#Playlist: Dance Dance Revolution!

Por Talita de Moraes

@tatti

Atribuem à feminista Emma Goldman a frase “If I can’t dance, it’s not my revolution” e muito embora ninguém possa provar que estas palavras um dia foram proferidas ou não por ela, talvez a famosa citação seja a inspiração para um dos games mais pop já publicados: Dance Dance Revolution.

Inspirada pela folia carnavalesca e o Dia da Mulher, resolvi dedicar minha #playlist a este polêmico jogo. Polêmico porque é um daqueles que amamos ou odiamos. Se alguns acham loucura a forma como meninos e meninas pulam em máquinas de dança, outros se dedicam de verdade ao game, participando de competições e treinando em consoles, no PC ou até mesmo no iPod.

E se você pensa que os japoneses são os maiores responsáveis por este título pra lá de dançante, engana-se: são 19 jogos publicados na Ásia, contra nada menos que 29 nos Estados Unidos, com direito a edições especiais dedicadas a Super Mario, Disney e os desenhos animados Winx Club e Strawberry Shortcake (a Moranguinho, lembram?).

Com muito J-Pop e J-rock disponíveis para escolha, os dançarinos americanos podem optar também por músicas mais conhecidas que vão desde Coldplay (Clocks por acaso é dançante?) até Lady Gaga. Baseada em músicas licenciadas, escolhi os títulos de 2009 e 2010 para compor o seguinte…

…Tracklist

1. Detroit Rock City – Kiss

2. Disturbia – Rihanna

3. Just Dance – Lady Gaga

4. Let’s Get It Started – Black Eyed Peas

5. Pork and Beans – Weezer

6. So What – Pink

7. Viva la Vida – Coldplay

8. When I Grow Up – Pussycat Dolls

9. Animal – Ke$ha

10. So Fine – Sean Paul

11. Crushcrushcrush – Paramore

12. Hey, Soul Sister – Train

13. Need You Now – Lady Antebellum

14. I’m Yours – Jason Mraz

15. My Life Would Suck Without You – Kelly Clarkson

É carnaval!

Há quem goste do Carnaval: das festas a fantasia, dos blocos de rua, dos ensaios e desfiles das Escolas de Samba, do trio elétrico, do Galo da Madrugada. Ainda que não seja uma festa originalmente brasileira, os três dias de folia ganharam ares de brasilidade com o samba, o frevo e o maracatu!

No entanto, há quem fuja do Carnaval: seja procurando lugares remotos para descançar ou na busca de uma balada mais rock’n roll.

A playlist de hoje, tenta ser um pouco democrática nesse sentido. Abaixo seguem 9 músicas do rei das festas mais badaladas e dançantes, do artista brasileiro mais rock ‘n roll dos anos 70: TIM MAIA. No dia 15 deste mês, completam-se 13 anos de sua morte precoce.

No Carnaval, vale tudo! Rock, samba, axé, maracatu, pop, jazz, soul, blues …só não vale ficar parado, pois já dizia o Síndico: “Quem não dança, segura criança!”.

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#playlist: NHL

Por Talita de Moraes
@tatti

Hoje minha #playlist gamer é dedicada a um dos esportes mais desconhecidos e mal-interpretados pelos habitantes de países tropicais: Ice Hockey. E como tudo o que não conhecemos, nada melhor que um game para nos ensinar, não é mesmo? #not

Uma das mais antigas franquias esportivas da Electronic Arts, a série NHL teve seu primeiro jogo publicado em 1991, com o lançamento do título mais do que óbvio NHL Hockey, o primeiro da modalidade a receber aprovação da National Hockey League (NHL) e da Players’ Association (NHLPA), o que permitiu que o jogo contasse não só com o material licensiado dos times, mas também com os nomes reais dos jogadores.

Mas foi só em 1999 que a franquia ganhou sua primeira trilha sonora licensiada. E se naquele tempo Heroes, de David Bowie, era a única música do jogo, hoje a situação é muito diferente: NHL ’11 conta com nada menos que 16 artistas na trilha. Começando com nosso eterno Goblin King, vamos ao…

…Tracklist

NHL ‘99 – Heroes – David Bowie
NHL ‘00 – Push It – Garbage
NHL ‘01 – Heavy – Collective Soul
NHL ‘02 – Fat Lip – Sum 41
NHL ‘03 – No One Knows – Queens of the Stone Age
NHL ‘04 – Minerva – Deftones
NHL ‘05 – From out of Nowhere – Faith No More
NHL ‘06 – Saturday Night – Kaiser Chiefs
NHL ‘07 – Bring it on Home – The Hellacopters
NHL ‘08 – Misery Business – Paramore
NHL ‘09 – Done is Done – Millencolin
NHL ‘10 – Rock You Like a Hurricane – Scorpions
NHL ‘11 – Full of Regret – Danko Jones

#musicmonday: The Heligoats

Quando você vive de música – ou praticamente a faz parte de seu ganha-pão – começar a adotar hábitos estranhos faz parte mais do que natural da equação. Veja o meu caso, por exemplo: passo um bocado de tempo conhecendo uma nova banda (e por conhecer, entenda ouvir uma mesma faixa incessantemente), paro para ouvir coisas mais Grammy como Adele ou Estelle (normalmente na época do Grammy) e, quando me vejo por si, estou de novo riscando o fundo da estranheza indie.

Na última destas, saí com uma verdadeira paixão debaixo dos braços: o álbum “Goodness Grace” (2010), do The Heligoats. Não deixe o plural enganar vocês aqui: Heligoats é o projeto solo de Chris Otepka, vocalista da genial e afiada banda indie rock Troubled Hubble, de Illinois. Otepka traz suas fantásticas letras nonsense, mistura com um violão que faz as vezes de Ukulele e organiza uma bagunça sensorial que, como sua própria pessoal, é estranha demais para não ser incrível.

Separei algumas poucas faixas que vem me inspirando recentemente. Quem sabe, por uma mítica coincidência do destino, algum de vocês também não encontre uma ou outra coisa para amar neste inusitado trabalho.

Sabe como é, a gente meio que escreve para isso.

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#Playlist: A toda velocidade com Need For Speed

Por Talita de Moraes
@tatti

Temporada vem, temporada vai, e nada de Bruno Senna conseguir uma vaga em uma boa equipe para nós matarmos a saudade de ter um Senna no pódium da Fórmula 1. Nem mesmo o grave acidente do polonês Robert Kubica abriu espaço para o jovem piloto assumir como número um da Renault-Lotus. Então, nada melhor que treinar. E para ver se o menino se inspira, montei uma playlist baseada em um dos mais expressivos jogos de corrida do mundo: Need for Speed.

Brincadeiras com Bruno Senna e desejos de melhoras ao Kubica à parte, a série Need for Speed começou no ano de 1994, com o lançamento de The Need for Speed pela Eletronic Arts. De lá pra cá foram outros 18 jogos lançados, sendo que a franquia deve chegar ao seu 20º título ainda neste ano.

Com um mix de música eletrônica e rock and roll, a série teve sua primeira triha sonora composta por artistas consagrados somente em 2002, com o lançamento de Need for Speed: Hot Pursuit 2, o último jogo da chamada Era Clássica do game. A partir de Need for Speed: Underground, lançado no ano seguinte, o hip hop passou a ter forte influência nos títulos da franquia, que passaram a contar ainda com opções de tuning para os carrões dos jogos.

E é influenciada por estes três estilos musicais que apresento a vocês o meu mais novo…

…Tracklist

1. Need for Speed: Hot Pursuit 2 – The People That We Love – Bush
2. Need for Speed: Underground – Get Low – Lil Jon & the Eastside Boyz
3. Need for Speed: Underground 2 – Riders On The Storm – Snoop Dogg feat. The Doors
4. Need for Speed: Most Wanted – You’ll Be Under My Wheels – The Prodigy
5. Need for Speed: Carbon – Show You How To Hustle – Pharrell feat. Lauren
6. Need for Speed: Pro Street – Kiss Kisss – Yeah Yeah Yeahs
7. Need for Speed: Undercover – Bad Blood – Supergrass
8. Need for Speed: Shift – Paranoid (Part 2) – Kanye West
9. Need for Speed: Nitro – Code Of The Road – Danko Jones
10. Need for Speed: Hot Pursuit – Twin Flames – Klaxons

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#playlist: Ao som de FIFA!

Por Talita de Moraes
@tatti

Com o anúncio de que Ronaldo Fenômeno vai pendurar as chuteiras, o futebol, assunto recorrente em toda e qualquer mesa de bar, parece ter dominado de vez o noticiário da semana. Até os veículos mais “sérios” deram destaque total à aposentadoria do ídolo da Seleção Brasileira e sobrou até para o Presidente do Senado, José Sarney, que foi motivo de piada no twitter do STF (@STF_oficial) nesta terça-feira.

O Fenômeno

Então nada mais justo que uma playlist ligada ao esporte mais querido do Brasil. E para isso fui buscar inspiração em mais uma duradoura série de games: FIFA! Publicado pela Eletronic Arts desde 1993, o primeiro jogo de futebol reconhecido e autorizado pela FIFA ganhou trilha sonora própria em 1998, quando a produtora lançou o EA Trax, uma parceria com as principais gravadoras para utilizar os direitos de músicas de artistas consagrados em suas séries.

Desde então, muita coisa aconteceu com os jogos FIFA. Depois de consagrar o Song 2 do Blur na edição World Cup de 1998, a série passou a adotar músicas típicas dos países representados na tela. Ivete Sangalo, Marcelo D2 e até Tulipa já embalaram jogos mais recentes levando para o mundo um pouco da música popular brasileira. Sem mais delongas, vamos ao…

…tracklist:

FIFA 1998 – Road to World Cup – Blur – Song 2
FIFA 1999 – Fatboy Slim – The Rockafeller Skank
FIFA 2000 – Robbie Williams – It’s Only Us
FIFA 2001 – Moby – Bodyrock
FIFA 2002 – Gorillaz – 19/2000
FIFA 2003 – Timo Maas – To Get Down (Fatboy Slim Remix)
FIFA 2004 – Kings of Leon – Red Morning Light
FIFA 2005 – Scissor Sisters – Take Your Mama
FIFA 2006 – Jamiroquai – Feels Just Like it Should
FIFA 2007 – Muse – Supermassive Black Hole
FIFA 2008 – Travis – Closer
FIFA 2009 – The Fratellis – Tell Me A Lie
FIFA 2010 – Florence + The Machine – Drumming Song
FIFA 2011 – LCD Soundsystem – I Can Change

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#playlist: ao som de… Tony Hawk.

por Talita de Moraes
@tatti

Tony Hawk é provavelmente a celebridade esportiva de maior sucesso no mundo dos games — quem nunca jogou que atire a primeira pedra. Ao todo, são 16 jogos, entre main series e spin-offs, com mais de 35 skatistas famosos disponíveis para rodar pelas ruas das principais cidades do mundo.

Tony Hawk's Pro Skater 3 // Neversoft Entertainment // Activision

E com tantos jogos e personagens moderninhos, nada mais justo do que uma invejável trilha sonora. Muito embora o primeiro título da série – Tony Hawk’s Pro Skater – tenha tido somente dez músicas em loop eterno, os jogos mais recentes possuem números mais altos. Tony Hawk’s Underground (2003), por exemplo, conta com impressionantes 78 músicas para embalar as mais absurdas missões do jogo.

E para relembrar as mais marcantes e animadas musiquinhas que você tentava cantar enquanto apertava uma sequência absurda de botões para seu skatista fazer manobras incríveis na tela, aqui vai uma playlist cheia de coisas boas.

Tracklist

1. Tony Hawk’s Pro Skater – Goldfinger – Superman
2. Tony Hawk’s Pro Skater 2 – Millencolin – No Cigar
3. Tony Hawk’s Pro Skater 3 – Ramones – Blitzkrieg Bop
4. Tony Hawk’s Pro Skater 4 – Toy Dolls – Dig That Groove Baby
5. Tony Hawk’s Underground – NOFX – The Separation of Church and Skate
6. Tony Hawk’s Underground 2 – Johnny Cash – Ring of Fire
7. Tony Hawk’s American Wasteland – Dead Kennedys – California Über Alles
8. Tony Hawk’s Project 8 – Sonic Youth – Nic Fit
9. Tony Hawk’s Proving Ground – The Clash – Clash City Rockers
10. Tony Hawk’s Downhill Jam – Lagwagon – Heartbreaking Music

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#musicmonday: Bob Dylan, por outros

Textos sobre o Bob Dylan sempre chamam minha atenção. Foi assim que no fim de semana passado li o artigo “Bob Dylan e o grande segredo da indústria da música”, de Pedro Alexandre Sanches, no Opera Mundi. O texto fala de como o biógrafo do cantor e compositor, Colin Escott, expôs no encarte da coletânea The Witmark Demos: 1962-1964 um detalhe importante da indústria fonográfica: o trabalho – e lucro – das editoras. Quando Bob Dylan começou, antes de virar o que virou, suas canções foram levadas pela editora para outros interpretarem-nas. Com o maior número de versões, mais ela lucraria, mais ou menos assim.

Hoje em dia, com a internet, esta indústria está mudando. Seja lá qual for o seu futuro, o texto do Sanches me lembrou das inúmeras versões de Dylan que existem por aí… Por hoje, fica a dica: confira o texto, ao som da nossa playlist de Dylan [por outros].

#musicmonday: fim de férias rock’n’roll

acabaram as férias! pra tirar a poeira da coluna “Playlists”, que volta a marcar presença por aqui todas as segundas-feiras — nosso #musicmonday pra você –, nada melhor do que um pouco do clichê, do imprevisível, e do indispensável universal: rock’n'roll. e tudo junto e misturado, porque eu só sei fazer assim.

ânimo e vamos que vamos!

tracklist

have you seen your mother, baby, standing in the shadows? ~ the rolling stones
we gotta get out of this place ~ the animals
i put a spell on you ~ screamin’ jay hawkins
i cant get no satisfaction ~ otis redding
sunshine of your love ~ cream
father and son ~ cat stevens
hey joe ~ jimi hendrix
colours ~ donovan
with a little help from my friends ~ joe cocker
river deep, mountain high ~ ike & tina turner

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Pop pra dar e vender

Arte comercial de massa, estética publicitária, vendida. Superficial, consumista e sensacionalista. É com essa imagem que o pop – termo que vem de “popular” mesmo – surgiu por volta dos anos 50. Bem ou mal para a cultura, o estilo sempre foi meio polêmico. Tudo serviu de influência: do rock à música erudita, das propagandas às HQs. Na pop art o banal tornou-se cultura, numa produção praticamente irônica, e a identidade ficou difusa.

Em 1952 surge um grupo precursor na Inglaterra, The Independente Group, que já apresentava o olhar voltado para as propagandas e os filmes, sempre pensando no público consumidor. E depois de vários artistas e a imigração das ideias para os Estados Unidos, chegamos no que se conhece da obra de gente como Andy Warhol.

O caminho das artes plásticas não foi de mãos dadas com o da música. Aliás, na música, o pop sempre é controverso. Há os artistas que todos sabem que são pops – pra citar exemplos atuais, a Lady Gaga e o Justin Timberlake – mas há vários outros cuja discussão não chega à conclusões, como Frank Sinatra, The Beatles e Elvis Presley. O grande estouro mesmo do estilo foi no fim dos anos 70 e nos 80, quando aderiu também aos teclados e sons da música disco. Daí surgem nomes como Michael Jackson e, depois, Madonna, a rainha do estilo. Nos anos noventa as bonitinhas e as boy bands dominaram. E, em todos estes casos, não é preciso nem lembrar como a moda acompanhou os artistas.

Parte da produção pop já é considerada “arte”, mas outra parte ainda é tratada como produção de baixa qualidade. Os primeiros anos da produção de arte e música pop também são bem desconhecidos. Quem quer saber mais, fica a dica, a Casa do Saber do shopping Cidade Jardim vai apresentar a partir do dia 8 de novembro, às 19h30 o curso “Pop, cinquenta anos depois”. Gratuito, será ministrado por André Toral, professor de estética e história da arte na Faap. Você pode se inscrever pelo telefone (11) 3707-8900, e vai logo, que as vagas são limitadas.

Pra relembrar e curtir (ou rir) a música pop, uma playlist pra vocês, feita com ajuda da Anita (tks!):