também, de modo que entendam de uma vez por todas que um pedido desses não se faz nem pro pior inimigo.

Dito isso, escolhi o álbum que mais ouvi. Não por ser o disco que mais amo, porque se fosse esse o critério ia gastar mais uns meses escolhendo e não sairia com texto nenhum. Era necessária uma lista que tivesse algum álbum no topo e odeio ordem alfabética, que não passa da eterna celebração da criança que aprende o alfabeto e repete pra mostrar a descoberta.

Ten. Posso assobiar todas as suas faixas. De trás pra frente. Debaixo d’água. E ainda assim não tenho muito o que dizer sobre ele. Na Wikipedia tem um monte de infos, ó só.

Pensei em fazer como o Renmero e contar uma história que de alguma forma envolvesse o disco. Não seria difícil. Amei ouvindo Ten, briguei, apanhei também, comprei meu primeiro ténis ouvindo Ten, com grana ganha trabalhando enquanto ouvia Ten. Cometi meu primeiro crime com Ten nos fones de ouvido. Destruí meu primeiro violão segundos depois de conseguir tocar Alive inteira pela primeira vez, sem o solo. Cantei Black no ouvido dela, no dela e no dela.

Quando éramos guris, o Dênis tinha um violão e não sabia tocar, mas aprendeu o baixo de Even Flow. Conseguia tocar e cantar ao mesmo tempo (eu ainda não consigo) e era tão idiota e cheio de clichês quanto eu. Depois de uma festa, voltando pra casa não lembro de quem, sentamos ao lado de Sêo Pedro e tocamos Even Flow, em dueto violão, violaixo e voz. Nem morador de rua ele era, mas pelo menos não entendia inglês. Sorriu feliz e voltou pra dentro da casa que estava reformando. Sêu Pedro deve estar até hoje com cara de WTF, mas sem clichê babaca não se faz um adolescente, então I’ve been there, done that.

Enfim, não vou escrever um texto em que a relação com o disco é TRICKY, mas também não vou contar uma história pra cada faixa. Nem lembro de todas as histórias pra poder contar, mas acredite: quando se ouve um único disco quase o tempo todo, se tem história pra cacete.

O ponto é que o disco não termina. Até hoje ouço inteiro esperando que o disco termine. Até prometo que I’ll hold the pain, release me, mas it doesn’t and it goes right back to Once upon a time. Estou preso no repeat desde moleque.

O leitor que é mais babaca vai notar que não mencionei todas as faixas do disco, mas adianto que não sei falar de música. “Writing about music is like dancing about architecture – it’s a really stupid thing to want to do.” — Elvis Costello (thank you NIGGA* for giving me the perfect quote).

Se toda a história da indústria fonográfica estivesse a ponto de ser destruída e coubesse a mim escolher um disco pra salvar, seria o Ten. Não é me gabar, a ideia não é na esperança do mundo viver como eu vivi, é que a única vida que conheço é a minha e se ela foi boa o bastante em seus altos e baixos até o momento, foi em parte por conta desse disco. Ou no mínimo sob sua supervisão numa grande porção do tempo.

Já disse que sou cheio de clichês, então cabe um aviso: Erros de digitação, gramática ou qualquer outra coisa que passaram batidos foi porque parei a revisão quando terminou Master/Slave. Nada mais clichê que usar só o tempo do disco pra escrever sobre ele e revisar.

o desafiado

Trecker é do tipo que até tem cara de mau, mas não engana: constrói e destrói amores em poucas palavras, sofre de DOENÇA EDITORIAL no twitter, é apaixonado por comunicação & tecnologia e sempre tem referências bacanas sobre toda sorte de assuntos. Enquanto vocês lêem esse post e trabalham, ele se prepara para desbravar EL RELAMPAGO DEL CATATUMBO.

ten para ouvir

tracklist

1. “Once”
2. “Even Flow”
3. “Alive”
4. “Why Go”
5. “Black”
6. “Jeremy”
7. “Oceans”
8. “Porch”
9. “Garden”
10. “Deep”
11. “Release[I]”

//mais informações sobre o álbum (en)
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#essencialbuns IV: Common, Be

Be, Common

Por Marco Gomes
@marcogomes

O rapper Common, após dois anos e meio desde seu último lançamento, retorna à música em 2005 com o álbum Be. Recheado de rimas poderosas, letras introspectivas sobre a vida, maturidade, amor, valores. Tem o melhor conjunto de produções que já ouvi, com Kanye West ou J Dilla comandando todas as faixas.

Destaque para a última faixa, It’s Your World, em que crianças falam (em inglês) o que desejam ser quando se tornarem adultas. As mais novinhas dizem arquiteto, astronauta, uma das mais crescidas dispara, quer ser “a primeira mulher negra presidente dos Estados Unidos”, seguida por um incrível discurso sobre persistência pra realizar sonhos.

Kanye West ainda não havia se revelado babaca megalomaníaco, neste trabalho mostrou o máximo que seu talento musical produziu num único álbum. J Dilla, lendário produtor responsável pela recente musicalização do rap, também está presente na produção, inclusive trazendo Love Is, uma das melhores faixas do disco, morreu por consequência de lupus alguns meses após o lançamento. Outro ponto forte na produção são os samplers, com citações de The Temptations, Linda Lewis, Marvin Gaye, trazem clima nostálgico à obra.

Recomendo para momentos de desânimo com seus objetivos, pra recarregar as baterias. Ou para momentos de ânimo extremo, para conservá-las carregadíssimas.

Seguem minhas “notas” pra cada faixa.

(clique na imagem para vê-la maior)

o desafiado

Marco Gomes é mais um dos nossos notáveis nerds around the interwebs. Fundador e Diretor de Inovação da boo-box, ele se define como “cientificamente irritante, interneteiro profissional, evangélico aprendiz, nerd veterano, fotógrafo iniciante”. Não para um segundo e tá sempre compartilhando conhecimento por aí.

Be para ouvir

tracklist

1. Be
2. The Corner
3. Go!
4. Faithful
5. Testify
6. Love is…
7. Chi-City
8. The Food
9. Real People
10. They Say
11. It’s Your World

//mais informações
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#essencialbuns III: New Order, Substance

Substance – New Order

Por Maestro Billy
@maestrobilly

A razão da escolha: Nenhum motivo específico como “vamos salvar a música feita na Terra para mostrarmos aos extraterrestres quando estes nos dominarem”, mas pelo simples motivo de conexão afetiva.

Nesta compilação está a música que mudou meu conceito de música aos 12 anos. Quem ouvia o rock dos Beatles e de repente passou a ouvir Thieves Like Us teve com certeza um belo choque, por exemplo. Como uma musica toda eletrônica, mal cantada, sem guitarra, com um baixo fazendo o oposto do que deveria fazer, poderia ser tão legal ? Como existia esse mundo paralelo até então desconhecido ?

Note que Thieves Like Us é anterior ao Substance, mas a coletânea juntou essa com Ceremony (ainda do Joy Division), Shellshock (um dos melhores arranjos de teclado), Temptation, Blue Monday, Bizarre Love Triangle, e todos outros clássicos do New Order que dominaram a molecada nos anos 80 num vinil duplo.

Foi um “explode-cabeças” épico.

o desafiado

Maestro Billy comanda o Programa ADD, é produtor musical, DJ e um dos primeiros podcasters brasileiros.  Um dos fundadores do Programa Pânico da Jovem Pan FM e do primeiro podcast corporativo do Brasil, a Rádio Heineken, há 9 anos comanda as pick ups  do Caldeirão do Huck nas tardes de Sábado da TV Globo.

Substance para ouvir

tracklist

Disco 1

01. Ceremony
02. Everything’s Gone Green
03. Temptation
04. Blue Monday
05. Confusion
06. Thieves Like Us
07. The Perfect Kiss
08. Sub Culture
09. Shellshock
10. State Of The Nation
11. Bizarre Love Triangle [Extended Dance Mix]
12. True Faith

Disco 2

01. In A Lonely Place
02. Procession
03. Cries And Whispers
04. Hurt
05. The Beach
06. Confusion [Instrumental]
07. Lonesome Tonight
08. Murder
09. Thieves Like Us [Instrumental]
10. Kiss Of Death
11. Shame Of The Nation
12. 1963

// informações sobre o álbum [en]
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#essencialbuns II: John Coltrane, A Love Supreme

a love supreme, john coltrane

por Renmero Rodriguez
@renmero

quando conheci stella eu tinha quatorze anos. havia mudado de turma no colégio e ela era a mais linda guria de toda a sala. uma sala em que entrei como objeto estranho. era difícil não encará-la. cabelos loiros longos. olhos azuis. um cheiro incrível. um dos maiores que já senti até hoje. observá-la conversando com alguém era um passatempo que cultivei por um bom tempo – ou qualquer medida de de tempo que seja “um bom tempo” quando se tem quatorze anos.

um dia, ela me pegou. começou a me encarar também. havia ali um pequeno prêmio para mim. como se ela dissesse tudo bem, você não precisa mais fazer isso. agora eu quero ver o que mais você sabe fazer. nossa primeira conversa foi mais ou menos assim:

oi.
oi.
vi que você me pegou ali te olhando.
é, por que você estava fazendo isso?
é difícil não fazer.
hum, é bom, não é?
muito.
eu gostei também.

a primeira vez que me despedi de stella foi numa tarde quente de novembro há seis ou sete anos. na frente de sua casa. eu iria me mudar de cidade. apesar de anos convivendo em colégios, nunca havíamos realizado nada de mais entre nós. sabíamos que havia algo muito bom ali. mas deixamos coisas bestas entrarem no caminho. eu era muito diferente do que sou agora, ela era praticamente outra pessoa. desperdiçamos uma grande chance e estávamos percebendo isso. mas já era tarde.

a segunda vez que me despedi de stella foi numa noite chuvosa de dezembro há menos de algumas semanas. nos detalhes do seu corpo pude perceber o que havia acontecido com ela nos últimos anos. uma marca na nuca. um furo extra na orelha. o modo como olhava para ao chão. a força com que segurava a minha mão. nos anos em que ficamos distantes, em que abandonamos um ao outro, aconteceram coisas tristes com ela. eu queria resolver todas, queria curá-las. queria os olhos azuis do mesmo jeito que eram. queria agora a mulher que ela era. stella, eu te amo e dessa vez não vou te deixar. foi você que me ensinou a apreciar as mulheres. mas nunca apreciei você.

o jeito errático como ela montava suas respostas entregava uma ferida nova. uma grande. tinha chegado nos olhos, nas unhas, em todo o corpo. estava consumindo a guria mais linda que já conheci. e eu não podia fazer nada. com tudo que aprendi, estudei, ensinei. tudo inútil. mais uma despedida longa e silenciosa.

ela me disse, antes de entrar num táxi: aqueles minutos em que você ficava me encarando na sala de aula.

a love supreme.

o desafiado

Renmero Rodriguez é comandante do Bunker, não cansa de fazer sentido no twitter e também colabora no impop. Após três anos treinando em um dojo no sul do japão, Renmero agora mora na Vila Madalena e escreve histórias todo o dia para pagar o aluguel. Fontes confiáveis afirmam que ele nutre um certo rancor pela editora da coluna porque ela demorou muito pra publicar esse texto.

a love supreme pra ouvir

A Love Supreme, John Coltrane @ Grooveshark

tracklist


1. Part I – Acknowledgement
2. Part II – Resolution
3. Part III – Pursuance
4. Part IV – Psalm

// sobre o álbum (artigo da Wikipédia, em inglês)

// WTF #essencialbuns?

#essencialbuns I: Massive Attack, Mezzanine

O Mezanino e o ataque maciço

Por Adriano Trotta

Quando fui convidado a escolher um único álbum definitivo, que considero essencial, pensei: F*DEU. Não só porque é tarefa difícil pra qualquer um que goste de música, mas porque geralmente eu gosto de canções isoladas e faço minhas próprias coletâneas. Como se não bastasse, escrever sobre essa escolha é uma tarefa não menos complicada.

Tentando facilitar, pensei em álbuns que funcionam como uma música só. Explico: O The Wall do Pink Floyd, por exemplo, costuma ser classificado como uma ópera. Não no sentido clássico, claro! Mas porque uma música termina emendada na outra, e as letras se complementam para contar uma história. Por isso, as canções até podem ser ouvidas separadamente, mas foram feitas para serem apreciadas na sequência do disco.

Tá, eu não gosto de Pink Floyd. Mas consigo pensar em outros álbuns que funcionam desse jeito. Embora as músicas não sejam conectadas, nem contem uma história única, o sentimento que elas provocam parece bem linear. Eu poderia citar o clássico álbum Ten do Pearl Jam, todos da banda canadense Arcade Fire, o disco MCMXCL do finado grupo Enigma, ou ainda o Exile on Main Street dos Rolling Stones. Qualquer um desses discos pode ser ouvido inteiro na sequência, e você vai entender o que eu quero dizer. Mas, seguindo essa linha, o álbum essencial que eu escolho é o Mezzanine, do coletivo londrino Massive Attack.

O grupo reuniu gente conhecida da cena underground da Inglaterra, em 1983: Andrew Mushroom, Tricky, e Daddy G são os DJs compositores das músicas, enquanto o grafiteiro 3D faz os vocais da maioria delas. Mas não todas, já que uma das coisas mais legais do grupo é ter vários vocalistas diferentes! O álbum Mezzanine contou com os convidados Horace Andy, cantor jamaicano de reggae, e Elizabeth Fraser, da banda de pop rock inglês Cocteau Twins.

A combinação parece confusa, eu sei. Mas fica perfeita nas mãos desse que é um dos melhores times de produtores da música eletrônica. E embora não tenham sido os criadores do trip-hop — que nasceu da fusão de diferentes tipos de hip-hop, dub, grooves, guitarras e bateria —, os DJs do Massive Attack foram os pioneiros do estilo. A sensualidade densa e hipnótica desse som, que se tornou sucesso graças a eles, influenciou muito do que veio depois, durante a era do poperô putz-putz dos anos 90. Na trilha deles, também vieram o Portishead, o Morcheeba, e outros nomes famosos do trip-hop e do lounge. Hoje o álbum Mezzanine é cult. O maior sucesso do Massive Attack já tem 12 anos de idade, e muitas das músicas ainda aparecem em filmes e séries de sucesso.

Andrew Mushroom deixou o grupo logo depois do Mezzanine. Daddy G, além de compositor, continua por trás da voz mais grave das músicas. Tricky canta em algumas delas, com seu sotaque caribenho inconfundível, mas seguiu carreira solo. E o ex-grafiteiro 3D ainda é o vocalista principal do coletivo. Depois de 6 anos sem novidades, eles estão pra lançar o novo álbum Heligoland, ainda em 2010. Mal posso esperar pra ouvir!

o desafiado

O Trotta, dentre muitas de suas funções, comanda o Trottolices. Foi o primeiro convidado porque recentemente publicou por lá as 30 músicas que marcaram sua vida e babamos na série. Hoje é Analista de Mídias Sociais da Polvora! Comunicação, mas já trabalhou como designer, ilustrador, redator, ator, tradutor, dublador, músico, tradutor…
E ainda arranja pique pra fazer piadas ruins diariamente. =P

Mezzanine pra ouvir

tracklist


1. “Angel”
2. “Risingson”
3. “Teardrop”
4. “Inertia Creeps”
5. “Exchange”
6. “Dissolved Girl”
7. “Man Next Door”
8. “Black Milk”
9. “Mezzanine”
10. “Group Four”
11. “(Exchange)”

mais informações sobre o álbum aqui.

#essencialbuns: O início

No ano passado, uma enquete da Tory no nosso twitter me intrigou.  ”Se você tivesse que ir para uma ilha deserta e só pudesse levar um disco, qual seria?”, ela questionou a mim e aos nossos seguidores [na época também a alguns de nossos entrevistados] e eu ri de pronto da pergunta. Até tentei pensar em um, mas descobri que era incapaz. Achei absolutamente normal – se eu conseguisse ouvir apenas um álbum a vida toda, não teria comprado um iPod de 160GB. Mas, quando as pessoas começaram a responder, muitas com uma convicção invejável, resolvi me questionar um pouco mais. Levou mais de seis meses, mas eu decidi: queria desafiar gente que, como eu, tem uma ligação forte com música e não conseguiria me dar uma resposta. Queria não me sentir sozinha nessa. Queria pessoas que, a princípio, teriam dificuldade em escolher.

Fiz uma lista ENORME com os nomes que contataria. Ainda não mandei o email para todos – mas grande parte já recebeu. E o retorno também tem me deixado surpresa: Fora aqueles que ignoraram solenemente o email [o que já era esperado], houve quem desistisse logo de cara, com medo de surtar tentando descobrir – e quem respondesse de pronto, como a coisa mais simples do mundo. A maior variedade possível de artistas, estilos, álbuns e, especialmente, de maneiras de narrar o porquê da decisão.

A “defesa” do álbum é livre: cada um fala da maneira que achar interessante.

Os resultados aparecerão a partir de hoje, todas as quartas – aqui mesmo no vitrola.

Se você tem [ou conhece alguém que tenha] um álbum que considera ESSENCIAL, é capaz de falar dele e quer participar também, mande um email pra contato@vitroleiros.org com o assunto “Essencialbuns” e nós conversamos. =)

Abraços,

Ariane.