Confira os shows da Expomusic em São Paulo

A Expomusic chega a São Paulo recheada de shows e estandes com equipamentos absurdamente incríveis. O evento promove bandas e artistas recém saídos do forno e outros já mais divulgados na mídia. Os destaques são para as bandas Jamirulus, Fractius, Dejavu e Shaman.

O Jamirulus, que inclusive já deu uma entrevista contando a história do grupo aqui no Vitroleiros, estará à partir das 16h no estande da empresa Leson, nesta sexta-feira (24) e no sábado (25). Se você quiser ouvir um rock nacional novo em folha e de destaque, apareça por lá!

Já os Fractius fará um tributo aos dinossauros do clássico rock ‘n roll do Deep Purple no espaço Music Hall, às 13h do sábado.

O Dejavu de que estou falando não é esse que você pensou, o sucesso das paradas tecnobrega/forró. É um outro estilo bem diferente, mais próximo de um pop rock à la Paralamas e Legião Urbana. Ouça aqui para saber e apareça na Expomusic para apreciar  :)

 Além das atrações citadas, muita gente boa vai marcar presença em pocket shows em estandes do evento. No sábado (25), o guitarrista do Sepultura Andreas Kisser, a banda Lipstick, Kiko Loureiro & Cuca Teixeira, Crazy Legs e muito mais. No domingo (26), tocam O Teatro Mágico, a banda Detonautas, Vanguart e outros artistas excelentes que valem muito a pena ver ao vivo.

Os shows começam às 11h da manhã e o evento abre os portões às 10h. Não esqueça de levar R$ 15 para pagar a entrada. Os únicos dias que o evento é aberto ao público são neste sábado (25) e no domingo (26). Portanto, se você quiser comprar microfones, amplificadores, guitarras, baterias, baixos, violões, violas, violinos, rabecas, teclados, cabos, fios, mesas de som, enfim qualquer aparato musical, ou simplesmente quiser conhecer  mais sobre este maravilhoso mundo da música, da qual ninguém vive sem, a Expomusic é uma ótima oportunidade.

Veja o resto da programação:


DIA 25 DE SETEMBRO
HORÁRIO BANDA / MÚSICO GÊNERO MUSICAL CIDADE
13H00 BANDA SHAMAN ROCK SÃO PAULO
14H00 RENATO LELLIS & BANDA POP ROCK ALTERNATIVO SÃO PAULO
15H00 BANDA W.U.T.(EX-INTEGRANTES DER WAHNSINN) METAL INDUSTRIAL SÃO PAULO
16H00 DANIEL GRANADO E BANDA BLUES CURITIBA
17H00 BRENDA DOS SANTOS POP SÃO PAULO
18H00 BANDA SAVIOR POWER METAL FRANCA
19H00 BANDA SuperOverDrive ROCK PROGRESSIVO CAMPINAS
20H00 BANDA IT’S ROCK / HARD CORE ATIBAIA

DIA 26 DE SETEMBRO

HORÁRIO BANDA / MÚSICO GÊNERO MUSICAL CIDADE
12H00 ELIZABETH WOOLLEY – INFINDAVEL POP SÃO PAULO
13H00 FRACTIUS – DEEP PURPLE TRIBUTE ROCK / CLASSIC ROCK / HARD ROCK SÃO PAULO
14H00 BANDA HE SAIKE ROCK SÃO PAULO
15H00 COMITIVA DO ROCK METAL SERTANEJO SÃO PAULO
16H00 BANDA DEJAVÚ (PRIDE MUSIC) POP ROCK SÃO PAULO
17H00 ORQUESTRA SINFÔNICA DE FRANCA ERUDITO INSTRUMENTAL FRANCA
18H00 BANDA DARLING ROCK

Mais informações no site da Expomusic 2010.

Horários:

25/09 das 10 às 21h
26/09 das 10 às 19h

Endereço:

Expo Center Norte
R. José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo

Quer um Rock inovador? Conheça o Jamirulus


LISTEN:


Pessoas com seus 20 e tantos anos, um pouco mais, um pouco menos, podem se sentir perdidas quando ligam o rádio e ouvem as músicas que estão nas paradas nestes últimos anos e meses. Três tipos definem: pop rock emo/“colorido”, black music e Lady Gaga.

Quando ouvi o som do Jamirulus, aquela esperança de buscar algo bom e diferente que não fosse restrito a um público de pseudo cults ou excêntricos musicais, que parecia ter morrido, veio à tona de novo.

“O Jamirulus é uma banda com a energia do pop, o peso do rock e o groove do funk. A proposta da banda é inovar o cenário musical atual do Brasil, com um estilo diferenciado mas sem deixar o gosto popular de lado”, conta Simba, o guitarra do Jamirulus.

Sete anos de banda. É um tempo longo suficiente para saber exatamente como agradar ao público. Os simpáticos e talentosos integrantes da banda desta #Entrevista são:

Bruno Geddy – Vocal
Leandro Piru – Baixo
Yuri – Teclado e Guitarra
Simba – Guitarra
Don Boccalini – Bateria

O primeiro álbum do grupo, denominado “54” está previsto para ser lançado no mês de agosto de 2010. O disco já foi gravado e está sendo finalizado em fase de mixagem. Os garotos prometem que logo menos estará disponível no site www.jamirulus.com.br, junto com um clipe novo.

E neste fim de semana, nos dias 24 e 25 de julho, os caras vão tocar em Carapicuíba num evento de bandas independentes e domingo no evento da rádio Metropolitana no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

Como a banda começou?

O Jamirulus existe desde 5 de abril (05/04 – para quem não sabe, 54 é intitulado o nome do nosso priemiro álbum) de 2003, quando os amigos Leandro (Piru) e Phillip (Simba) começaram a fazer aulas de baixo e guitarra respectivamente, e o irmão de Piru, Guilherme (Don) começou a estudar bateria e decidiram montar uma banda. Vizinho de Piru, Daniel Broetto assumiu o posto de vocalista e um amigo de infãncia de Simba e Piru Carlos “Toss”, a outra guitarra. Estava formado o Jamirulus Anos mais tarde, por escolha própria, os membros Daniel e Carlos deixaram a banda e entraram Yuri Blackhammit na guitarra e teclados e seu colega de conservatório Bruno Geddy nos vocais. Formação atual da banda.

Quais são as influências do Jamirulus?

Nossas influências são todas possíveis, do pop ao rock, da MPB ao jazz e por aí vai: Red Hot Chili Peppers, Rush, Guns ‘n Roses, Charlie Brown Jr, Talisman….

De onde veio o nome diferente e curioso da banda?

Jamirulus veio de uma brincadeira entre Simba e Piru com uma amiga de escola que apelidamos de Jamirulus Octavius (antigo nome da banda). Pra ficar mais fácil deixamos só Jamirulus. Existe, inclusive, na internet e no nosso site, um vídeo nosso no CQC respondendo a essa pergunta no top five, graças a “brilhante” explicação do baixista. (risos)

>>> Assista à explicação (…) que o baixista Piru deu sobre o nome Jamirulus ao CQC, programa da TV Bandeirantes:

Contem sobre a participação de vocês em programas eventos.

Além de programas de internet, aparecemos pela primeira vez no programa On Stage em guarulhos. Era um programa para bandas independentes que queriam dar uma divulgada no material, também tivemos a participação no programa Lu na TV (de onde foi tirado o video que foi pro Top Five do CQC) e tivemos uma breve aparição no programa do Jô Soares num cartaz anunciando o Manifesto Rock Fest (festival organizado pelo Piru com o Manifesto bar) onde apareceu nossa foto como banda de encerramento do evento que teve menção pelo Jô. Temos que agradecer, e muito, à banda Capital Inicial, pois no dia 1º de maio de 2010 tivemos a oportunidade de tocar com eles e sem dúvida foi uma experiência incrível.

Para ganhar fama e notoriedade no mundo da música, é necessário ter Q.I. (quem indica) e “padrinhos”?

Para ser reconhecido ter contatos e “padrinhos” é muito importante. Não nos lembramos de uma banda que ficou muito famosa sem ajuda de grandes produtoras ou gravadoras ou dinheiro para investir na divulgação de imagem. Nós do Jamirulus, como nossas letras dizem, acreditamos também em perseverança, acreditar nos seus sonhos, lutar, correr atras e fazer acontecer. Isso para nós é o principal, além do talento musical. Acreditamos que o cénario musical está sempre mudando. As bandas ditas como “coloridas” vieram talvez por abordar temas mais jovens, ou o modo como se vestem não sabemos dizer ao certo, o mundo musical é absurdamente vasto. O Jamirulus não é uma banda colorida e quer tentar trazer um estilo novo para os jovens e adultos do mundo inteiro.

Na opinião do Jamirulus, existe ajuda entre as bandas menos divulgadas pela mídia que fazem parte do cenário independente?

No cenário independente existe sim mais ajuda entre as bandas. Todas as bandas independentes deveriam pensar dessa forma, assim todos chegaremos juntos ao lugar mais alto.

O Jamirulus indica alguma banda para quem está a fim de novidade?

Estamos fazendo shows juntos com a banda LYS, parceiros de longa data com um som de primeira qualidade.

Youtube

Site Oficial

Fotolog

@jamirulus54

Orkut

Facebook

#entrevista: banda Offline

O Vitroleiros conversou com a banda carioca Offline sobre seu novo álbum independente, lançado em abril deste ano. É o segundo disco dos caras, um trabalho primoroso que comporta 12 faixas inéditas. Lançado pelos quatro integrantes (Pedro, Diego, Marcão e Gabriel) + empresário + engenheiro de som + patrocínios é “totalmente independente de selos, gravadoras, empresários ricos e famosos”, como contou o baterista, Diego.

O curioso é que o “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar” foi gravado no ambiente rural, numa fazenda. Os garotos comentam que o resultado deste “isolamento” do mundo urbano foi um disco mais fluido, mais acústico e mais despojado.

O CD está disponibilíssimo para baixar, com as letras das músicas e tudo mais, no site oficial.

Confira também:

Fotolog

Myspace

Orkut

Youtube

Quem toca:

Pedro Burgos – vocal e guitarra, Gabriel Marcondes – baixo, Diego – bateria, Marcão – guitarra


Ouça “Quando o chega o fim”:

A Offline surgiu no Rio de Janeiro, cidade menos acostumada com o cenário do rock independente, diferente de São Paulo, Curitiba e até mesmo do nordeste brasileiro, o que torna mais difícil a subida de uma banda na escada da fama e do reconhecimento. Mas isso não foi um empecilho para a Offline. Confira na entrevista.

Sempre em busca de apoiar as produções alternativo-independentes, o Vitroleiros perguntou para a Offline:

- Vitroleiros: Há poucas bandas de rock do Rio de Janeiro conhecidas atualmente. Qual a força, o impacto e o público deste estilo na região?

Offline: Bem, no Rio de Janeiro o cenário que prevalece é o do funk, samba e o das noitadas, é claro. Então ser uma banda de rock, por mais pop que seja, é difícil por aqui. Mas acho também que a dificuldade em se tornar uma banda reconhecida não é só no Rio. Em todos os lugares é bem difícil aparecer, até porque hoje em dia tem “mil bandas por quilômetro quadrado”. Toda essa dificuldade, para nós, é vista como um incentivo a correr mais atrás do nossos sonhos e objetivos como banda.

- Vitroleiros: Como a banda Offline foi formada?

Offline: Eu (Diego) e Pedro estudávamos juntos na adolescência e nos identificamos musicalmente desde sempre. Quando dava, nos reuníamos para fazer um som, fosse em pequenos projetos ou simplesmente para passar o tempo, e um dia tivemos a ideia de formar a Offline. Gabriel é primo do Pedro e já havia tocado conosco em um desses projetos. Começamos a fazer shows, frequentar ainda mais shows e a conhecer gente, e assim conhecemos o Marcão.

- Vitroleiros: Qual a identidade musical deste álbum?

Offline: Depois de alguns anos de banda, meio que achamos o que se chama de ”identidade musical“. Nada mais é do que um início de estrada pelo qual você começa a querer caminhar. Ao longo desse trajeto muitas coisas vão acontecendo e influenciando essa estrada de todas as formas. Um diferencial nesse disco foi o fato de o gravarmos numa fazenda, meio isolados do mundo e num clima diferente da cidade grande que estamos acostumados a (con)viver. O resultado foi um disco mais despojado, muito orgânico, com mais violões e arranjos mais livres do que os do primeiro disco (OFFLINE – 2008). Gostamos de acreditar que foi um belo registro daquele momento. Simples assim.

- Vitroleiros: Quais são as influências de músicos nacionais e internacionais da banda?

Offline: Nossas influências são as mais variadas possíveis. Mas como exemplo de artistas nacionais podemos citar Legião Urbana, Barão Vermelho, Lulu Santos e Nando Reis e internacionais posso dizer que Counting Crows, Goo Goo Dolls, Bon Jovi, Aerosmith, Guns ‘n Roses, etc. Influência vem basicamente de tudo o que a gente ouve, lê, vive e imagina.

- Vitroleiros: Como está a recepção do público pelas músicas novas?

Offline: Tem sido a melhor possível! As pessoas comentam que o som está mais maduro, muito “gostoso”, que é um som que embala. Falam das canções e comentam também da naturalidade, que foi na minha opinião um dos pontos altos do disco. Ainda vamos apresentar esse novo projeto a muitas e muitas pessoas!

- Vitroleiros: Quais são os projetos futuros da banda?

Offline: Futuro é o presente neste caso. Temos que botar a cara na estrada para divulgar nosso disco recém-lancado em todos os lugares possíveis e acumular experiências e novas influências para fazer um novo disco daqui há algum tempo.

- Vitroleiros: Como está a agenda de shows?

Offline: Nosso empresário esta agendando nossos shows dessa turnê que começará custe o que custar, agora no mês de junho. Então em breve divulgaremos as datas, locais e tudo mais.

- Vitroleiros: Vocês Pretendem lançar algum clipe?

Offline: Com certeza! Ao final da gravação do “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar”, juntamos o equipamento numa certa área da fazenda e gravamos um material que está sendo editado como vídeo da música “Você Me Disse Que Ia Voltar” (faixa 2). Decidir uma música em especial é que é difícil (risos), mas estamos sempre fazendo imagens de shows ao vivo. Pretendemos produzir um clipe oficial mais requintado para lançar na TV também.

- Vitroleiros: A Offline disponibiliza o álbum, inclusive os encartes e letras no site para baixar gratuitamente. A divulgação da música hoje é mais importante do que vender mais discos?

Offline: Sem dúvida que é. Hoje em dia tem muita oferta de música, então a melhor maneira de vender música é dando elas para o público sem que eles precisam de grandes esforços. Qualquer empecilho gerado para alguém chegar até música já é ruim, devido ao fato de que certamente terá um link ao lado de uma outra música, com o acesso mais fácil e rápido. Então a gente dá a nossa música a quem quer ouvir e dá a oportunidade das pessoas conhecerem mesmo que seja sem querer (risos).

- Vitroleiros: Indicam alguma banda que considerem de destaque do cenário alternativo?

Offline: Alternativo é o que destoa do comum e hoje em dia tudo destoa do comum, então grupo alternativo pode ser qualquer um, inclusive a gente, se comparado com outra realidade. Mas um cenário alternativo que eu indico é o do rock ‘n roll. Tem muito rock bom hoje em dia que não tem espaço na mídia. Procurem no Googlerock ‘n roll” e escutem tudo o que puderem que vão achar muita coisa boa.

# Cranberries no Brasil­

Por Emanuelle Herrera

Depois dos pedidos incessantes de fãs do mundo inteiro, a banda irlandesa The Cranberries volta aos palcos em 2010 para uma turnê de reencontro, apesar de oficialmente o grupo não ter acabado.

A banda que teve sucessos, como “Linger” “Just My Imagination” “Salvation” e “Zombie” emplacados ao longo dos anos 90, passou os últimos seis anos dedicando-se à projetos pessoais. A vocalista Dolores O’ Riordan foi quem teve mais sucesso em sua carreira solo, em 2007 veio ao Brasil promover o disco “Are you listening?” com show disputadíssimo em São Paulo.

Segundo, a própria O’ Riordan em seu site oficial, o repertório dos shows terá além dos sucessos, algumas músicas novas e a apresentação de seu mais novo trabalho solo “No Baggage”.

A turnê brasileira começa nessa quinta-feira, dia 28, no Rio de Janeiro e termina no dia 03 de Fevereiro em Porto Alegre. Os ingressos para o show em São Paulo, que ocorre no dia 29 de Janeiro, já estão esgotados desde o ínicio do mês. Do Brasil, The Cranberries parte para a Argentina onde continua a turnê latino americana.

 Passaram-se seis anos desde a última turnê da banda irlandesa The Cranberries.

Hoje tem blip-blop no HSBC Brasil com concerto Video Games LIVE

vglTem programa pra esta quarta a noite, meus caros corsários? Pois bem, achei que tivessem, mas não faz mal perguntar, não é? Quer dizer, afinal somos todos almas perdidas no âmbar da…. enfim, estou digredindo. O fato é que hoje a noite gamemaníacos e fãs da música orquestrada de plantão podem conferir o espetáculo Video Games LIVE, o maior evento de música de entretenimento eletrônico do mundo, lá no HSBC Brasil. A dica vai principalmente para aqueles que ainda teimam em acreditar que jogos eletrônicos ainda soam seus velhos “BLIP-BLOP” 8-bit quando ligados. Ah, para estes, se tiverem a sorte de irem assistir ao evento, que surpresa! A noite é cortesia do compositor Tommy Tallarico e do maestro Jack Hall, ambos veteranos da cena, com composições de games como “Final Fantasy” e “Halo” em seus repertórios. A regência de Hall e o trabalho sonoro de Tallarico – que por vezes, remetem mais a uma trilha de algum filme de Peter Jackson do que a de um videogame – dividem o palco com inusitadas coreografias, apresentações e cenas de games aparecendo no telão ao fundo.

O Video Games LIVE nasceu na Califórnia, se espalhou pelo mundo, e tem como uma das principais características levar talentos locais ao palco. No caso desta apresentação em São Paulo, a Orquestra Villa-Lobos estará responsável por interpretar músicas como o tema de Metal Gear Solid e mesmo as melancólicas faixas do clássico Shadow of the Colossus. Falando em agendas incomuns, hein?! E se você não puder participar desta, não fique desanimado. A carioca Conexão Cultural está religiosamento trazendo o evento ao país uma vez por ano, desde 2006. Grandes chances deles darem mais uma palhinha nos anos que se seguirem, não é?

O Video Games LIVE é uma chance de presenciar como a música nos videogames evoluiu de simples chiados magnéticos, até porções importantes da apresentação sensorial (como a trilha contextual de Dead Space) e mesmo partes fundamentais do gameplay (como Guitar Hero). Pessoalmente, sou um grande admirador da obra do compositor japonês Akira Yamaoka, famoso por orquestrar toda a trilha da série Silent Hill, e também da composição musical do clássico Aliens, de 1999. E vocês, quais são suas trilhas de videogame prediletas? Nós do Vitrola adoraríamos saber!

Agora, onde estávamos com aquele papo do âmbar, gatas?

Video Games LIVE

Data e horário:7 de outubro – 20h30
Entrada: De R$80 a R$140 (estudantes, aposentados e professores estaduais tem direito a meia entrada, e clientes HSBC podem ainda desfrutar de desconto de 20%) no site do Ingresso Rápido ou na própria bilheteria
Local: HSBC Brasil
R. Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio – São Paulo, SP
Site: www.videogameslive.com.br

#playlist: Cover Sessions

Receita Cover: pegue uma pimenta punk, com 500 mL de new wave, coloque na fôrma e asse. Quando ficar pronto, adicione a cobertura de bossa nova. Devore seu Nouvelle Vague, quentinho.

A banda é francesa e leva o nome de um contra-movimento de cinema dos anos sessenta – o Nouvelle Vague (“Nova Onda”). O som é simples e certo, um dos melhores que eu já ouvi. Alguns covers tem mais originalidade do que as músicas primordiais. Mas no caso do Joy Division, fiquei na dúvida… Só ouvindo para saber:

Estão em turnê pela Europa agora. São eles: Marc Collin, Oliver Libaux e mais 15 cantores. Não, você não leu errado. São 14 cantoras e  um cantor que compõem o grupo. Mas essas músicas que selecionei aqui são performances de Mélanie Pain (“Dance with me”) e Eloisia ( “Love will tear us apart”), que por sinal é carioca.

Eloisia

Eloisia

Mélanie Pain

Mélanie Pain

Entre cartas, pop e rock

A banda de pop-rock do Rio de Janeiro, Bleffe, leva diversão e animação com seu trabalho independente e fala de si, influências e opiniões em entrevista para o Vitroleiros.

O Blefe, no pôquer, é aquela mentirazinha em que alguém com jogo pequeno finge ter um grande jogo na mão, para que os demais não paguem e ele não tenha de mostrar suas cartas. Já Bleffe, na música, é uma opção de pop-rock atual brasileiro para quem curte diversificar sua trilha sonora.

bleffe1Christian Garcia (voz e violão, @christianbleffe), Alex Borges (guitarra e vocais, @Alex_bleffe), Cristiano Cokada (bateria e vocais) e Dan Lucasta (baixo, @danlucasta) formam a banda do Rio de Janeiro, que lembra muito algumas dos anos 90 e começo dos 2000. A música, animada e romântica, é daquelas que serve para quase toda ocasião: uma festinha, uma conversa com os amigos, um domingo à tarde, no ônibus indo ao trabalho.

O nome do grupo vem do gosto do vocalista pelo jogo. Mas não pense logo que eles apostam tudo no pôquer… “Nunca jogamos entre nós”, afirma Christian que explica que os mais ligados são ele e o Alex, quem já demonstra certa preferência por outra área dos jogos: “Estou ainda amadurecendo no pôquer, mas me considero um bom jogador de Sueca…”. Cokada é outro que está aprendendo pôquer, mas prefere buraco “e fechado, é claro”. Já Dan Lucasta disse ter perdido um bom dinheiro, “por mais que eu goste do jogo, não sou um jogador”.

Alguns projetos que dão espaço para novos talentos levaram o Bleffe para o público nacional, como o Oi Novo Som, que lançou o single Tarde Demais, e o Garagem do Faustão. “Pra mim foi um susto”, diz Garcia sobre a participação no programa global, onde nem sabia que o vídeo participaria. De acordo com ele, a exibição rendeu até agora mais de três mil visualizações no You Tube. Alex Borges, por sua vez, reconhece que diretamente não rendeu nada, “mas só de estar lá participando, já nos deixou muito orgulhosos do nosso trabalho”. Já Lucasta destacou que “o Faustão foi o maior público do Bleffe até o momento”. Cokada ainda acrescenta, com risadas, à expressão “Se não é visto, não é lembrado”: “num programa de grande audiência, melhor ainda”!

Dentre as influências da banda está The Beatles, de quem gravaram uma versão de Revolution, citada no O Dia Online como destaque. “No nosso caso o que aconteceu foi que fomos convidados por Guto Ribeiro pra fazermos parte de um Tributo aos 40 anos do Álbum Branco dos Beatles”, conta Christian. “Foi uma grande honra pra nós”, afirma o integrante cujo álbum preferido é Let It Be. Somente Dan Lucasta conta com o White Album entre a lista dos que mais gosta, ao lado de Sargent Peppers.

Dos diversos gostos, costumam fazer versões nos shows. “Tocamos Lulu Santos, Lenine, Barão Vermelho…”, enumera Christian. “Acabamos unindo uma boa música com o nosso jeito de tocar”, explica o guitarrista, e Cokada acrescenta: “dá mais personalidade à banda”. Mas também há outras influências como Creed, Legião Urbana, Santana, Djavan, Oficina G3 (“por ser uma grande banda”), Paralamas do Sucesso, Jota Quest, e muitos outros.

Das bandas brasileiras dos anos 80, acompanhadas pela infância, ficaram alguns traços perceptíveis no som da Bleffe. “Nessa época eu já me considerava roqueiro”, afirma Alex, que tentava imitar os grupos. Dan Lucasta já teve uma vivência com os shows desde cedo: “fui ao primeiro rock in Rio acompanhado de amigos mais velhos e amigos da minha mãe”, conta.

Do cenário atual, pouca coisa agrada aos quatro. “Eu curto Jota Quest, que já não é tão nova assim”, pondera Garcia. Alex ainda acrescenta que “não tenho ouvido nada que me chame atenção”. Já Dan Lucasta vai ainda mais longe. Para ele, o rock nacional está dominado pelos “controladores da mídia e pelo jabá”. “Espero que com o advento da mídia digital e descentralizada isso venha a mudar, pois atualmente só se tem mais do mesmo”, comenta o baixista que também acredita que as produtoras e gravadoras preferem produzir seus próprios clones.

bleffe2E é da internet que eles se aproveitam para divulgar o som. Christian Garcia acha que “esse caminho do download é irreversível”, e divulga o blog da banda… Além deste, a Bleffe possui o site, Fotolog, Myspace, Twitter… enfim. Não é a toa que o próprio vocalista possui como uma fonte de renda alternativa a divulgação do trabalho de outras bandas nas redes sociais.

O grupo existe desde em 2002, cresceram depois, com seu primeiro álbum, o independente “Viagens”. Esta é a segunda formação, que caminha junto desde o final de 2007 e “deu certinho”, de acordo com Alex e Cokada. Mas as fronteiras do Rio já são pequenas para a banda. Este ano foram para São João Del Rey, Belo Horizonte e Além Paraíba, em Minas. Para Cokada, “a receptividade fora do Rio tem sido sempre muito positiva”. “Ficamos mal-acostumados”, ri Garcia enquanto Alex sonha (“quem sabe um dia até mesmo fora do Brasil”) e Dan planeja (“acho que deveríamos gravar em espanhol para podermos atingir um público maior, já que o rock ainda é muito marginalizado no Brasil”).

Desde 2007, fazem o Bleffe Convida”, projeto em que tocam com outras bandas. “É um evento que oferece o que todos nós do cenário independente precisamos: TOCAR e mostrar nosso trabalho”, simplifica Cokada. Já Dan filosofa, mais uma vez criticando a indústria, “esses eventos possibilitam manter um ritmo de trabalho (…) sem ser explorado por produtores sem escrúpulos”. Garcia, por fim, explica: “Reunindo mais duas ou três bandas, essa despesa [do aluguel dos espaços] diminui e todos podemos tocar”. De acordo com o vocalista, foi com a banda de Sandra Grego que a Bleffe sintonizou melhor.

Das músicas autorais, românticas e com uma pegada do pop, todos contribuem no processo de composição. Geralmente, Christian compõe no violão e mostra, mas “todos nos damos liberdade de levarmos o que quisermos”, como menciona Alex. “O som acaba ganhando a cara da banda”, finaliza Cokada.

Quase todos tiveram alguma instrução formal musica, e acreditam na importância deste ensino. Cokada até dá aulas hoje em dia (até porque, como mencionou Alex, “infelizmente ainda não dá para viver só da música”). “Ter conhecimento musical sempre amplia muito os horizontes” para o guitarrista. Já o baterista Cokada ainda destaca a facilidade do processo: “hoje em dia o acesso à informação está cada vez mais amplo e simples. Basta você querer pra se aprofundar no assunto”.

Ele, cujo pai era saxofonista, também teve instrução no trompete, que não toca desde 2005. “É um instrumento que você tem que viver em função dele”, explica o músico que resolveu se dedicar aos tambores e pratos. “Hoje estou muito mais realizado musicalmente e não sinto falta nenhuma da época de trompetista”, diz, mas logo brinca: “exceto quando tenho que carregar, montar e desmontar a bateria”.

Além das músicas que se pode ouvir pelo site, é possível baixar a faixa “Tá Tarde” e acompanhar pelo Oi Novo Som a última “Tarde Demais”. “A idéia é gravarmos single a single e depois juntar tudo num EP”, comenta Christian. “Além disso, o momento tem sido muito bom para a gente e isso se reflete no processo criativo e administrativo da banda. As idéias estão surgindo quase que diariamente”, anima Alex. Mais uma vez, Dan Lucasta sonha mais alto: “esperamos estender isso pra todo o Brasil, quiçá a América Latina e quem sabe o mundo”, ri.

Christian Garcia, Alex Borges, Dan Lucasta e Cokada parecem já ter um novo album caminhando, o que poderá aumentar o conhecimento e reconhecimento do trabalho por aí. Com um jeito de pop-rock brasileiro, a banda Bleffe configura no cenário musical atual como uma boa opção, que certamente poderá se tornar a trilha sonora de muitas pessoas, incluindo diversos casais.

3E com um a menos

O guitarrista Vitor Cahu saiu da banda pernambucana Terceira Edição, mas vale a pena conhecer o rock dos rapazes.

(com contribuição de Clara Camargo e Tory Oliveira, imagens de Ariane Freitas)

thumbterceiraNo dia em que fomos cobrir o show da banda carioca Leela no Centro Cultural São Paulo acabamos conhecendo outra, o Terceira Edição. Para quem gosta do rock atual baseado em composições próprias, vale a dica.

A banda recifense empolgada abriu a noite em preto e branco – o figurino parecia uniforme combinado, mas formava uma imagem legal. De acordo com a vitroleira Clara Camargo, a banda veio com personalidade na música e nas letras. Para ela, “eles estão no limite entre a qualidade dos Detonautas e CPM 22”. Naquela noite quem tocava eram todos os integrantes: Vinicius Frota, no vocal, Vitor Cahu, guitarra, Thiago Régis, guitarra, Thiago Guerra, bateria, Tiago Tejo, baixo.

Terceira Edição (3E), no cenário desde 2003, já lançou dois álbuns: “O show da vida ideal” e “Sobre todos e sobre ninguém”. Pelo que contam, têm publico cativo em sua cidade-natal, Recife, onde já abriram shows de grandes bandas. Já em São Paulo, para onde vieram há algum tempo, ainda estão na batalha.

Dentre outras informações legais, vale lembrar que participaram do “Garagem do Faustão”. O guitarrista Vitor Cahu conversou com a vitroleira Tory Oliveira sobre o assunto e afirmou que “o programa do Faustão tem uma proposta interessante para as bandas novas, mas o resultado final é desvalorizado pelo pouco tempo que a banda tem para apresentar o seu trabalho”. Sobre a repercussão da aparição Global, Vitor adicionou: “mesmo assim, o programa gerou uma visibilidade incrível”.

Simpáticos, apesar da cara do vocalista de “sou super famoso” quando alguém cantava o refrão ou soltava um berro, o grupo realmente sabe estabelecer um elo. Clara também concorda: “o Thiago Régis enfeitava os solos de guitarra e olhava para o Vitor, que sentia o que ele estava transmitindo e o acompanhava. Isso é sintonia de banda”. Infelizmente, o guitarrista Vitor, que tocava demonstrando alegria, está saindo da banda. Ele parte para Portugal, mas vai continuar compondo para os amigos. Ainda assim, sentimos uma espécie de vácuo, visto que ele parece liderar um pouco o grupo e fazer uma parte muito importante para eles. Daqui pra frente, é ver como as coisas seguem.

A música está melhor no myspace do que ao vivo, quando em alguns momentos parecem barulho. E é na internet, acredita o 3E, que o trabalho chega ao público. Mas fãs, afirmam os músicos, ainda compram e preferem o disco físico, completo.

Termina o último show do Vitor Cahu no 3E e o vocalista Vinicius Frota pede aplausos de pé. “O Vitor abriu portas para a banda”, afirma e vibra. Depois de tudo, um fã da banda ainda pediu: “a palheta!”. E seguem a vida, tocando por aí no cenário brasileiro de rock.

Mais imagens do último show do Vitor no 3E aqui.

Lily Allen – Fuck You Video (explicit version)

lily-allen-gwb-fuck-you-very-much-lyrics-music-downloads-mp3-codesJá deram uma olhada no vídeo mais recente do “It’s Not Me, It’s You“, da Lily Allen?  É o de Fuck You.

Sensacionais os efeitinhos especiais. Sem falar na letra, no mínimo ousada, em que Lily manda o recado para os que ela considera ‘preconceituosos’.

Vale os três minutinhos e meio – e olha que eu nem sou muito fã da franjudinha. É mais pela vontade de sair cantando o refrão pra todo mundo que me encher o saco, mesmo. hihi.

Assista aqui ao vídeo de Fuck You, da Lily Allen.

Cantiga de menina malcriada: “Fuck you (fuck you), Fuck you very, very much”

Encontro dos fãs de Corrs

The Corrs é uma banda irlandesa de irmãos que fez até que bastante sucesso por aqui nos anos noventa. Hoje em dia não são tantos os fãs, mas eles continuam por aí admirando estes músicos que souberam misturar a boa música tradicional irlandesa com o pop moderno. Dia 11 de junho às 13 horas estes fãs brasileiros estarão reunidos no V Encontro de fãs de The Corrs.

corrsO encontro acontecerá no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, próximo ao Planetário. A data é em meio ao feriado de Corpus Christi para que os fãs de todo o Brasil possam se encontrar. Como de costume, as músicas da banda e outras tradicionais irlandesas não vão faltar e, para isso, interessados são recomendados a levar seus instrumentos. Além de tocar o pessoal pode se conhecer, conversar, dançar… enfim, se divertir.

Gustavo Lobão, bodhranai da banda Dundalk, que faz versões acústicas do The Corrs, foi quem me enviou o convite. “A gente se encontra pra conversar e tocar. Não tem show…. é mais na pegada de session mesmo”, disse Lobão. Session é um encontro de músicos que, sem uma certa linha, acordes, etc. começam a tocar a irish trad music. Uma espécie de rodinha de violão/samba brasileira. Ou seja, realmente será no improviso que os fãs vão se divertir. Vale a pena!

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