…ou “o dia em que Bombamos no Posto”.
Imagina tua banda favorita tocando bem aí, na tua frente. Não tem palco, é tudo num clima meio “ensaio na garagem”, só entre amigos. Pois é, assim foram os pocket shows da Fresno nessa quinta-feira, 16 de julho, nos postos ALE.
Confesso que desde que contei pela primeira vez sobre o projeto da ALE, “Bombar no Posto”, estava curiosa para saber como seriam esses pocket-shows: o público, o som, a reação da banda, dos funcionários do posto, tudo era motivo pra botar minha cabeça pra funcionar. Pois bem, eu disse era porque, como vocês sabem, semana passada o Vitroleiros foi convidado a acompanhar a Fresno nos três últimos shows em São Paulo – dentro e fora da van – e aí a curiosidade foi pro espaço.

Todos muito pimpões e falantes!
A brincadeira começa logo cedinho num ponto de encontro determinado – onde equipe e banda acertam as coisas – e se espalha pela cidade a cada parada pra “abastecer”. As paradas, claro, são reveladas antes – que é para os fãs terem tempo de chegar ao local. Quando estávamos pertinho de cada posto, era hora de descer e caminhar: quem é que vai querer sair da van na hora do show, no meio dos meninos? Eu não, né? Nem ninguém, queridos, nem ninguém.
Pois é, o primeiro posto já estava cheio! E por cheio entendam várias pessoas se amassando pra conseguir ficar bem perto do Lucas, do Tavares e do Vavo – o Bell fica sentadinho tocando lá atrás e só levanta no fim do show. Quem é fã vai à loucura assim que a van chega. E quando a porta se abre e descem os meninos, tocando e cantando, é pura emoção. Gente com cara de “What the fuck?” passando pelo posto, funcionários todos dançandinho ao som de Fresno, fãs cantando felizes, pais segurando filhas frenéticas. Fresnéticas, pra não perder o pobre trocadilho.
Eu não sei fazer vídeos. Tremi, virei a cam, fiz a loca… Mas o que vale é a intenção.
Gritaria, empurrões, fotografias, vídeos, todo mundo querendo aproveitar um pedacinho do ídolo – quem é que deixaria passar a chance de tirar uma lasquinha? Até eu que só ouvia Fresno quando tinha 14 anos (e só estou assumindo isso agora porque nos shows eu descobri que ainda sei todas as letras deles) aproveitei. Tirei lasquinha, gaguejei dentro da van na hora de batermos papo, corei ao ouvir algumas besteiras que eles falaram. Porque pensem junto comigo: o que quatro marmanjos fazem quando ficam juntos dentro de uma van? Falam besteiras, óbvio!
De repente, no meio do trajeto entre um posto e outro, Tavares começa a falar o nome de um monte de aviões. “O que é isso, menino? Que fissura é essa?”, alguém pergunta. “Tinha trauma de avião, então comecei a ler a respeito, comprar livros, revistas, quis entender um pouco”. “Agora tem mais medo ainda”, debocha Bell, do outro extremo do banco que os quatro dividem. Tavares, Lucas, Vavo e Bel parecem irmãos. Estão o tempo todo se provocando, rindo entre si, falando de música, academia (aqueles magricelos MALHAM!), mulheres, até de amor. Também falam de internet, stalkers e afins. Foi falando de internet, inclusive, que Tavares soltou a pérola “”Twitter só serve pra mulher ficar dando indireta pra homem, homem pra mulher… Só serve pra mandar indireta” – e acho que fui a única que discordou na hora. Aliás, Tavares e Lucas ganharam o troféu tagarelas. Falam muito – e rápido. Vavo fica quietinho quase sempre (e faz valer toda vez que abre a boquinha, acreditem!) – e o Bell vive num universo paralelo: do nada, começa a cantar. Depois fica quietinho de novo, ou pede um Toddynho e volta a discutir animadamente com os outros três.
Quem assiste a um show geralmente segue a van até o próximo. São cerca de duas ou três músicas por posto, com todo mundo cantando junto – até quem não faz parte da brincadeira. O que me impressionou mesmo foi a maneira aparentemente sincera com que os quatro se permitem tocar. Quer dizer, os meninos da Fresno têm uma paciência infinita: atendem uma a uma as fãs desesperadas por um carinho, tiram fotos, dão autógrafos, respondem a perguntas desejáveis e indesejáveis. O sucesso não fez mal a nenhum: batem papo conosco de igual pra igual. Bati um papo com Bianca e Jhonata, ambos responsáveis pelo Fã Clube Oficial do Bell (Belluscas ♥ Belluscos), e eles me contaram que essa dedicação toda da banda é recorrente. Jhonata entrou na van comigo em uma das viagens e foi o responsável por um super bate-papo a respeito de Xbox. É, a Fresno joga Xbox, galera. Imagina que piração! E a Bianca me contou que ficou pra fora de um show no Hangar porque não tinha mais ingressos – e o Lucas e o Tavares a viram na porta e colocaram pra dentro do show. É que como em São Paulo a freqüência dos shows é maior e há alguns fãs que sempre os acompanham, eles já conhecem boa parte até pelo nome. Uma maneira de retribuir a paixão de quem não perde sequer um show – e está sempre de olho em tudo que acontece com eles.
Na foto: Vavo (abaixado), Bell, Tavares, Bianca (FCO Bell), Lucas, Gisele (Comunidade Fresno Orkut), Jhonata (FCO Bell) e eu, escondidinha (sabe Deus por quê!) atrás da Gisele. Como nem tudo são flores, minha câmera de verdade deu pau e eu tive de tirar fotos com a da minha irmã. Mas ahh, estão aproveitáveis! Tem aqui na minha galeria do Flickr e na galeria oficial da Ale. =)
Pra quem não é de São Paulo, um aviso: A Fresno bomba em BH no dia 25, e tem promoção pra galera do Norte/Nordeste que quer ver um show mas não pode! Corre lá em http://ale.com.br e participa ou acompanha pra ver quando vão chegar a tua cidade!


O primeiro rolê aconteceu no dia 18, em São Paulo (dá pra ver as fotos no