Reginaldo do Vanguart em projeto com Dani do NX

Em entrevista ao Vitroleiros, o baixista do Vanguart, Reginaldo Lincoln, fala sobre planos do disco com o baterista do NX Zero, Dani Weksler e ainda comenta sobre o disco novo – do Vanguart - Boa Parte de Mim Vai Embora, lançado pelo selo Vigilante (Deck). Confira:

Planos com Dani Weksler

Reginaldo conta que a ideia de fazer algo independente do Vanguart surgiu de uma vontade de gravar todos os instrumentos sozinho. “Assim como o Dave Grohl e o Paul McCartney fizeram, resolvi que queria gravar tudo sozinho, mas vi que não ia ser fácil. Então mostrei as músicas pro Dani e ele topou fazer comigo.”

O baixista não garante que o álbum vai ser mesmo lançado, dado o estágio embrionário do trabalho, mas estima que algo saia já em 2012. ”Estamos de olho em alguns produtores, principalmente agora que o Vanguart foi pra Deck [selo Vigilante]. Por enquanto só quero tocar e beber pra caralho.”

Como são as músicas do seu projeto?

R: As composições são minhas e o Dani está me ajudando a fazer os arranjos. Elas surgiram enquanto eu fazia umas músicas para o CD do Vanguart e sentia que estava saindo algo que não era a cara da banda. Era outro clima, outra pegada, outra característica. Saíram de um momento apaixonado, de renascimento, de gostar de voltar a viver.

É muito diferente do Vanguart?

R: É bem menos folk. Soa bem pop, balada e as letras são bem pessoais. Quero buscar uma sonoridade mais rica, com a característica de cada instrumento bem presente.


Boa Parte de Mim Vai Embora [Ouça aqui]

A demora para lançar um disco deixou os fãs da banda ansiosos. Boa Parte de Mim Vai Embora saiu este ano, no começo de agosto, após quatro anos de espera. Reginaldo fala que o longo intervalo se deve a uma fase de tensão que a banda passou, devido a brigas com o antigo empresário. “Até a gente se reerguer foi difícil. Gravamos o Multishow Registro em 2009, ficamos seis meses em turnê, tivemos esse problema sério com o empresario e ficamos uns cinco meses presos pelo contrato.  Pensamos em desistir, mas conseguimos voltar com o Vang Beats.”

O Vang Beats é o projeto do Vanguart tocando Beatles, que resultou em uma sequência de shows por bares e casas de São Paulo. O trabalho garantiu uma caixinha boa para investir no disco novo. Entretanto, neste momento, os covers estão fora dos planos da banda: “Não pretendemos fazer outros covers. Tudo que a gente quer é o Vanguart. Essa que é a grande coisa da nossa vida.”, declara Reginaldo.

O título do CD Boa Parte de Mim Vai Embora não aconteceu à toa. A mulher do baixista e a namorada do vocalista Hélio Flanders debandaram para outras paisagens e deixaram os dois a ver navios. Reginaldo comenta sobre sua recente separação da ex-esposa, a escritora Clara Averbuck e a superação ao lado do vocalista Hélio Flanders: “Demoramos para fazer algo novo não só por esse problema com o empresário, mas por muita coisa da vida pessoal. Eu tinha acabado de terminar meu casamento e o Hélio também terminou um relacionamento. A gente se abraçou e dialogamos bastante, para recomeçar sem aquelas mesmas mulheres, sem aquelas mesmas pessoas.”

E aproveita para desabafar: “O casamento acaba, mas a paixão não. Ficam sentimentos muito revirados. É difícil saber o que você está sentindo. Passamos – Hélio e ele – dias juntos, precisava voltar a ser quem a gente era, voltar a ser alguém. A cara do disco é essa, de entrar no eixo e pensar no futuro com esperança.” As crises,  principalmente na vida de Reginaldo e Hélio, refletiram bastante nas letras do novo álbum. “A gente conseguiu se libertar nesse disco. Soltamos todos os cachorros e todos os demônios pra fora.”

Os fãs estáo gostando do novo CD?

R: A resposta tem sido ótima! As pessoas estão falando ‘Pô, vocês demoraram quatro anos pra lançar, mas o disco é foda!’.

Como foi o show de lançamento do CD, no dia 20 de agosto no Sesc Vila Mariana?

R: Foi demais, o show de abertura foi do caralho, lindo! O Ricardo Spencer [diretor de clipes de artistas famosos, como Pitty] fez umas projeções de filmes e vendemos todos os CDs que a gente levou.

Como foi gravar uma música em espanhol [Mi Vida Eres Tu]?

R: Nós já tínhamos uma música em espanhol no primeiro disco. Gosto da sonoridade da língua, tem uma beleza única. Eu sempre chego com uns acordes e falo pro Hélio que poderia ser cantada em espanhol. Antes essa música era inteira cantada em espanhol, mas a gente encaixou de um jeito que ficou mais sonoro. A música é cantada em português e só a estrofe ficou em espanhol.

The Kooks libera nova música

A banda The Kooks usou o twitter nessa terça-feira para divulgar sua nova música. A idéia era a de que quanto mais vezes fãs tuitassem a hashtag #junkoftheheart mais tempo da música “The Saboteur” seria divulgado.

Nem precisa falar que a galera pirou e a música você pode ouvir na íntegra aqui:

The Kooks – The Saboteur by chwigui

 

A música ainda está disponível para download do site do novo álbum.

http://www.junkoftheheart.com/

 

Up Brothers lança novo EP. Só ouvindo para saber

Cansado de Cine, NxZero, Hevo 84, coloridos e blablablas?

Alivie seus ouvidos com o som do novo EP dos Up Brothers, lançado nesta semana no Myspace da banda. A música da banda paulistana soa familiar, mas está longe de seguir a moda que vigora atualmente. Apesar de estarem de ouvidos sempre atentos às bandas do mainstream, os Up Brothers produzem um som original e próprio.

A banda lançou o  EP intitulado “Dias em Claro” no domingo, dia 1 de Agosto, que está disponível para baixar no Myspace. Após meses trabalhando, o disco finalmente saiu,  com cinco novas músicas. As minhas duas apostas para o EP são a segunda e a quarta faixa. The Killers é a cara de “Walking All Day”, com a letra toda em inglês e rockabilly define a quarta composição, “Dolores”.

Baixe aqui e ouça agora

A banda Up Brothers foi formada em 1999 quando os irmãos Rick (voz e guitarra) e Guilherme (voz e bateria) começaram a tocar o que ouviam de seus artistas favoritos por bares de São Paulo. Depois, outros músicos se integraram ao grupo até chegar na formação atual, com o guitarrista Felipe Lucas e o baixista Rafael Puccini. Os caras definem suas letras como “conscientes e com boas pitada do clássico protesto do rock”. Eles pretendem consolidar seus trabalhos na cena do rock alternativo nacional.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

O som de vocês é diferente do que estamos acostumados a ouvir, tanto nas rádios, quanto nos Myspaces das bandas alternativas, principalmente por ser mais eletrônico e mixado. De onde vêem as referências e influências?

Estamos sempre antenados ao que as bandas do mainstream estão produzindo. Bandas como Killers e Franz, fazem parte da nossa referência. Se eles lançam material de qualidade, por que nós não podemos? Nos dias de hoje a tecnologia é nossa grande aliada. Portanto, sempre que vamos criar alguma coisa, prezamos pela qualidade da produção. Caprichar nos arranjos de todos os instrumentos é fundamental. Nem tudo que é independente, alternativo, tem que ser tosco ou mal feito. Nós jogamos no time das bandas que se preocupam com o trabalho que estão apresentando pro público.

Como a banda se formou?

Rick – A formação atual tem pouco mais de um ano. Começamos quando o meu irmão, Guilherme, tinha apenas seis anos de idade. Na época, ensinei algumas batidas na bateria para ele me acompanhar e assim tocávamos em shoppings, festas e tudo mais. O engraçado é que naquela época ele era tão pequeno que só se conseguia ver baquetas tocando. Com os outros integrantes chegando, as primeiras composições próprias foram surgindo e a gente foi se consolidando como uma banda de verdade.

Como surgiu o novo álbum?

O lançamento virtual foi no dia 1 de agosto. Ele é fruto de um trabalho de mais ou menos um ano, entre prédios, viagens de metrô, melodias que aparecem durante o sono e você acorda no meio da madrugada pra gravar no celular. A proposta foi criar músicas com batidas vibrantes, que retratem situações do nosso dia a dia e tenham a capacidade de despertar a capacidade de reflexão nas pessoas.

Como foi a composição das músicas?

A gente tem um mini estúdio em casa e a pré-produção e gravação da maioria dos instrumentos aconteceu lá. A mixagem e gravação da bateria foram feitas no estúdio Lamparina, onde conhecemos a galera gente fina do Coletivo Amerê e o Gutão, que trabalhou conosco e contribuiu muito com a sonoridade do EP.
Gravamos cinco faixas:

1.Ana – Já a tocávamos desde a turnê do EP passado. Mas ainda não tínhamos gravado.

2.Walking All Day – Nossa primeira composição em inglês. Uma parceria minha (Rick) com a Daniele Guirau.

3.Meu Lugar – Essa fala um pouco sobre a cidade em que vivemos e dá um toque urbano ao EP.

4.Dolores – Ela é originalmente um blues, composição do nosso baixista. Demos uma roupagem mais roqueira pra música dele.

5.Face – “Roubamos” essa letra de uma banda amiga chamada Duendts da Terra do Nunca. Era uma mbp e fizemos um rock! O legal foi que a galera do Duendts curtiu a nova roupagem que demos pra música.

Já lançaram outros trabalhos antes?

No início de 2009, gravamos um EP intitulado “Up Brothers” reunindo algumas músicas que tínhamos desde que começamos a banda. Foi o nosso primeiro trabalho lançado, nos abriu muitas portas e nos fez entender como a cena independente funciona.

Contem sobre as premiações dos integrantes e da banda, como por exemplo o prêmio do Guilherme no “Tagima In Concert”

É engraçado esse lance de premiações, porque a gente não faz o trabalho nessa intenção, mas quando vêm é sempre uma alegria imensa! Em um festival do caderno “Folhateen” do jornal “Folha de São Paulo” em que nossa música foi uma das selecionadas entre mais de 3.500, eu (Rick) e o Guilherme fomos eleitos os melhores músicos do evento (minha mãe quase teve um infarto na platéia vendo as suas duas crias sendo premiadas). O Guilherme sempre foi o mais prodigiozinho da banda, foi eleito destaque do festival “Tagima In Concert” e se apresentou em um evento ligado à bateria chamado “Batuka Music Festival” recebendo elogio de bateristas que são ídolos dele. O batera do Angra e dos Titãs estavam por lá.

Como está a agenda de shows?

Tocamos recentemente em Mogi das Cruzes, São Caetano. A turnê do “Dias em Claro” está se desenhando. Logo mais teremos datas confirmadas!

Pelo que vocês podem perceber, as bandas mais famosas e já emplacadas na cena do rock oferecem apoio para as bandas que estão começando ou é cada um por si?

Não temos muito contato com bandas famosas. Mas não se pode contar muito com o apoio de quem já tem o trabalho consolidado. Se as bandas que estão começando não correrem atrás do seu, fica muito complicado de se alcançar os objetivos.

E as bandas independetes? Apoiam-se entre si?

Demorou um pouco mas parece que a consciência de que “a união faz a força” está cada vez mais viva entre as bandas independentes. Coletivos pipocam cada vez mais pelo Brasil e entendo que essa seja a forma mais urgente que as bandas tem para lutar pelos seus interesses.

Indicam bandas de selo independente ou do cenário alternativo de amigos, conhecidos ou que chamam a atenção de vocês que merecem ser divulgadas?

Em nossas pernadas pelo universo alternativo, conhecemos muitas bandas legais de quem ficamos amigos, tocamos juntos e trocando muitas figurinhas. Dentre elas posso citar Narcotic Love, Jane Dope, Maquiladora, Circo Motel, Siete Armas, The Name … poderia citar várias… todas são muito boas, mas cada uma tem sua pegada.

MySpace@upbrothersBlogLastFMTrama Virtual

#Lançamento: para o alto e avante, Valentinos!

A banda porto-alegrense Valentinos lança nesta quinta-feira, dia 6 de maio, o primeiro disco do grupo, intitulado “Avante”. Formada por Che Wodarski na bateria, Jonts e Foppa nas guitarras e vozes, Ferry no baixo, Lorean Linchen no piano. O álbum produzido por Ray-Z, masterizado na Carolina do Norte (EUA) e lançado pela produtora Beco 203 Discos é uma produção muito fina.  Além de 11 deliciosas canções, O CD conta com um curta-metragem dos bastidores da gravação do disco e mostra os passos da história da banda.

Mais do que nunca, o plano de voo dos caras vai esquentar suas tardes frias e até as cenas de jantar. Para quem não entendeu a frase, antes de perguntar, veja os títulos das faixas do Avante:

O som excelente dos caras é envolvente, não dá para parar de ouvir. A track “Mais que Nunca” tem aquela vibe de animação para quem está precisando de incentivo para viver. É a cara do título do álbum, “Avante”. O refrão chiclete (no bom sentido), gruda  “Eu preciso continuar, eu quero ser alguém, não me contento em ser só mais um”. Vale conferir o som no Myspace. Ouça e depois continue lendo o post.

Bateu aquela saudade de uma banda rock ‘n roll dos anos 90?

Quando Jonts pronuncia “Pare onde está, alto quem vem lá”, da faixa “Plano de Vôo”,  na hora já pipoca na cabeça o som “Roll With It” do Oasis. As composições musicais dos guris são bem parecidas com o tradicional rock britânico e não poderia deixar de ter influências dos Beatles, Rolling Stones e Supergrass. O melhor é que todas as letras são  muito bem musicadas em português.

É talento imperdível e de qualidade.

A banda inaugura o álbum com um show no Beco 203 Discos, que fica na Rua Independência, número 936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O agito começa às 23h. Quem tem nome na lista paga R$10 e sem o nome, R$ 12.

Valentinos

Site oficial

Myspace

Youtube

Trama Virtual

@valentinos

Pulando bem alto

A banda de indie rock Nevilton, em turnê pelo Nordeste, anima qualquer um no palco. Acabaram de lançar um EP e logo mais tem um CD por aí

Nevilton de Alencar tocava em bares e compunha sozinho. Em Umuarama, no Paraná, ele cresceu com aquela vida mais calma, de interior, onde tocava violão em qualquer banco e tinha jardim (ouça “Nas Esquinas de Umuarama”, part. Luanna Bellini). Um dia ele e seu violão tocaram antes do show da banda de Lobão, o baixista Tiago Inforzato. A identificação foi rápida e logo montaram a banda Superlego. Com o grupo, começaram a tocar o que era deles mesmos, “a gente começou a querer fazer música autoral, antes tocávamos música de todo mundo”. Isso foi em 2005, e na época a empreitada não deu certo.

Do interior para o centro do mundo de entretenimento, Nevilton e Lobão seguiram para Los Angeles em 2007. “A gente foi lá para viver mesmo e tentar tocar lá”, conta o vocalista e guitarrista com voz engripada de uma noite de viagem, na tarde antes do show de abril na Livraria da Esquina. Tocaram em tudo quanto é lugar e aprenderam como funciona a indústria musical americana. O músico de 22 anos e seu companheiro aprenderam. “A questão é que do entretenimento lá é mais organizado, pode ser uma grande escola. Trouxemos decisões de foco e meta e do que fazer com a banda, gravar, divulgar… Isso a gente teve lá vendo outras bandas que nem ouvíamos falar aqui no Brasil e lá são super estruturadas, isso fez nossa cabeça.”

De cabeça feita, voltaram para o Brasil, e para o interior, com status de artistas: “O grande estalo foi isso de viver a vida inteira no interior e ter o choque de, do nada, ir para Los Angeles, onde a cidade serve arte e entretenimento. Lá minha cabeça virou algo assim, começou a pensar em arte.”

Como um trio, tocaram com Fernando Livoni até agosto de 2009. A banda começou a tocar cada vez mais ao vivo, os shows foram se formando o que é a cara deles, e a identidade se firmando. Fernando, cheio de responsabilidades, achou melhor sair do grupo e, no lugar dele, entrou Éder Chapolla, que pegou rápido o ritmo e hoje logo se vê o quanto entrosa com o som do Nevilton. A banda ficou com este nome mesmo, o do vocalista e compositor, pois a maioria das músicas estava sob o nome dele e, caso desse errado, ele queria continuar a tocar.

Tocar, por sinal, parece que é o que eles mais fazem. Ao ouvir o MySpace e as demos surge um som mais limpo, um indie rock abrasileirado, criativo e bem feito. Ao vivo a pegada é outra, mas sem perder a qualidade. Eles vestem os instrumentos, brincam, pulam, entrosam entre si. No palco, Nevilton toma vida e vira um rock cheio de vontade e diversão, no estilo bem dançante. Eles correm atrás dos festivais, e assim foi como chegaram, por sinal, no Fora do Eixo. “A gente sempre mandava as primeiras gravações pra tocar em algum festival. Quando começaram a chamar, a gente foi de cabeça”, conta Nevilton.

Se ano passado já tocaram bastante a ponto de ficaram em segundo lugar, atrás da Móveis Coloniais de Acaju, no site Scream & Yell, este ano irão além. A rotina de shows está completa, e agora partiram para uma turnê no nordeste, para a qual “prepararam” um pout-pourri de “forró agressivo”, músicas brasileiras na versão roqueira deles.

O sucesso rápido levou a banda a aparecer na Rolling Stone em fevereiro. Perguntado se as apresentações são o que dão mais sucesso à banda, Nevilton entrega a fórmula, que vai além do palco. “O segredo na verdade é sempre ter material pra apresentar pra turma e fazer de tudo que pode pra divulgar, internet, muitas apresentações, passar pra pessoas que podem falar pra outras, no boca a boca mesmo.”

Com o sucesso e o lançamento logo mais do CD De Verdade, uma extensão do EP Pressuposto, recém-lançado, podem esperar que o Nevilton ainda voltará muitas vezes pra metrópole paulistana, a qual o vocalista não entende muito bem… “São Paulo é um negócio muito maluco, não sei como consegue pensar direito, é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo”, afirma, mas pisa na loucura dia 30 de abril na Casa Dissenso.

Vote neles na Levi’s Music e confira os próximos shows da turnê nordestina:

15/04 Campina Grande, Paraíba – Bronx Bar
16/04 João Pessoa, Paraíba – Espaço Mundo
17/04 Recife, Pernambuco – Abril pro rock
18/04 Maceió, Alagoas – Praia de Jatiuca
19/04 Aracaju, Sergipe – Rua da Cultura, Rede Música
20/04 Salvador , Bahia – Boomerangue
21/04 Feira de Santana, Bahia – Botekim Tematic bar
23/04 Vitória da Conquista, Bahia – Teatro Carlos Jehovah

O rock de Wry

Eu sei, eu geralmente falo sobre novidades – mas dessa vez eu vou falhar com vocês. Nem tanto: a banda não é novidade (está no cenário independente desde 1994), mas a volta deles pro Brasil é recente. Tô falando do Wry (é, o título “azedinhos” é um trocadilho infeliz), um grupo sorocabano de rock alternativo da melhor qualidade que, dos 14 anos na estrada, passou sete em Londres – mas diz que agora voltou pra ficar.

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Formada por Mario Bross, Luciano Marcello, Renato Bizar e W27, Wry é toda “ciências, sonhos e memórias” – pelo menos é isso que diz o Myspace da banda. Seu último LP, “Flames in the Head”, foi produzido por Tim Wheeler (vocalista da banda irlandesa Ash) e Gordon Raphael (produtor dos dois primeiros álbuns dos Strokes) e fechou a turnê de 2006, no Brasil, com a apresentação no desfile da grife Ellus (SPFW) tocando ao vivo sob a direção de Bia Lessa.


Na passarela.

Na bagagem, três álbuns: “She Science”, cuja turnê de divulgação estreou no Studio SP e vai percorrer boa parte dos estados brasileiros, “The long-term memory of an experience” e “National Indie Hits”. Os três lançamentos acontecerão esse ano  - o que garante uma agenda bem movimentada. No começo de julho, saiu o novo clipe “Dois Corações e O Sol”.


Eu só quero saber quando você vem me ver

Wry é viciante. Em português, em inglês… Viciante. Tente colocar pra tocar enquanto cumpre as obrigações: faz a vida parecer ainda mais um filme/seriado, com direito a momentos em que você simplesmente parece estar olhando pra ela de cima. “Different From Me”, como definiu a Rolling Stone, é digna de se ouvir em loop.

Dá pra acompanhar a banda pelo blog WryNow – e quase todas as músicas estão disponíveis para download no TramaVirtual. A agenda deles tá aqui embaixo, que é pra vocês poderem correr quando estiverem por perto. (Essa sexta, inclusive, tem Studio SP! Vamos?)

AGENDA -WRY
17 jul 2009 22:00
StudioSP Sao Paulo, São Paulo
8 ago 2009 22:00
Groselha Fuzz @ Bronze Ribeirão Preto, São Paulo
13 ago 2009 21:00
A Obra Belo Horizonte, Minas Gerais
15 ago 2009 22:00
BDZ Campinas, São Paulo
29 ago 2009 20:00
Sorocaba Clube Sorocaba, São Paulo
4 set 2009 22:00
Proibido Divulgar Proibido Divulgar, São Paulo
5 set 2009 22:00
Studio Eleven Franca, São Paulo
26 set 2009 22:00
Tribo’s Maringá, Paraná

Brollies & Apples: electrosexyindiegrunge pra ninguém botar defeito

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This is an organized orgy: Foi essa a tagline que chamou a atenção na última visita ao myspace. Sabe quando você entra pra correr atrás de novidades musicais? Então. Dessa vez, a novidade veio até mim. E foi melhor do que eu esperava.

Brollies & Apples, a tal da suruba organizada, é uma banda brasileira de electro grunge (pelo menos é assim que eles se definem) formada por dois casais. Quem? Bianca Jhordão & Rodrigo Brandão (ela, a vocalista e ele, o guitarrista da consagrada banda Leela, que já cobrimos por aqui) e Carol Teixeira (escritora, filósofa e DJ) & Fredi “Chernobyl” Endres (guitarrista da Comunidade Nin-Jitsu e produtor musical de pérolas como Bonde do Rolê).

brolliesapplesanimebigA mistura de guitarras grunge com pegada eletrônica rolou via internet – já que Bianca e Rodrigo moram e São Paulo e Carol e Fredi em Porto Alegre – e lembra de longe Garbage, Shirley Manson e sua paranoia complicada. Mas consegue soar ainda mais atraente. “Carol escrevia as letras enquanto Fredi produzia bases instrumentais no computador e esboçava guitarras. Depois tudo era mandado para Rodrigo e Bianca que faziam as linhas vocais e acrescentavam mais guitarras. Com todos os elementos já praticamente inseridos na música, a sessão de gravação era mandada de volta à Porto Alegre, onde Carol acrescentava uns vocais e Fredi finalizava, editando e mixando” – diz o Myspace do projeto, sobre a produção das músicas.

Os dois primeiros clipes, lançados agora em junho, são resultado de uma viagem para Punta Del Este na companhia do premiado cineasta Bruno Safadi. Piração TOTAL, vale dar uma olhada.

Assista aqui aos clipes de Brollies & Apples!

BROLLIES & APPLES – RENTED DREAMS

BROLLIES & APPLES – NOT MY FAULT

Fotos: Caroline Bittencourt

Vitroleiros na Virada

virada cultural 2009

Este ano promete.

Selecionei algumas progamações da Virada Cultural 2009, para quem curte rock, mpb e samba deitar e rolar na maior programação cultural e musical de São Paulo. Os shows acontecem nos dias 2 e 3 de maio, das 18h00 de um dia até as 18h00 do outro.

Metrô Open 24 hours.

Mais de 800 atrações, em mais de 150 lugares diferentes.

A sonzeira fica concentrada principalmente no Centro da cidade.

>>>Onde> Av. S. João/Praça Júlio Mesquita

John Lord, Tecladista do Deep Purple é acompanhado (ou acompanha) a Orquestra Sinfônica Municipal, regida pelo maestro Rodrigo Carvalho. Quando>dia 2, 18h10

Marcelo Camelo, registrando 2009 com seu primeiro álbum solo “Sou”. A música “Janta”, meigamente interpretada por ele e Mallu Magalhães, foi considerada a melhor composição de 2008. Bem que o Camelo poderia levar a Mallu para dar uma palhinha… Quando> dia 2 para dia 3,  at midnight, 00h00

Cordel do Fogo Encantado, entre o teatro, a poesia e a música. Quando> dia 3, 09h00

Zeca Baleiro, para entrar no clima da música popular brasileira. Quando> dia 3, 12h00

Novos Baianos, quem não está com saudade deles? Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, irmãos Jorginho, Didi Gomes e Luiz Galvão. Quando> dia3, 15h00

Maria Rita, gatíssima. Quando> dia 3, para encerrar, 18h00

>>>Onde> Largo do Arouche

Wando, o machão. Quando>dia 2, 23h30

Reginaldo Rossi, o romântico. Quando> dia 2, 01h30

>>>Onde> Praça da República

Camisa de Vênus, quem matou Joana D’Arc? Quando> do dia 2 para dia 3, 00h10

Velhas Virgens, é de abrir as pernas. Quando> dia 3, 02h10

Matanza, som de garagem de caminhão. Quando>dia 3,  06h50

Vanguart, só acredito vendo. Quando> dia3, 08h30

Nação Zumbi, reminiscências  de Chico Science. Quando> dia 3, 12h00

>>>Onde> Largo da Santa Efigênia

Curumin. Quando> dia 3, 01h50

>>>Onde> Av. Rio Branco

Os Opalas, samba-rock. Quando> dia 3, 04h00

Sambasonics, mistura samba-rock anos 60/70. Quando> dia 3, 06h00

>>>Onde> XV de Novembro

DJs mega-badalados 

Mau Mau. Quando> dia 3, 02h00

China. Quando> dia 3, 12h00

Patife. Quando> dia 3, 16h00

>>>Onde> Rua Anchieta

Mais DJs das casas da noite paulistana

Daniel Ganjaman (Studio SP). Quando> dia 2, 19h50

Flavio Forgotten (Inferno). Quando> dia 2, 23h30

Fabricio Miranda (Funhouse). Quando> dia 3, 06h50

Clash Colletive (Clash) Quando> dia 3, 14h10

Ednei ( A Lôca). Quando> dia 3, 16h00

Pegue o Bilhete Único e trace seu roteiro ;)

Programação completa em viradacultural.org

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