O Vitroleiros conversou com a banda carioca Offline sobre seu novo álbum independente, lançado em abril deste ano. É o segundo disco dos caras, um trabalho primoroso que comporta 12 faixas inéditas. Lançado pelos quatro integrantes (Pedro, Diego, Marcão e Gabriel) + empresário + engenheiro de som + patrocínios é “totalmente independente de selos, gravadoras, empresários ricos e famosos”, como contou o baterista, Diego.
O curioso é que o “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar” foi gravado no ambiente rural, numa fazenda. Os garotos comentam que o resultado deste “isolamento” do mundo urbano foi um disco mais fluido, mais acústico e mais despojado.
O CD está disponibilíssimo para baixar, com as letras das músicas e tudo mais, no site oficial.
Confira também:
Quem toca:
Pedro Burgos – vocal e guitarra, Gabriel Marcondes – baixo, Diego – bateria, Marcão – guitarra
Ouça “Quando o chega o fim”:
A Offline surgiu no Rio de Janeiro, cidade menos acostumada com o cenário do rock independente, diferente de São Paulo, Curitiba e até mesmo do nordeste brasileiro, o que torna mais difícil a subida de uma banda na escada da fama e do reconhecimento. Mas isso não foi um empecilho para a Offline. Confira na entrevista.
Sempre em busca de apoiar as produções alternativo-independentes, o Vitroleiros perguntou para a Offline:
- Vitroleiros: Há poucas bandas de rock do Rio de Janeiro conhecidas atualmente. Qual a força, o impacto e o público deste estilo na região?
Offline: Bem, no Rio de Janeiro o cenário que prevalece é o do funk, samba e o das noitadas, é claro. Então ser uma banda de rock, por mais pop que seja, é difícil por aqui. Mas acho também que a dificuldade em se tornar uma banda reconhecida não é só no Rio. Em todos os lugares é bem difícil aparecer, até porque hoje em dia tem “mil bandas por quilômetro quadrado”. Toda essa dificuldade, para nós, é vista como um incentivo a correr mais atrás do nossos sonhos e objetivos como banda.
- Vitroleiros: Como a banda Offline foi formada?
Offline: Eu (Diego) e Pedro estudávamos juntos na adolescência e nos identificamos musicalmente desde sempre. Quando dava, nos reuníamos para fazer um som, fosse em pequenos projetos ou simplesmente para passar o tempo, e um dia tivemos a ideia de formar a Offline. Gabriel é primo do Pedro e já havia tocado conosco em um desses projetos. Começamos a fazer shows, frequentar ainda mais shows e a conhecer gente, e assim conhecemos o Marcão.
- Vitroleiros: Qual a identidade musical deste álbum?
Offline: Depois de alguns anos de banda, meio que achamos o que se chama de ”identidade musical“. Nada mais é do que um início de estrada pelo qual você começa a querer caminhar. Ao longo desse trajeto muitas coisas vão acontecendo e influenciando essa estrada de todas as formas. Um diferencial nesse disco foi o fato de o gravarmos numa fazenda, meio isolados do mundo e num clima diferente da cidade grande que estamos acostumados a (con)viver. O resultado foi um disco mais despojado, muito orgânico, com mais violões e arranjos mais livres do que os do primeiro disco (OFFLINE – 2008). Gostamos de acreditar que foi um belo registro daquele momento. Simples assim.
- Vitroleiros: Quais são as influências de músicos nacionais e internacionais da banda?
Offline: Nossas influências são as mais variadas possíveis. Mas como exemplo de artistas nacionais podemos citar Legião Urbana, Barão Vermelho, Lulu Santos e Nando Reis e internacionais posso dizer que Counting Crows, Goo Goo Dolls, Bon Jovi, Aerosmith, Guns ‘n Roses, etc. Influência vem basicamente de tudo o que a gente ouve, lê, vive e imagina.
- Vitroleiros: Como está a recepção do público pelas músicas novas?
Offline: Tem sido a melhor possível! As pessoas comentam que o som está mais maduro, muito “gostoso”, que é um som que embala. Falam das canções e comentam também da naturalidade, que foi na minha opinião um dos pontos altos do disco. Ainda vamos apresentar esse novo projeto a muitas e muitas pessoas!
- Vitroleiros: Quais são os projetos futuros da banda?
Offline: Futuro é o presente neste caso. Temos que botar a cara na estrada para divulgar nosso disco recém-lancado em todos os lugares possíveis e acumular experiências e novas influências para fazer um novo disco daqui há algum tempo.
- Vitroleiros: Como está a agenda de shows?
Offline: Nosso empresário esta agendando nossos shows dessa turnê que começará custe o que custar, agora no mês de junho. Então em breve divulgaremos as datas, locais e tudo mais.
- Vitroleiros: Vocês Pretendem lançar algum clipe?
Offline: Com certeza! Ao final da gravação do “Tudo Aquilo Que Te Faz Voar”, juntamos o equipamento numa certa área da fazenda e gravamos um material que está sendo editado como vídeo da música “Você Me Disse Que Ia Voltar” (faixa 2). Decidir uma música em especial é que é difícil (risos), mas estamos sempre fazendo imagens de shows ao vivo. Pretendemos produzir um clipe oficial mais requintado para lançar na TV também.
- Vitroleiros: A Offline disponibiliza o álbum, inclusive os encartes e letras no site para baixar gratuitamente. A divulgação da música hoje é mais importante do que vender mais discos?
Offline: Sem dúvida que é. Hoje em dia tem muita oferta de música, então a melhor maneira de vender música é dando elas para o público sem que eles precisam de grandes esforços. Qualquer empecilho gerado para alguém chegar até música já é ruim, devido ao fato de que certamente terá um link ao lado de uma outra música, com o acesso mais fácil e rápido. Então a gente dá a nossa música a quem quer ouvir e dá a oportunidade das pessoas conhecerem mesmo que seja sem querer (risos).
- Vitroleiros: Indicam alguma banda que considerem de destaque do cenário alternativo?
Offline: Alternativo é o que destoa do comum e hoje em dia tudo destoa do comum, então grupo alternativo pode ser qualquer um, inclusive a gente, se comparado com outra realidade. Mas um cenário alternativo que eu indico é o do rock ‘n roll. Tem muito rock bom hoje em dia que não tem espaço na mídia. Procurem no Google “rock ‘n roll” e escutem tudo o que puderem que vão achar muita coisa boa.





Bela flor
Ela não é somente bonita e estilosa – estava vestindo um figurino à la anos 20 que ficaram uma graça no corpo fino, esguio, alto e com uma bela ginga. Bruna também tem uma das mais belas vozes paulistanas das novas figuras. Além de forte, cantando notas sem nenhum mínimo desafino e uma força maravilhosa, seu tom transpira o que sai da boca. Aliás, Bruna Caram canta tudo como se cada letra saísse do fundo da alma. Uma mistura de interpretação com sinceridade. Algo que falta nos cenários artísticos atuais… mas talvez fique um pouco exagerado na sua pele.


