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	<title>VITROLEIROS &#187; MPB</title>
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	<description>música por e para quem não vive sem</description>
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		<title>Tiê cheia de amigos e um lançamento em parque aberto</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 06:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em entrevista dada ao Vitroleiros em setembro de 2010, a multitalentosa Tulipa Ruiz disse que estamos vivendo um momento de movimento na música. A pergunta era sobre as novas “panelinhas” do meio. “Não existe uma preocupação estética de um coletivo, &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/shows/tie-independente-e-um-lancamento-de-parque-aberto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista dada ao <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/meu-nome-e-tulipa/" target="_blank">Vitroleiros </a>em setembro de 2010, a multitalentosa <strong>Tulipa Ruiz</strong> disse que estamos vivendo um momento de movimento na música. A pergunta era sobre as novas “panelinhas” do meio. “Não existe uma preocupação estética de um coletivo, mas existe um caráter colaborativo, que também não é uma coisa pensada, é completamente natural.”, responde a cantora.</p>
<div id="attachment_5975" class="wp-caption alignleft" style="width: 624px"><img class="size-full wp-image-5975   colorbox-5972" title="eduardo_gabriel" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/04/eduardo_gabriel.jpg" alt="" width="614" height="410" /><p class="wp-caption-text">Foto: Eduardo Gabriel | Focka.virgula.uol.com.br</p></div>
<p><strong>Tiê</strong> – amiga de Tulipa – seguiu à risca o novo movimento. O álbum <strong>“A coruja e o coração”</strong>, lançado nesta sexta no Auditório Ibirapuera, traz grandes parcerias e regravações. Ela não é mais independente, em vários sentidos. A musa cresceu, virou mãe – da pequena Liz –, foi contratada pela grande Warner e agora tem uma banda de apoio.</p>
<p>A fase “Sweet Jardim”, disco de estreia da cantora lançado em 2009, parece ter ficado pra trás. De um disco voz, violão e piano, Tiê pulou para um segundo mais vivo e realmente colaborativo, como havia descrito Tulipa. Das onze músicas do novo álbum, somente duas são de autoria única de Tiê, diferentemente do primeiro disco, que era completamente autoral.</p>
<p>Três canções são regravações. <em>Só sei dançar com você</em>, que veio do primeiro disco da mesma Tulipa – “Efêmera” –  é acompanhada lindamente pelo acordeon de Marcelo Jeneci. <em>Mapa Mundi</em> é do companheiro inseparável da moça, Thiago Pethit, de seu também disco de estreia, “Berlin, Texas”. E a terceira, um tanto mais inusitada, é <em>Você não vale nada</em>, clássico brega da banda Calcinha Preta, que ganha uma versão doce e comportada.</p>
<p>As parcerias não param por aí. O cantor uruguaio Jorge Drexler empresta sua voz em <em>Perto e distante</em>, uma das músicas que mais chama a atenção no novo disco, já que Tiê coloca o violão de lado pela primeira vez. E Hélio Flanders, o menino à frente do Vanguart, toca dobro em <em>Hide &amp; Seek</em>. Sem contar com o coro de Tulipa e Pethit em diversas músicas.</p>
<p><strong>LANÇAMENTO</strong></p>
<p>No palco, os sete músicos &#8211; Plinio Profeta (guitarra), Gianni Dias (baixo), Naná Rizinni (bateria), André Henrique (violão), Karina Zeviani (backing vocal), Ana Eliza Colomar e Luciana Rosa (cellos) – festejavam a nova fase da moça de nome de passarinho.</p>
<div id="attachment_5978" class="wp-caption alignleft" style="width: 624px"><img class="size-full wp-image-5978  colorbox-5972" title="tieethiago" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/04/tieethiago.jpg" alt="" width="614" height="410" /><p class="wp-caption-text">Thiago Pethit e Tiê. Foto: Eduardo Gabriel | Focka.virgula.uol.com.br</p></div>
<p>O único de fora a participar foi Thiago Pethit, que cantou metade de sua própria canção. Ou melhor, Tulipa também deu sua contribuição. Ao Tiê apresentar a música que acabara de cantar, de autoria da amiga, e confessar não saber o que esta havia achado de sua versão, Tulipa gritou da plateia: “Amei!”.</p>
<p>Do primeiro disco, cinco canções entraram no repertório: <em>Dois</em>, <em>Passarinho</em>, <em>Stranger but mine</em>, <em>Chá Verde</em> e <em>Assinado eu</em>, nesta ordem. Mas o auge do show foi em <em>Passarinho</em>, em que a imensa porta por detrás do palco do Auditório do Ibirapuera se abriu, deixando todo o verde à mostra no fundo.</p>
<p>Quando fechou, três músicas depois, Tiê contou que ali começava a parte alegre do show. Revezando-se entre o piano e o violão e aproveitando o silêncio entre uma canção e outra pra fazer a plateia rir, a cantora embalou as divertidas <em>Hide &amp; Seek</em> e <em>Você não vale nada</em>.</p>
<p>Os “bises”, como ela mesma pronunciou, vieram sem nem mesmo a banda sair do palco. “O salto é muito alto, vou economizar a caminhada”, soltou a sempre sincera Tiê. <em>Assinado eu</em>, hit do disco de estreia, deixou primeiro a plateia de coração aflito. O que fez <em>A varanda de Liz</em> &#8211; que já havia aberto o show &#8211; ressurgir com ainda mais contraste e alegria, fazendo jus aos inúmeros aviõezinhos de papel que enfeitavam o palco.</p>
<p>Assista abaixo a um trecho do espetáculo:</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Nascimento (de e por Leo Cavalcanti)</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 14:40:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[MPB]]></category>
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		<description><![CDATA[Aluno de suas próprias canções, o músico paulistano Leo Cavalcanti conta sobre seu primeiro e intenso álbum, Religar, e sua história intuitiva com a música, que apresenta nesta quinta no Sesc Pompeia Parto talvez seja a melhor imagem para explicar &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/religar-nascimento-leo-cavalcanti-pop-transcedental/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Aluno de suas próprias canções, o músico paulistano Leo Cavalcanti conta sobre seu primeiro e intenso álbum, </em>Religar<em>, e sua história intuitiva com a música, que apresenta nesta quinta no Sesc Pompeia</em></p></blockquote>
<p>Parto talvez seja a melhor imagem para explicar o álbum <strong><em>Religar</em></strong>, estreia do cantor e compositor paulistano <a href="http://www.leocavalcanti.com.br/home/"><strong>Leo Cavalcanti</strong></a>. Desde o coincidente período que as gravações levaram – nove meses – até o processo de produção do disco, tudo lembra uma gestação e um nascimento.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5388" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/religar-nascimento-leo-cavalcanti-pop-transcedental/attachment/leo_paraitinga/"><img class="alignleft size-medium wp-image-5388 colorbox-5387" title="leo_paraitinga" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/02/leo_paraitinga-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Dois anos atrás Leo ganhou o <strong>3º <a href="http://www.semanadacancao.com.br/site2010/">Festival da Semana da Canção Brasileira</a> em São Luis do Paraitinga</strong>. “Eu fui sem expectativa, foi inusitado e emocionante”, relembra o músico em entrevista ao <em>Vitroleiros</em>. Depois de ter deixado a faculdade de geografia e optado por investir na música ao invés da ioga e massoterapia como profissão, o festival virou um marco na sua carreira. Mas, mais do que o prêmio, ele lembra com carinho daquela semana do festival.</p>
<p>Durante nossa conversa, o céu desaba e a chuva deixa parte do bairro de Pinheiros, São Paulo, sem energia elétrica, como se para lembrar o início de sua carreira. “Paraitinga serviu como um trampolim para o disco. E dois meses depois teve a tragédia, a cidade foi assolada pela chuva. Foi muito forte, cantei de frente para igreja e depois ela não estava mais lá.” A intensidade que antecipou as primeiras gravações ainda aumentaria: “Um grande amigo meu fez sua passagem, <span style="color: #000080;">foi muito forte</span>”. Tanto a cidade, quando o parceiro são para quem Leo dedicou o álbum.</p>
<p><strong>No tom de “Vamos enfrentar?”</strong><br />
“Intenso, transformador, doloroso, prazeroso, trabalhoso”, assim o cantor define o processo de gravação que durou nove meses. Ao invés de paralisar, o cantor se permitiu crescer e aprender com o registro de suas canções. “Me descobri muito possessivo com o meu trabalho”, explica ele que, compositor das 14 faixas, já sabia muito bem a concepção musical que queria e teve de aprender a deixar os produtores <a href="http://www.myspace.com/decio7"><strong>Décio 7</strong></a>, <a href="http://www.myspace.com/criscabello"><strong>Cris</strong> <strong>Scavello </strong></a>e <a href="http://www.myspace.com/betaoaguiar"><strong>Betão Aguiar </strong></a>interferirem. “Um processo de entrega, de doação.”</p>
<p>E as lições não pararam por aí. “No final, descobri que <span style="color: #000080;">as músicas foram minhas professoras</span>. Eu vivi todos os conflitos que elas dizem: descrença, supervalorização, apego, tudo isso”, relembra Leo, que não quer perder esta relação nunca, “senão perde a essência”. Até o físico entrou na brincadeira. Uma mesa de vidro onde estava apoiado durante uma das gravações quebrou e cortou seu antebraço até o osso. “Levei três níveis de ponto. Fiquei sem dúvidas sobre o nome do disco”, comenta rindo.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5389" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/religar-nascimento-leo-cavalcanti-pop-transcedental/attachment/leo_festival-tensamba/"><img class="alignright size-medium wp-image-5389 colorbox-5387" title="leo_festival tensamba" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/02/leo_festival-tensamba-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" /></a>Leo ainda teve a oportunidade de tocar no exterior, convidado pelo <a href="http://www.tensamba.com"><strong>Festival Tensamba</strong></a>, de Tenerife e Gran Canária, na Espanha. Com ajuda de amigos marcou shows também em Portugal e Inglaterra e chegou a tocar em balada hardcore e boliche, ganhando confiança. “Foi bom para testar uma comunicabilidade além da língua. Quer dizer: a música mesmo.”</p>
<p>Com tudo pronto, Leo subiu aos palcos do Studio SP no dia 14 de dezembro do ano passado para a festa de pré-lançamento. Preocupado, o cantor acordou com febre e apresentou as músicas rouco. “<span style="color: #000080;">Foi curador</span>”, comenta. Agora, para lançar o disco de fato, ele cantará nesta <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=187225"><strong>quinta-feira, 24 de fevereiro, no Sesc Pompeia</strong></a>, e segue para um show dia <strong>2 de março, no <a href="http://www.solardebotafogo.com.br/index.htm">Solar de Botafogo</a></strong>, no Rio de Janeiro, onde também participará do programa global <em><a href="http://sombrasil.globo.com/platb/novosartistas/">Som Brasil</a></em>.</p>
<p><strong>Longa caminhada</strong><br />
<a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/religar-nascimento-leo-cavalcanti-pop-transcedental/attachment/leo_cavalcanti_por_caroline_bittencourt_0014/" rel="attachment wp-att-5403"><img src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/02/leo_cavalcanti_por_caroline_bittencourt_0014-199x300.jpg" alt="" title="leo_cavalcanti_por_caroline_bittencourt_0014" width="199" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-5403 colorbox-5387" /></a>Filho do também músico <strong><a href="http://www2.uol.com.br/periclescavalcanti/">Péricles Cavalcanti</a></strong>, Leo teve a sorte de crescer num berço musical amplo. “Eu vejo que de onde eu vim eu tenho um altar onde todos <em>[músicos e tipos de música] </em>estão presentes no mesmo patamar”, explica a influência de MPB à MTV. Aprendeu a ler e escrever cedo, aos 4 anos, e aos 8 já se interessava por livros adultos.</p>
<p>Mas a música escolheu Leo Cavalcanti. Aos nove anos ele ganhou um violão do pai e começou a tirar canções de ouvido. Ao longo da vida, ele até fez uma aula ou outra e pensou em cursar música erudita – que não passou. Mas deixou de lado para prezar a relação mais profunda e pessoal que ele tem com a música: “Tive uma resistência em aprender as coisas teoricamente. <span style="color: #000080;">Queria, acho que por instinto, manter minha relação intuitiva até hoje</span>”.</p>
<p>Aos onze, Leo “descobriu” os <strong>Beatles </strong>e virou maníaco. “Com o <em>Anthology</em> eu descobri muita beleza e comecei a incorporar isso na minha vida”, conta. A este momento se juntou uma paixão platônica que o instigou a compor. “Mas comecei justamente colocando <span style="color: #000080;">como a gente se apaixona por um desenho que a gente faz</span>, não pela realidade”, reflete.</p>
<p>A primeira vez no palco foi num show do pai, no qual tocou percussão, violão e cantou. Na plateia:<strong> Sandra Peres</strong> e <strong>Paulo Tatit</strong>, a dupla que depois o convidou para participar, aos 14 anos, da banda e turnê do grupo musical infantil <strong><a href="http://www.palavracantada.com.br">Palavra Cantanda</a></strong>. “A gente fez a turnê do <em>[álbum] Canções Curiosas</em> por várias cidades, entrei com o lance profissa. Foi fluido e maravilhoso, porque era um show que eu gostava muito, tinha muito prazer. Além disso, meus amigos também participavam.” Leo inclusive participou de alguns clipes, como “Fome Come” (abaixo) e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=u9aa7FqMcRU">“Criança Não Trabalha”</a>. Dois anos depois, o adolescente ainda teve uma banda de forró que estudava o repertório do <strong>Jackson do Pandeiro</strong>, de quem guardou o jeito de tocar violão e cantar, e <strong>Luiz Gonzaga</strong>.<br />
<iframe title="YouTube video player" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/embed/9mccYgybzeU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Se faculdade é a hora em que se escolhe o futuro, para Leo não foi diferente. Mas ele cursou geografia e a decisão só veio lá pro terceiro ano, quando parou para se dedicar à música. Nesta época, há seis anos, começou a fazer ioga e viu seu mundo – pelo menos o interior – mudar. “<span style="color: #000080;">Percebi que eu andava meio torto&#8230; em vários sentidos.</span> E aí comecei a ter uma relação de descoberta da percepção do meu corpo de uma maneira diferente, e a ter uma outra visão sobre o homem”, divide. “De repente o sagrado começou a fazer sentido para mim, a vida como uma manifestação divina.”</p>
<p>Não demorou muito para Leo começar a fazer música sobre “a necessidade de ampliação de consciência da gente, <span style="color: #000080;">de olhar para o nosso ego de uma maneira mais desidentificada</span>”. Ele estudou a ioga e também se interessou por massoterapia até que se viu enrolado em duas rotinas: “música, dentro da minha área, é um trabalho noturno, ioga e massoterapia é diurno”. Foi difícil, mas há dois anos resolveu que estava na hora de se dedicar a música por inteiro. “Na verdade foi difícil até o momento que eu falei: &#8216;Peraí, eu posso conciliar os dois, <span style="color: #000080;">um alimenta o outro</span>&#8216;. Quero utilizar a música como um canal para meditação, para tomada da força pessoal, para questionar, para focar”, resume.</p>
<p><strong>Religar</strong><br />
<a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/religar-nascimento-leo-cavalcanti-pop-transcedental/attachment/capa-religar-em-alta/" rel="attachment wp-att-5402"><img src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2011/02/Capa-RELIGAR-em-alta-300x269.jpg" alt="" title="Capa RELIGAR em alta" width="300" height="269" class="alignleft size-medium wp-image-5402 colorbox-5387" /></a>E assim o cantor e compositor desembarcou na intensidade da gravidez e do nascimento de <em>Religar</em>, um álbum que ele considera completo num significado praticamente “old school”. “É um conjunto mesmo, uma obra que tem uma ordem, tem um enredo. Dentro da sua prolixidade tem uma coerência”, explica. O produto de momentos fortes e intensos só podia ser gerado assim. “Meu trabalho tem essa: ou ele é intenso, ou não se entende. <span style="color: #000080;">Ele tem de ser vivido de verdade.</span> Eu sei que não é uma música para ser ouvida de passagem, sem atenção. Requer uma abertura.” Fortes, as músicas são deliciosas e chegam até a serem divertidas. Mas, acima de tudo, são lições.</p>
<p>Produzido pro <strong>Leo Cavalcanti</strong> ao lado de<strong> Décio 7</strong> e <strong>Cris Scabello</strong>, com participação de <strong>Betão Aguiar</strong>, o disco foi lançado pela <strong>YB Music</strong> e teve o apoio do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, o <strong><a href="http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.555627669a24dd2547378d27ca60c1a0/?vgnextoid=b787a2767b3ab110VgnVCM100000ac061c0aRCRD">ProAC</a></strong>. <strong><a href="http://www.myspace.com/tataeroplano">Tatá Aeroplano</a></strong> deu o nome de <strong>“pop transcendental”</strong> ao estilo do músico, que, “já que tem de definir”, gosta bastante e já usa o termo ele mesmo.</p>
<p>Depois de tudo isso, quem é o Leo Cavalcanti agora? “<span style="color: #000080;">Eu sei mais agora que eu sei menos.</span> Ao mesmo tempo eu sei que eu estou em evolução. Isso dá uma confiança”, diz. “Eu estava criando, agora nasceu e é a criança se constituindo em relação ao mundo. Eu não sei como, mas sei que estou diferente, mais forte principalmente”, analisa.</p>
<p>No fim do mês de março, Leo quer aproveitar o aniversário de 27 anos para lançar mais uma linguagem de <em>Religar</em>: o clipe de <strong>“Ouvidos ao Mistério”</strong>, com direito a coreografia aflamencada. Ele ainda sonha em transitar muito com seu som e continua estudando ioga. Leo Cavalcanti não é um artista óbvio, nem comum, mas um artista que se expõe à sua arte e deixa que ela o modifique. É mais um colorido para a MPB.</p>
<p><strong><em>Show de lançamento:</em> 24 de fevereiro (quinta), 21 horas. Teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93).</strong></p>
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		<title>Lucas Santtana: do vinil à música urbana</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 11:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O músico baiano Lucas Santtana conversou com o Vitroleiros instantes antes do seu show em comemoração aos dez anos de carreira No local de trabalho da mãe de Lucas Santtana, músico baiano cujos álbuns já foram destacados pelo The New &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/lucas-santtana-do-vinil-a-musica-urbana/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>O músico baiano Lucas Santtana conversou com o </em>Vitroleiros <em>instantes antes do seu show em comemoração aos dez anos de carreira</em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4733" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/lucas-santtana-do-vinil-a-musica-urbana/attachment/swufotocaroline2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4733 colorbox-4724" title="swufotocaroline2" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/swufotocaroline2.jpg" alt="" width="550" height="365" /></a></p>
<p>No local de trabalho da mãe de <strong><a href="http://www.myspace.com/santtana">Lucas Santtana</a></strong>, músico baiano cujos álbuns já foram destacados pelo <em>The New York Times</em>, um homem passava vendendo discos de vinil. Ela comprava LPs variados e levava para seus filhos ouvirem: jazz, rock, pop, clássica. Isso sem contar a MPB e o Roberto Carlos que ela já ouvia em casa. “Lembro de passar tardes no quarto, deitado no chão e ouvindo esses vinis. E tendo milhões de viagens, pensando: <span style="color: #003366;">&#8216;Pô, é isso que eu quero fazer&#8217;</span>”, conta. Hoje, dez anos depois de lançar seu primeiro disco, <strong>Santtana </strong>comemora a década lançando uma coletânea das melhores faixas de seus quatro álbuns em vinil. Coincidência? “Eu nem tinha me tocado”, afirma.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4730" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/lucas-santtana-do-vinil-a-musica-urbana/attachment/foto-vinil-lucas-santtana/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4730 colorbox-4724" title="foto vinil lucas santtana" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/foto-vinil-lucas-santtana-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O LP é resultado de um encontro com <strong>Luiz Valente</strong>, da mineira <a href="http://soundcloud.com/vinyl-land-records">Vinyl Land Records</a>. A ideia inicial era prensar o último trabalho, <em>Sem Nostalgia</em>. Mas a proposta de produzir um disco único com uma compilação veio a calhar com o momento de dez anos de carreira, cujo show de comemoração ocorreu na quinta-feira passada, 18 de novembro.</p>
<p>Antes da apresentação,<strong> Lucas Santtana</strong> conversou com o <em>Vitroleiros</em>. Dono de um olhar calmo e centrado, o músico falava pausadamente ao lado do palco em que logo iria pisar. Minutos depois, ainda com a banda carioca <strong><a href="http://www.myspace.com/doamor">Do Amor</a></strong>, ele sobe para dividir uma faixa – transição entre o show de abertura e o dele, que conta com parte da mesma banda. <span style="color: #000080;"><strong>Lucas Santtana</strong>, no palco, é outro: hiperativo, dançante, anda de um lado para o outro e afasta-se do microfone enquanto apresenta músicas como “Amor em Jacumã” e “Cira Regina e Nana”.</span></p>
<p>Dos olhos que vão longe ao músico que toca com a alma, a história de um compositor que não para quieto. Na telona ele fez, entre outras coisas, a trilha de <em>Morte e Vida Severina</em> e a música-tema de <em>Lutas</em>, longas de animação que estrearão no próximo ano. Nos palcos, já passou pelo SWU, todos os estados brasileiros, a Europa, o Chile, a Argentina e irá encerrar, agora em dezembro, uma feira de artes plásticas em Miami.</p>
<p>Para 2011, <strong>Lucas Santtana</strong> tem novidades. Além de seu quinto álbum, irá lançar um disco em homenagem ao <strong>Tom Zé</strong>. Seu último, o excelente <em>Sem Nostalgia</em>, foi feito de forma experimental com voz e violão, mas agora ele adianta um projeto com mais canções e acompanho pela banda. Ele contou dos planos ao <em>Vitroleiros</em>, além de falar da aproximação com o público via seu selo e blog <strong><a href="http://www.diginois.com.br">Diginóis</a> </strong>e da forma com que fica ligado aos sons enquanto está produzindo e buscando texturas (“Uma coisa de laboratório de ficar vendo o que a música aceita e pede e não tentar impôr a ela o que você quer”). <strong>Santtana</strong>, que foi convidado recentemente para palestrar em locais como o <a href="http://www.tedxamazonia.com.br/">TEDxAmazônia</a>, afirma que a sigla “MPB” – a única que conseguimos classificá-lo aqui – já não basta mais, e dá sua sugestão: “é uma música do mundo, música urbana que é de qualquer lugar”.</p>
<p><strong><em>Vitroleiros </em>O que lembra da música na sua infância?</strong><br />
<strong>Lucas Santtana</strong> Nasci em Salvador, fiquei a infância inteira lá. Não tenho muita memória de criação, não, sabe? Sei que minha mãe ouvia muita MPB e Roberto Carlos, mas não tenho muitas lembranças. Quando eu tinha uns dez ou onze anos eu vi um show com um cara tocando flauta transversal. Daí eu falei pros meus pais: “pô eu quero tocar aquele instrumento”. Eles me deram a flauta doce, e realmente me animei, <em>[mais tarde, por volta dos 12 anos]</em> eles viram que era sério e compraram a transversal. E fui numa escola que chamava AMA – Academia de Música Atual. Eram uns músicos de jazz de Salvador que se formaram nos Estados Unidos e, quando voltaram, tentaram introduzir na universidade um curso de teoria através da música popular ao invés de usar a música clássica. Só que eles não conseguiram e abriram esta escola. Então, <span style="color: #800000;">meu primeiro contato teórico com música foi através de música popular.</span></p>
<p><strong>Como foi a história do selo e site <a href="http://www.diginois.com.br">Diginóis</a>?</strong><br />
A partir do meu segundo disco eu percebi que muita gente tava fazendo selo e pensei em fazer um para, pelo menos, ser dono dos meus discos, não ter que pedir permissão futuramente quando fosse fazer alguma coisa. E a partir do segundo disco eu criei o selo <strong>Diginóis</strong>. Depois tive a ideia de fazer um blog inspirado em blogs de jornalistas que eu conheço e admiro. E, em vez de dar o nome Lucas Santtana, achei melhor usar o nome do próprio selo e transformá-lo num “net label”, já com a ideia de botar o disco para baixar, as pessoas poderem remixá-lo e deixarem seus remixes no site, ser uma coisa mais interativa. Foi muito importante, divulgou mais o meu trabalho a ponto de em muitos lugares as pessoas acharem que eu tenho só dois discos, porque são os que estão disponíveis no site.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4731" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/lucas-santtana-do-vinil-a-musica-urbana/attachment/lucas-santtana-em-buenos-aires2/"><img class="alignright size-medium wp-image-4731 colorbox-4724" title="Lucas Santtana em buenos aires(2)" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/Lucas-Santtana-em-buenos-aires2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Como é sua ligação com o processo de criação?</strong><br />
É bem variado. A gente tá começando a fazer o disco novo, eu fico com aquilo o dia inteiro na cabeça, sabe? <span style="color: #800000;">Começo a ouvir coisas e tudo que eu ouço começo a relacionar e às vezes dez segundos de uma passagem de uma música que acontece alguma coisa eu falo: “pô, isso é uma ideia boa!”.</span> É uma coisa que eu ouço na rua, ou eu percebo que tem uma movimentação de determinado estilo que eu tô vendo que tá mais forte.<span style="color: #800000;"> Enfim, é como se fosse um monte de informação que tá no ar que uma hora você abre a sua mente para estar muito ligado em tudo.</span> E cada disco tem uma história. Mutas vezes você tem muitas ideias, mas no processo de feitura aquilo vai mudando. Quando você termina nunca é o que você pensou antes. Ele vai tomando forma. Até porque tem os músicos que participam, os produtores. As pessoas trazem suas ideias. Tudo vai se modificando. E tem esse lado experimental. Principalmente esse meu trabalho de muita textura, tem muito aquela coisa: gravou tudo, coloca no computador e daí fica madrugadas com fone no ouvindo experimentando. <span style="color: #800000;">Uma coisa de laboratório de ficar vendo o que a música aceita e pede e não tentar impôr a ela o que você quer.</span></p>
<p><strong>Como será feito este novo disco [previsto para o segundo semestre de 2011]?</strong><br />
A gente vai gravar com a banda <em>[Seleção Natural]</em> – fazer metade com a banda do Rio <em>[David Cole (sinthy, dubs e efeitos), Ricardo Dias Gomes (baixo), Marcelo Callado (bateria), Gustavo Benjão (guitarra) e Lucas Vasconcelos (teclados)]</em> e metade com a banda de São Paulo <em>[Regis Damasceno (guitarra), Rian Batista (baixo), Dustan Gallas (teclados), Bruno Buarque (bateria)]</em>. E vou gravar primeiro com a banda porque esse disco é muito canção, sabe? E depois que eu tiver isso no computador vou adicionar vários samples de várias coisas que tô pensando e nem sei se vão funcionar. <span style="color: #800000;">Vou adicionar essas camadas de som e esse vai ser o ponto de experimentação. Só fazendo mesmo.</span></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4732" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/lucas-santtana-do-vinil-a-musica-urbana/attachment/lucas_buenos_aires_foto-pedro_andres2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4732 colorbox-4724" title="Lucas_buenos_aires_foto pedro_andres(2)" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/Lucas_buenos_aires_foto-pedro_andres2-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Qual é a história deste disco em homenagem ao Tom Zé?</strong><br />
Nesse ano, o Sesc Pompeia convidou a gente pra fazer um show só tocando músicas do<strong> Tom Zé</strong>, um dia só. A gente fez e todo mundo adorou. A banda ficou empolgada. E a gente tava com os arranjos ali. E pensamos: “Pô, o <strong>Tom Zé </strong>vai fazer 75 anos ano que vem, vamos aproveitar que estes arranjos estão prontos, gravar isto e chamar pra cada faixa alguém pra cantar, as pessoas da nossa geração e fazer um disco de toda essa geração que curte ele pra caramba”. Uma homenagem mesmo. E vamos fazer isso, gravar as bases que já estão prontas, chamar músicos e cantores.</p>
<p><strong>Como você vê essa cena atual que pretende chamar?</strong><br />
Pô, eu acho que é uma cena muito rica. Todo mundo tem um trabalho autoral muito forte, muito pessoal, tem feito discos lindos, assim. Acho que musicalmente é um nível muito alto que não deixa nada a dever a tudo que veio antes, é tudo muito bem feito. E acho também que é tudo muito internacional, não tem mais uma coisa&#8230; <span style="color: #800000;">Essa sigla “MPB” não comporta mais a nossa geração por isso, realmente o que a gente faz não é só música brasileira, é uma música do mundo, música urbana que é de qualquer lugar. </span>Pode ter umas características daqui – com certeza, porque a gente é brasileiro tem essa da cultura impregnada –, mas acho que é uma coisa bem internacional mesmo, sabe?</p>
<p><em><strong>Próximos shows do Lucas Santtana:</strong></em><br />
<strong>5 de dezembro </strong>no <a href="http://www.festivalvaradouro.art.br/">festival Varadouro</a> (Rio Branco, Acre)<br />
<strong>10 de dezembro </strong>na <a href="http://www.feiramusicabrasil.com.br/">Feira Música Brasil</a> (Belo Horizonte, MG)<br />
<strong>17 de dezembro </strong>no <a href="http://twitter.com/#!/fbaianada">festival Baianada</a> (Salvador, BA)<em><strong><br />
</strong></em></p>
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		<title>Todos os caminhos de Bárbara Eugênia</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 02:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em entrevista ao Vitroleiros, a cantora carioca radicada em São Paulo conta os casos e acasos dos seus trinta anos de história. Conheça a musa de Journal de BAD, que conseguiu reunir nomes como Otto, Tom Zé e Edgard Scandurra &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/todos-os-caminhos-de-barbara-eugenia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em entrevista ao Vitroleiros, a cantora carioca radicada em São Paulo conta os casos e acasos dos seus trinta anos de história. Conheça a musa de Journal de BAD, que conseguiu reunir nomes como Otto, Tom Zé e Edgard Scandurra em um disco só</em></p>
<p style="text-align: right;">por Bruno Guerrero, Érika Kokay, Guilherme Assen e Jessica Grant</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4599" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/todos-os-caminhos-de-barbara-eugenia/attachment/barbara02/"><img class="alignnone size-full wp-image-4599 colorbox-4597" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/barbara02.jpg" alt="" width="550" height="367" /></a><br />
Ela nos recebe em casa, de chinelos, meias e um vestido vermelho florido. Com o celular em mãos, abre a porta e se despede de quem está do outro lado da linha. A voz calma faz os cumprimentos, e o sorriso nos guia até a sala do apartamento, onde a primeira impressão conduz os olhos para uma enorme estante de livros e uma caixa com vinis. A moradora do local tem um nome forte: <strong>Bárbara Eugênia</strong>. Cantora e compositora, ela representa um dos frutos dessa nova e saborosa safra da música brasileira.</p>
<p>“Como as coisas estão?”, perguntamos. “Corridas, né? Muita coisa pra fazer, mas é muito bom!”. A agenda cheia é resultado do lançamento de seu primeiro disco,<em> <strong>Journal de BAD</strong></em>. Produzido por <strong>Junior Boca</strong> e <strong>Dustan Gallas</strong>, o CD agrega diversos nomes do cenário artístico atual, como <strong>Tom Zé</strong>, <strong>Edgard Scandurra</strong>, <strong>Otto</strong>, <strong>Karina Buhr</strong> – só para citar alguns.</p>
<p>Mas por que tanta gente boa em volta desta moça? A competência explica. Linda, com olhos expressivos, <strong>Bárbara</strong> é também uma compositora e intérprete de mão cheia. Sua voz rouca não deixa o som cair na mesmice – carrega, com jeito, um rock psicodélico repleto de influências do Tropicalismo, período com que mais se identifica na música brasileira. Quem a ouve acredita que ela nasceu cantando, mas o caminho até os palcos e estúdios foi longo.</p>
<p>Pra começar, a cantora viveu um pouco em cada lugar. De Niterói, onde nasceu há trinta anos, foi para os Estados Unidos, mas logo voltou para o Rio, onde ficou até os dez anos. Depois disso, passou por Atibaia, no interior paulista, e ainda por todos esses outros lugares novamente, para só em 2005 se mudar para São Paulo, onde reside hoje.</p>
<p>Esse vai-e-vem fez com que ela tivesse muitas e diferentes ocupações. “O máximo que fiquei em um emprego foi seis meses”, diz, ao contar sobre suas experiências longe dos acordes. Ela já trabalhou com atendimento e assistência de produção executiva em uma produtora de vídeos, fez discotecagem, foi garçonete, hostess e até gerente de sushi bar. Mas seu porto seguro é a tradução de textos burocráticos: “É o que paga o grosso das minhas contas há nove anos”.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4600" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/todos-os-caminhos-de-barbara-eugenia/attachment/barbara03/"><img class="alignleft size-full wp-image-4600 colorbox-4597" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/barbara03.jpg" alt="" width="250" height="321" /></a>Enquanto morava no Rio de Janeiro, <strong>Bárbara</strong> decidiu estudar cinema – tinha vontade de trabalhar com edição. Mas como a paixão pela sétima arte já tinha levado a estudante a ler e ver muito do assunto, o curso tornou-se cansativo. Quando trabalhou como voluntária no Festival de Cinema de 2000, foi que tomou a decisão: “Abortei a faculdade! Eu não consigo ir todo dia para o mesmo lugar. Cinema se aprende fazendo.”</p>
<p>Apesar de tantos lugares e tantas profissões, a música sempre esteve presente. Quando pequena, seu pai tocava piano todos os dias. “Tenho foto com dois anos de idade embaixo do piano, com meu pai tocando”, relembra. Sua mãe ouvia música o dia inteiro, e <strong>Bárbara</strong> passava as tardes dançando. “Era muito Beatles, muita Elis Regina na veia”, ri e reconhece a importância daqueles anos. “Eu cresci ouvindo música legal. Minha cultura musical é boa por causa da família.”</p>
<p><strong>Bárbara</strong> toca um pouco de violão – que aprendeu com o primeiro namorado – e chegou a querer ser baixista de bandas de rock: “Cantar, mesmo, eu nunca tinha pensado”. E como isso começou? “Foram os amigos que <em>[por volta dos 18 anos] </em>ficavam falando que eu tinha voz bonita e que deveria tentar.” Mas isso levou tempo.</p>
<p>Em 2005, uma semana após uma separação, ela se mudou para São Paulo. “Era o único lugar que dava para vir, porque já tinha amigos. Vim na loucura mesmo, trabalhei com várias coisas aqui”, relembra. “Eu já tinha desistido da música totalmente.” O desânimo era tanto que <strong>Bárbara</strong> não botou fé quando o produtor musical <strong>Apollo 9</strong> disse que iria chamá-la para um negócio. “Pensei: &#8216;já ouvi essa história várias vezes&#8217;. Só que dessa vez o cara ligou.” Na conversa, <strong>Apollo</strong> a convidou para gravar parte da trilha sonora do filme <em>O Cheiro do Ralo</em>, de <strong>Heitor Dhalia</strong>, o primeiro trabalho pra valer de <strong>Bárbara</strong> na música.</p>
<p>No dia da gravação – sua estreia em um estúdio – ela chegou nervosa, tremendo. “Aí a gente sentou e&#8230; &#8216;Ah, vamos tomar um conhaque?’.” Uma garrafa inteira depois, eles fizeram uma música em francês para o longa, com direito à busca na internet por inspiração: um poema de Charles Baudelaire.</p>
<p>Com o empurrão, <strong>Bárbara</strong> passou um tempo se aproximando do pessoal que inovava na música contemporânea. As diversas “panelinhas” – paulistas, pernambucanas, cearenses – da cena atual foram abrigando a cantora aos poucos. “Não tem carioca para me acompanhar, então eu estou um pouquinho em todas”, conta. “Todo mundo toca junto e é todo mundo muito amigo. Tá todo mundo a fim de se ajudar.” E não é só por camaradagem, não. Os artistas de hoje em dia realmente gostam do som que está rolando. “O som que eu ouço é desse povo. Se a gente não se ajudar, a gente não consegue fazer nada, sabe? Meu disco foi muito esforço conjunto. Todo mundo participou de graça, se tivesse que pagar alguém, eu não teria feito”, explica.</p>
<p>Um dos músicos que se tornou grande amigo de <strong>Bárbara</strong> ao longo do caminho foi <strong>Tatá Aeroplano</strong>, líder das bandas <strong>Cérebro Eletrônico</strong> e <strong>Jumbo Elektro</strong>. “A gente se encontrou umas vezes pra ele me mostrar as músicas dele e pra eu mostrar as minhas. Ele me ajudou a finalizar a [música] &#8216;Dos Pés&#8217;  nesses encontros.” O próprio <strong>Apollo 9</strong> recomendou que ela não tivesse pressa e que o espaço dela viria com os contatos. “Aí eu comecei a ficar sem voz. Fui ver e estava com um cisto nas cordas vocais, tive de operar e tal”, diz, relatando mais um de seus obstáculos.</p>
<p>Ela conta que, nesse meio tempo, em 2008, “estava procurando emprego, e uma amiga me indicou para um amigo que falou deste outro amigo”. A trilha de contatos a levou até o guitarrista <strong>Edgard Scandurra</strong>, ex-Ira!, que na época estava organizando um tributo a <strong>Serge Gainsbourg</strong>, cantor e compositor francês. <strong>Bárbara</strong> passou a fazer parte do projeto, ainda se recuperando da cirurgia com sessões de fonoaudiologia. “Quando vi, estava ensaiando com o <strong>Arnaldo Antunes</strong>, saca?”, tenta explicar o impacto. “O Edgard é um coração que toca guitarra.”</p>
<p>Em seguida, <strong>Bárbara</strong> foi convidada a integrar o projeto musical <strong>3 na Massa</strong>, de <strong>Dengue</strong> e <strong>Pupillo</strong>, integrantes do <strong>Nação Zumbi</strong>, e<strong> Rica Amabis</strong>, do grupo <strong>Instituto</strong>. Nele, ela ficou como cantora curinga e participou de grande parte das apresentações em São Paulo. O período lhe rendeu muita experiência e novos contatos. “Peguei a cancha, como eles dizem. E era gente que eu era fã e que virou amigo e colega de trabalho.”</p>
<p>Com mais formação, as portas começaram a se abrir. Uma amiga arranjou um show pra ela na casa <strong>Studio SP</strong>, em setembro do mesmo ano. O repertório mesclava composições próprias e músicas que ela gostava de interpretar, visitando o cancioneiro de nomes como <strong>Tom Zé</strong> e <strong>Gal Costa</strong>.</p>
<p>Em janeiro de 2009, <strong>Bárbara</strong> iniciou a produção de seu álbum. “Realmente na hora em que eu foquei na música, comecei a fazer <em>[o CD]</em>, as coisas foram se encaminhando. A vida foi dando o jeito dela para as coisas se encaixarem da melhor forma.”</p>
<p>“O meu maior sonho era gravar com o <strong>Tom Zé</strong>, conhecer, dar abraço, qualquer coisa”, diz ela. Mas não é pra qualquer um que os desejos se realizam, assim, logo na gravação do primeiro disco: é preciso ter talento e, claro, ajuda dos amigos. A amiga, no caso, foi a jornalista <strong>Patricia Palumbo</strong>, madrinha do encontro musical entre <strong>Bárbara</strong> e <strong>Tom</strong>. “Quando ela foi me procurar e eu vi o arranjo que o Edgard Scandurra fez para a música &#8216;Dor e dor&#8217;, falei que ele ia adorar. Mandei a música por e-mail e ele respondeu dizendo que qualquer cantora que eu recomendasse ele ouviria”, conta <strong>Palumbo</strong>. O contato resultou em uma das treze faixas de <em>Journal de BAD</em>.</p>
<p>O nome do CD vem de uma série de e-mails que eram enviados para algumas das pessoas mais próximas de <strong>Bárbara</strong>, numa época na qual seus melhores amigos estavam morando fora do Brasil. “Eu tava na época com aquele lance de francês e coloquei &#8216;Journal&#8217;, diário em francês, e BAD, meu apelido para os amigos mais antigos”. Foram tempos difíceis em sua vida, mas, ao mesmo tempo, de maior inspiração. “Eu sempre escrevi muito, mas eu passei a sentir vontade de escrever e mandar para os amigos, sabe? Meio que um desabafo.”</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4601" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/todos-os-caminhos-de-barbara-eugenia/attachment/barbara04/"><img class="alignleft size-full wp-image-4601 colorbox-4597" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/11/barbara04.jpg" alt="" width="550" height="367" /></a><br />
Os candidatos à participação no disco foram nascendo das amizades e experiências que, segundo ela, foram essenciais.<strong> Scandurra, Pupillo, Dengue, Tatá, Fernando Catatau</strong>&#8230; “Era meio que natural que eles participassem, porque já eram amigos, tinham participado de shows, eu tinha participado de coisas deles.”</p>
<p>A história com o músico <strong>Junio Barreto</strong> também foi interessante: “Eu queria gravar uma música dele, e ele falou ‘vou fazer uma pra você’”, conta <strong>Bárbara</strong>, que ganhou uma canção escrita especialmente para ela no fim do ano passado, um ano depois dele a ter prometido. “Só o Gil <em>[Duarte] </em>e o Guizado, que<br />
gravaram várias músicas, que eu liguei e falei: ‘Ó, gente, vocês topam fazer e tal?’.”</p>
<p>A música da menina de trinta anos foi evoluindo, se transformando, e cada um foi colaborando um pouco. “Eu tava a fim de fazer um negócio mais rock mesmo. Foi um processo. É um eterno processo, né? Já estou inventando umas músicas. A gente vai ouvindo coisa nova e ‘Puta! Queria fazer um som meio assim&#8230;’.” E as influências não param de gritar: desde <strong>Radiohead</strong> – sua banda favorita, cujo show em São Paulo, em 2009, arrancou-lhe lágrimas – até a chanson francesa, nas vozes de <strong>Edith Piaf</strong> e <strong>Charles Aznavour</strong>. Mas ainda há muita coisa pra vasculhar dentro dos seus 130GB cheios de discos no iPod. “Eu pesquiso muito a música dos anos 60, 70, de todos os lugares do mundo. Eu tô cheia de música turca e grega, de vários lugares&#8230;”, conta.</p>
<p>Dizem por aí que dá pra perceber a personalidade de muito artista apenas analisando sua obra. No caso de <strong>Bárbara</strong>, as letras autobiográficas de suas canções e sua sinceridade facilitam a vida do observador. Até as músicas que não são de sua autoria, segundo ela, dizem algo sobre sua própria vida. “Todo mundo se ferra, todo mundo tem amores que são incríveis, é só o meu jeito de falar sobre o negócio. Tem músicas que falam sobre assuntos tristes, mas mesmo estas eu acho que são super otimistas”, explica.</p>
<p>Com <strong>Bárbara Eugênia</strong> não poderia ser nada diferente. Pelas palavras da <strong>Patricia Palumbo</strong>, sua essência: “Ela tem um jeito interessante de passar um recado bastante feminino, uma marca muito forte do trabalho dela, mas não é ‘cor de rosinha’, é de cores fortes como tem na capa do álbum. É mais Gainsbourg”.</p>
<p><strong>Lançamento do disco <em>Journal de BAD: </em></strong>o show do dia 18 de novembro no Estúdio Emme (São Paulo) foi cancelado, avisaremos assim que tivermos mais notícias.<strong><br />
</strong></p>
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		<title>Itamar Assumpção renasce no Sesc Pompeia</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 12:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[itamar assumpção]]></category>
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		<description><![CDATA[Morto aos 53 anos em 2003, o músico paulista Itamar Assumpção deixou fãs desconsolados e um legado inacabado, com material inédito. Quase sete anos depois, a discografia completa do compositor, ao lado de dois CDs inéditos, é lançada pelo Selo Sesc (R$150).  Batizado de 'Caixa Preta', o projeto também inclui uma série de shows especiais em homenagem ao músico, com participações de novos e velhos nomes da MPB, como Karina Buhr e Zélia Duncan <a href="http://vitroleiros.org/shows/itamar-assumpcao-renasce-no-sesc-pompeia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4210" href="http://vitroleiros.org/shows/itamar-assumpcao-renasce-no-sesc-pompeia/attachment/itamar/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4210 colorbox-4209" title="itamar" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/10/itamar.jpg" alt="" width="362" height="450" /></a></p>
<p>Morto aos 53 anos em 2003, o músico paulista Itamar Assumpção deixou fãs desconsolados e um legado inacabado, com material inédito. Quase sete anos depois, a discografia completa do compositor, ao lado de dois CDs inéditos, é lançada pelo Selo Sesc (R$150).  Batizado de &#8216;Caixa Preta&#8217;, o projeto também inclui uma série de shows especiais em homenagem ao músico, com participações de novos e velhos nomes da MPB, como Karina Buhr e Zélia Duncan.</p>
<p>Os shows acontecem no Sesc Pompeia a partir de hoje e vão até o dia 30 de outubro. Os ingressos custam R$ 28 (inteira) e R$ 14 (meia-entrada). Confira:</p>
<p><strong>15 de outubro, às 21h30</strong><br />
Isca de Polícia, com participação de <strong>Lenine</strong>, canta o disco &#8216;Beleléu, Leléu e Eu&#8217;. O Porcas Borboletas apresenta as músicas de &#8216;Às Próprias Custas&#8217;.</p>
<p><strong>16 de outubro, às 21h30</strong><br />
Anelis Assumpção e <strong>Arrigo Barnabé</strong> cantam &#8216;Sampa Midnight&#8217;.  Acompanhada de Denise Assumpção e  Elke Maravilha, a nova diva <strong>Karina Buhr</strong> apresenta o disco &#8216;Intercontinental&#8217;</p>
<p><strong>23 de outubro, às 21h</strong><br />
<strong>Tetê Espíndola</strong> e Orquídeas do Brasil cantam &#8216;Bicho de 7 Cabeças I&#8217;. Chico César e Mariella Santiago dão sequencia e tocam as canções de &#8216;Bicho de 7 Cabeças II&#8217;</p>
<p><strong>24 de outubro, 18h</strong><br />
Orquídeas do Brasil e<strong> Zezé Motta</strong> mostram o repertório de &#8216;Bicho de Sete Cabeças III&#8217; e &#8216;Ataulfo Alves para Sempre Agora&#8217;</p>
<p><strong>29 de outubro, 21h</strong><br />
Andréia Dias e <strong>Arnaldo Antunes</strong> &#8211; &#8216;Pretobrás I&#8217;<br />
Kiko Dinucci, Beto Villares e Elza Soares &#8211; &#8216;Pretobrás II&#8217;</p>
<p><strong>30 deoutubro, 21h</strong><br />
Isca de Polícia, <strong>Zélia Duncan</strong> e Naná Vasconcelos &#8211; &#8216;Pretobrás III&#8217; e &#8216;Isso vai dar repercussão&#8217;.&#8217;</p>
<p><strong>Sesc Pompeia</strong><br />
Rua Clelia, 93<br />
3871-7700</p>
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		<title>Ganhe ingresso para ver Maria Gadú no RJ!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 05:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quer ir ao show da Maria Gadú no Circo Voador (RJ) esta sexta-feira (08/10) e não tem ingresso? O Fã-Clube Oficial Bela Flor te leva! &#62;&#62;&#62;Para participar é fácil, basta responder para o @fcobelaflor no Twitter a pergunta: “Quem são, de &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/ganhe-ingresso-para-ver-maria-gadu-no-rj/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4172" href="http://vitroleiros.org/musica/ganhe-ingresso-para-ver-maria-gadu-no-rj/attachment/gadu/"><img class="alignnone size-full wp-image-4172 colorbox-4170" title="gadu" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/10/gadu.jpg" alt="" width="550" height="330" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-4172" href="http://vitroleiros.org/musica/ganhe-ingresso-para-ver-maria-gadu-no-rj/attachment/gadu/"></a>Quer ir ao show da Maria Gadú no Circo Voador (RJ) esta sexta-feira (08/10) e não tem ingresso?</p>
<p>O Fã-Clube Oficial Bela Flor te leva!</p>
<p>&gt;&gt;&gt;Para participar é fácil, basta responder para o <a href="http://twitter.com/fcobelaflor" target="_blank">@fcobelaflor</a> no Twitter a pergunta: <strong>“Quem são, de onde são e quantos são os Varandistas?”</strong> usando a hashtag  <a href="http://twitter.com/search?q=%23BelaFlorEVoc%C3%AAnoCircoVoador" target="_blank"><strong>#BelaFlorEVocênoCircoVoador</strong></a>.</p>
<p>Mas <strong>CORRA</strong> que a promoção é só até as 15h desta quinta-feira (07/10)!</p>
<p>*Para isso não se esqueça de seguir o <a href="http://twitter.com/fcobelaflor" target="_blank">@fcobelaflor</a>!</p>
<p>&gt;&gt;&gt;Serão sorteados dois participantes que responderem corretamente à pergunta e cada um irá ganhar um ingresso.</p>
<p>*O sorteio será feito via <a href="http://random.org/">random.org</a>.</p>
<p><strong><a href="http://www.circovoador.com.br/saibamais/release_101008_mariagadu.htm" target="_blank">Maria Gadú no Circo Voador (RJ)</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Onde</strong>: Circo Voador (Rua dos Arcos, S/N &#8211; Lapa &#8211; Rio de Janeiro – RJ)</p>
<p><strong>Quando</strong>: <strong>Sexta</strong>, dia <strong>08 de Outubro </strong></p>
<p><strong>Horário</strong>: Abertura dos portões às 22h</p>
<p>Show de <strong>abertura</strong> por conta de <strong>Lia Sabugosa</strong> e <strong>pista</strong> por <strong>DJ Tatá Ogan</strong></p>
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		<title>Meu nome é Tulipa</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Sep 2010 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Érika Kokay e Jessica Grant Com vestido e bem à vontade, Tulipa Ruiz abre a porta de seu apartamento num pequeno prédio de três andares no centro de São Paulo. Ela começa a mostrar os cômodos: cozinha, sala, quartos, &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/meu-nome-e-tulipa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">por Érika Kokay e Jessica Grant</p>
<p>Com vestido e bem à vontade, <strong><a href="http://www.myspace.com/tuliparuiz">Tulipa Ruiz </a></strong>abre a porta de seu apartamento num pequeno prédio de três andares no centro de São Paulo. Ela começa a mostrar os cômodos: cozinha, sala, quartos, estúdio improvisado e banheiro onde grava algumas vozes. Os outros moradores não se incomodam com o som caseiro? “Sim, só podemos fazer música até às 22h30&#8230;”, conta. <strong>Tulipa</strong> é uma das raras artistas que abre a casa sem medo. Sua informalidade surpreende e avisa: ali mora uma artista tranquila.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-3999" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/meu-nome-e-tulipa/attachment/tulipa-2/"><img class="alignleft size-medium wp-image-3999 colorbox-3997" title="tulipa 2" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/tulipa-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Sentada na beira da sacada, fumando um cigarro, <strong>Tulipa</strong> conversou com o <strong>Vitroleiros</strong> sobre música infantil, panelinha e seu show carioca. Ela, que navega no cenário há alguns anos, mas só publicou seu álbum no começo deste, ganhou o público e a crítica com sua simpatia e originalidade. Filha de <strong>Luiz Chagas</strong>, jornalista e músico do <strong>Isca de Polícia</strong>, banda do <strong>Itamar Assumpção</strong>, Tulipa cresceu com a mãe e o irmão, em Minas Gerais, rodeada pelos discos do pai. Mas seguir a carreira familiar – o irmão <strong>Gustavo Ruiz</strong> também é músico – nunca foi óbvio para a cantora, que antes de se aventurar nas notas musicais trabalhou como jornalista e também como ilustradora, ofício que exerce até hoje. O trabalho dela pode ser visto no seu ateliê virtual, na capa de seu disco e de álbuns de bandas como Felixfônica e Esquema P.</p>
<p>A voz fina de sereia se complementa nas faixas do seu CD de estreia, <strong>Efêmera</strong>, com várias feras. O pai guitarrista toca e divide a composição de duas músicas. O irmão (que, vale dizer, também é guitarrista) cuidou da produção. O disco também conta com as <strong>Negresko Sis</strong> (Céu, Thalma de Freitas e Anelis Assumpção), <strong>Mariana Aydar</strong>, <strong>Tiê</strong>, <strong>Tatá Aeroplano</strong>, <strong>Donatinho</strong>, entre outros.</p>
<p>Com um álbum de apenas alguns meses de vida, <strong>Tulipa </strong>não pensa em um próximo lançamento por enquanto. “Quero fazer muitos shows do disco ainda”, diz. E eles não param mesmo: na próxima quinta-feira (29), a cantora se apresenta no Studio SP, em São Paulo à 1h da manhã. Dia 29 é a vez do SESC Bauru e 08 de outubro, do SESC Araraquara.</p>
<p>Abaixo, confira a variedade de <strong>Tulipa Ruiz</strong> no bate-papo com o <strong>Vitroleiros</strong>.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4000" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/meu-nome-e-tulipa/attachment/tulipa-4/"><img class="alignright size-medium wp-image-4000 colorbox-3997" title="tulipa 4" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/tulipa-4-231x300.jpg" alt="" width="231" height="300" /></a>Você já escolheu em algumas playlists da vida a música “Bolacha de Água e Sal”, do grupo Palavra Cantada. Qual a sua relação com música para crianças?</strong><br />
Eu sempre gostei muito do grupo Rumo, que é da Ná Ozzetti e do Luiz Tatit. Era um grupo que estudava a melodia da fala. Daí surgiu o Palavra Cantada, do Paulo Tatit [e Sandra Peres], que também trabalha com isto. Eu lembro que eu fiquei louca quando eu ouvi o disco do Rumo pela primeira vez. Eu tinha uns 13 ou 14 anos e achei aquilo a coisa mais genial do mundo. E, na verdade, eu sempre tive vontade de fazer música para crianças, e acabou sendo tema do meu TCC [Tulipa se formou em Comunicação em Multimeios na PUC-SP]. O nome do projeto era “A Lenda do Rio Verde e Outras Brincadeiras”. Rio Verde é o nome do rio que passa em São Lourenço (MG), onde fui criada. E o TCC foi 12 músicas para crianças, incluindo essa lenda do rio. E fiquei muito tempo estudando o que é, como fazer, como seria um projeto gráfico de música para crianças. Tudo isso sempre me interessou muito. Além disso, antes de eu largar a Comunicação, eu trabalhei num projeto que criou o museu de cantigas de ninar do Auditório do Ibirapuera, chamado <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/home_acalanto.aspx">Acervo Acalantos</a>. Tem um acervo lindo com cantigas de ninar do mundo inteiro. Então sempre foi uma coisa que me despertou muito interesse. “Bolacha de Água e Sal” é uma música que eu sempre escolho quando estou discotecando em algum lugar. E já virou até uma brincadeira entre amigos. O Dudu Tsuda, por exemplo, quando tá discotecando e eu chego no lugar, ele põe essa música [risos].</p>
<p><strong>Você participa do Novos Paulistas [junto a Tiê, Tatá Aeroplano, Dudu Tsuda e Thiago Pethit]. Tem também uma música sua no projeto Geração SP, que reúne novos nomes da cena musical paulistana. Como você vê esse novo grupo na música de São Paulo? Acha que a é algo natural?</strong><br />
No meio do ano passado, um antropólogo americano estava fazendo uma pesquisa sobre a música brasileira e me ligou perguntando se ele podia me entrevistar. Achei engraçado porque eu não tinha nem disco. Perguntei: “Como você chegou até mim?”. E ele disse que chegou ao Brasil, pegou o Guia da Folha e chamou todas as pessoas que estavam no Guia. Então, eu não vejo a gente como um movimento, nem nada. É um momento dentro da história e da linha do tempo na música em São Paulo. Realmente, se você abrir um guia cultural dessa semana, vai estar toda essa galera que tá fazendo música aqui em São Paulo: Tiê, Tatá Aeroplano, Juliana Kehl, Luísa Maita, Karina Buhr&#8230; São pessoas que estão fazendo shows em São Paulo hoje, assim como tinha a galera dos anos 90. O que eu acho que tem hoje de diferente é que essas pessoas vivem em um universo colaborativo muito grande. Por mais que nossas músicas sejam diferentes, nós já fizemos shows juntos, somos todos amigos. Nossos músicos tocam nas bandas uns dos outros, e acaba tendo uma troca de figurinha muito grande.</p>
<p><strong>A impressão de quem vê de fora é de que existem “panelinhas” na música. Você vê assim?</strong><br />
Eu não vejo, não. Apesar de eu vir de uma panelinha, já que fiz faculdade com o Dudu Tsuda e conheci o Tatá Aeroplano na mesma época. Daí eu apresentei o Dudu pro Tatá, e o Dudu me apresentou pra Tié, e por aí vai. Então tem essa coisa de círculo de amigos, mas que se encontram no cinema antes de pensar em fazer música. E tem encontros também que foram musicais. A Andreia Dias, por exemplo, é amiga porque meu irmão era da banda Dona Zica com ela. E eu percebo que o que tá rolando aqui tem uma conexão com o Rio de Janeiro também. E com Recife, Belo Horizonte&#8230; Então é um momento de movimento na música. Não existe uma preocupação estética de um coletivo, mas tem esse caráter colaborativo, que também não é uma coisa pensada, é completamente natural. Pode ser uma “panela”, mas é uma “panela” sem tampa, sabe? Que pode entrar mais gente a hora que quiser.</p>
<p><strong>Quando você abriu o show do Otto, no Circo Voador (Rio de Janeiro – RJ), O Globo fez uma resenha sobre o show, mas falou basicamente de você. Sobre o Otto, tinha um parágrafo só no final. Como foi tocar no Rio?</strong><br />
Foi muito bom ter feito este show no Rio, logo depois do show no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, onde eu lancei o disco [Efêmera]. Eu acho que o disco disparou muito rápido, as pessoas lá no Rio já estavam ligadas no disco. E tem gente carioca participando dele: tem o Duani, que é do grupo Forróçacana e é um popstar no Rio, tem o Stephan San Juan, baterista da Orquestra Imperial e da Vanessa da Mata, e tem o Donatinho, que é o filho do João Donato. Então, o disco já havia chegado lá e, pra melhorar, eu cheguei com músicos cariocas. Por eu ter crescido em Minas Gerais, acho que meu som não é totalmente paulistano, embora eu seja filha de um cara da Vanguarda Paulistana [Luiz Chagas], guitarrista do Itamar Assumpção. Antes do show, o Donatinho e o Duani falaram pra mim: “Olha, o Circo Voador é difícil, o Rio é difícil. Não fica nervosa. Se você achar que a galera ta meio blasé, vira pra gente e vamos fazer um som a gente mesmo e se divertir. Não se preocupa”. O Duani ainda combinou comigo que a banda ia começar fazendo uma introdução grande e quando a galera tivesse mais perto do palco, eu ia entrar cantando. Mas quando eu entrei, todo mundo já tava cantando junto. E a gente ficava se olhando durante o show, impressionados, não esperávamos que isso fosse acontecer. Surpreendeu a gente mesmo, e foi um show totalmente quente e delicioso, com uma recepção linda. Então eu não entendo essa coisa que falam que o público carioca é frio e blasé.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4001" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/meu-nome-e-tulipa/attachment/tulipa-3/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4001 colorbox-3997" title="tulipa 3" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/tulipa-3-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Você diz que sua música é um “pop florestal”. O que é isso?</strong><br />
Acho que tem muito a ver com esse negócio de eu ter vindo de Minas e estar fazendo show aqui em São Paulo. Esse encontro da natureza com o concreto, do Clube da Esquina com a Vanguarda Paulistana, do chá com a coca-cola, e todos esses duplos. Meu som é violão e guitarra, é a natureza e a cidade juntas, é um cross-fade entre essas duas coisas. Mas é também uma brincadeira, porque é muito engraçada essa coisa de escolha de gênero. Um dia desses, eu tava vendo uma entrevista de 1965 com o Gilberto Gil, e perguntaram se ele era folk. Em 65, o cara já tava com preguiça de responder que gênero ele tocava. E é muito louco, porque você pode acordar um dia querendo fazer música caipira, e ao meio dia você é folk, às duas da tarde você acha que é forró e à noite você tá fazendo rock, entendeu? Então o pop florestal é a mistura de tudo isso. É forró, é baião, é rock, é música eletrônica e é meio que eu tirando um barato com todos esses gêneros. É uma porta de entrada: que entrem os gêneros todos.</p>
<p><strong>Você lançou o disco, e fizeram várias resenhas sobre ele. Você lê todas? Você disse que acha difícil definir um gênero pra você, como você encara as formas como te definem na mídia?</strong><br />
Eu leio muito, sou super ligada nas coisas que saem e sou ativa nas redes sociais, estou sempre por dentro de tudo. É engraçado, você faz o seu trabalho, e cada pessoa vai decupar da sua maneira. Existe uma necessidade de comparar para conseguir definir. Então, “ah, parece Gal Costa, lembra Tropicália”. As pessoas precisam disso para poder entender. E a gente é um desdobramento de um monte de coisa, como a Gal é um desdobramento de um monte de coisa e a Carmem Miranda também. Só o Adão e a Eva saíram do zero, o resto é tudo um desdobramento. Eu acho sensacional ler as coisas que as pessoas escrevem. Tem um cara do Sul, eu acho, que escreveu que eu era uma “sereia boêmia”. Daí eu fiquei tentando imaginar o que seria isso e cheguei à conclusão de que metade pra baixo seria uma sereia, e metade pra cima seria a Rê Bordosa [personagem dos quadrinhos de Angeli] (risos). Então é bem divertido.<br />
<strong>Hoje em dia você vive só de música ou ainda faz ilustrações?</strong><br />
Faço as duas coisas. Antes, o desenho estava um pouquinho na frente, agora a música está saindo na frente, mas ainda trabalho com as duas coisas. Eu consegui parar de trabalhar em horário comercial com o jornalismo. Mas a gente tem sempre que se reinventar, porque não é nada fácil viver de música. Hoje, <a href="http://ateliedatulipa.tumblr.com">eu tenho um ateliê virtual</a>, por onde vendo meus desenhos. Acabei de fazer também a capa do disco de uma banda, que chama Esquema P, e deve sair no próximo semestre.</p>
<p><strong>Você toca com seu pai e com seu irmão. Como é essa relação?</strong><br />
É bem tranquila, eles são meus professores. Eu cresci ouvindo os mesmos discos que o Gustavo, então nossas referências são muito parecidas. Os discos eram todos do meu pai. Então a gente curte o mesmo tipo de som, e eles são os meus mestres. Fica mais divertido do que qualquer outra coisa. A gente gosta de estar junto, fazendo música. Independente de sermos uma família, nós somos pessoas que gostam de coisas parecidas e se encontraram musicalmente.</p>
<p><strong>E planos futuros?</strong><br />
Olha, eu tenho música pra vários discos. Mas disco novo eu vou pensar direito só no próximo ano. “Efêmera” tem só poucos meses de vida. Eu quero fazer muitos shows do disco ainda e tocar muita música nova antes de gravar.</p>
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		<title>No mais: vida de artistas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Talento vezes cinco, esta é a composição do projeto musical 5 a seco que leva ao palco do Auditório Ibirapuera, esta sexta, e ao Teatro Rival, dia 28, grandes compositores paulistas com 20 e poucos anos</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-3885" href="http://vitroleiros.org/shows/5-a-seco-dani-black-vinicius-calderoni-to-brandileone-pedro-alterio-pedro-viafora/attachment/5_02/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3885 colorbox-3883" title="5_02" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/5_02.jpg" alt="" width="430" height="288" /></a></p>
<p>“Acho que só o Pedro Altério que não faz direito&#8230; eu, o Pedro Viáfora e o Tó <em>[Brandileone]</em> nos  viramos. O Dani <em>[Black]</em> é melhor tecnicamente”, comenta Vinicius Calderoni, um dos cantores, violonistas e compositores do projeto <a href="http://www.myspace.com/cincoaseco"><strong>5 a seco</strong></a> sobre seus parceiros. “Pode por isso aí, vou adorar”, completa Dani Black. Na brincadeira os dois não falam sobre o motivo que os une a trabalho numa quarta a noite, mas sobre os<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MFQnWQbv4FA"> passes de futebol que gravaram para o vídeo-convite do show</a> que vão apresentar esta sexta-feira no <a href="http://http://www.auditorioibirapuera.com.br/detalhe_eventos.aspx?id=557">Auditório Ibirapuera</a>, com ingressos já esgotados. Risadas a parte, quando o assunto é música, eles se levam a sério e a admiração tem um pelo outro é o principal motor do projeto que eles formam.</p>
<p>São brincalhões, até porque ainda são novos. Na faixa dos vinte e poucos anos, eles levam uma leveza surpreendente ao palco. Apesar da pouca idade, apresentam talento já maduro, criatividade, apuro técnico e levam com seriedade a carreira. Tocam com sintonia no olhar e nas risadas. Ao mesmo tempo, são quase perfeccionistas e coordenam tudo com cuidado. Meio moleques, meio gente grande sabendo o que faz.</p>
<p><a href="http://www.viniciuscalderoni.com.br">Vinicius </a>e <a href="http://www.myspace.com/tobrandileone">Tó </a>se conheceram no colégio. Tó conheceu <a href="http://www.myspace.com/daniblacksom">Dani </a>depois, que já conhecia <a href="http://www.myspace.com/pedroalterio">Pedro Altério</a> e <a href="http://www.myspace.com/pedroviafora">Pedro Viáfora</a>. De uma apresentação a outra, tornaram-se amigos e parceiros. “Todo mundo se admirava e gostava, muitos já eram parceiros quando, no final de 2008, aconteceu um convite para todos menos eu se apresentarem num bar na <em>[rua]</em> Melo Alves.” Vinicius conta rindo que sentiu dor de cotovelo e encontrou na sugestão do projeto uma forma de “vingar-se”.</p>
<p>A primeira ideia já veio sem protagonismo, tendo os cinco cantores, violonistas e compositores o mesmo papel. “São amigos que fazem a mesma coisa e tem um trabalho anterior”, resume Vinicius. Eles também tocam outros instrumentos nas apresentações, para criar uma “sonoridade autossuficiente, que possa se bastar”. “Autossuficiência, economia, daí vem essa ideia do 5 a seco, que também tem a brincadeira com a lavanderia”, conta.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-3884" href="http://vitroleiros.org/shows/5-a-seco-dani-black-vinicius-calderoni-to-brandileone-pedro-alterio-pedro-viafora/attachment/5_01/"><img class="alignleft size-medium wp-image-3884 colorbox-3883" title="5_01" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/5_01-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O que começou com caráter esporádico para somente alguns shows ganhou público e demanda. “A gente cortou alguns caminhos e usou o que já estava solidificado no trabalho de cada um”, explica Vinicius. “A medida que deu certo e fomos chamados para mais shows, começamos a criar uma sonoridade própria.” Esta sonoridade específica do conjunto tornou-se marca, ao lado da presença de palco. O palco, por sinal, não é só uma plataforma para apresentação, mas onde tornam-se quase atores e praticamente dançam ao tocar. “Desde o começo tem uma ideia cênica do show. Nós mesmos trocamos os instrumentos e fazemos um pouco de contrarregragem, e tem uma questão de criar pequenas cenas, criar movimento”, conta. Para ele, esta organização teatral serve para que não seja um “simples amontoado de canções”.</p>
<p>Para o palco do Auditório Ibirapuera, espaço para 800 espectadores, o 5 a seco cresceu. “A primeira coisa que a gente fez foi ter uma voz de comando, sempre as coisas foram decididas  conjuntamente”, explica Vinicius. “Já tínhamos nossa estrutura que era a Isabel <em>[Sachs]</em>, nossa produtora, junto com as assistentes <em>[de produção]</em> Renata Cavalcanti e Marcela Katzin,  o engenheiro de som Adonias Souza Jr. e o iluminador Pedro Altman. Agora trouxemos o Rafael <em>[Gomes]</em> para dirigir, junto dele veio a Monica Palazzo, diretora de arte que sempre trabalhou com cinema, e a Mari Leone, figurinista.” A equipe cuida de detalhes preciosos, como lembra Dani Black: “Pelo fato do show ser cru, os poucos elementos ganham grande valor”.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-3890" href="http://vitroleiros.org/shows/5-a-seco-dani-black-vinicius-calderoni-to-brandileone-pedro-alterio-pedro-viafora/attachment/5_03/"><img class="alignright size-medium wp-image-3890 colorbox-3883" title="5_03" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/5_03-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Com o tempo o som também cresceu e ganhou mais instrumentos. Um integrante soma à canção do outro e surgem detalhes novos. “A gente começa a ter ideias de arranjo e não é muito instrumentista, então a gente vai achando soluções para achar texturas”, conta Dani Black. Vinicius exemplifica: “O Tó toca acordeão? Não é acordeonista. Toca clarinete, mas não é clarinetista. A gente sabe se virar, criar alguma coisa para aquela canção. Tocar com a competência necessária para somar”. Da percussão à panelinha de água, Vinicius conta que “isso ajuda a nos desenvolver musicalmente, engrossar nossa sensibilidade.”.</p>
<p>A identidade de grupo que criaram deve-se muito ao respeito profissional que um tem com o outro. Eles se tratam com seriedade e reconhecem que trocam figurinhas. “Da minha parte, sempre vi o 5 a seco agregando mais quatro caras que individualmente me interessavam, eu gostava, me entendiam e me alimentavam”, afirma Dani. O Tó concorda: “É a hora em que eu me alimento da influência desses quatro caras maravilhosos tanto como compositores, quanto como amigos”.</p>
<p>E nenhum deles quer deixar a empreitada pessoal. Dani Black acaba de terminar seu disco, Vinicius está pré-produzindo o segundo, Tó Brandileone já está terminando também seu segundo e o Pedro Altério e o Pedro Viáfora estão começando seus trabalhos. Juntar a agenda de cinco músicos ocupados com seus projetos pessoais, que vão além da música, é a complicada tarefa da produtora. Se eles sabem como lidar com tanta coisa? “A gente ainda tá descobrindo”, Vinicius tenta explicar. “Não dá para se seguir caminhos já estabelecidos. Todo artista é um pouco bandeirante do bem, capinando sua própria estrada.” Já Tó Brandileone vê as coisas também do lado prático e com simplicidade. “É só combinarmos tudo com antecedência. A gente é muito amigo, se respeita muito. Não tem nenhum galho”, conta.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-3891" href="http://vitroleiros.org/shows/5-a-seco-dani-black-vinicius-calderoni-to-brandileone-pedro-alterio-pedro-viafora/attachment/5_04/"><img class="alignleft size-full wp-image-3891 colorbox-3883" title="5_04" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/09/5_04.jpg" alt="" width="336" height="223" /></a>Mas agora é temporada de 5 a seco. Depois do show esta sexta-feira no Auditório Ibirapuera, os meninos vão tocar dia 15 de setembro num show da <a href="http://www2.uol.com.br/luizapossi">Luiza Possi</a> (Teatro Bradesco, São Paulo). <strong>Dia 28 eles viajam para o Rio de Janeiro e se apresentarem no <a href="http://http://www.rivalpetrobras.com.br/">Teatro Rival</a></strong>. “Depois de um ano de shows, sinto que é hora de correr com o 5 a seco com força total; tanto do ponto de vista artístico quanto comercial”, instiga Tó. Mas os cinco ainda não estão acostumados com a resposta positiva do público. Pergunto como é desde que estouraram: “Não sinto que estourou ainda&#8230;.”, medita Vinicius. Porque, claro, <a href="http://http://www.youtube.com/watch?v=3ZOPZKhDmRw">vídeo com mais de 13 mil visualizações</a> e lotar o Auditório Ibirapuera com uma semana de antecedência é comum. Além de talentosos, são humildes e pé no chão. Pensando bem, eles já chegaram lá.</p>
<blockquote><p><strong>+Mais: </strong><em>É uma banda? Não tem CD? Já viu eles no YouTube? Se inspirou com alguma letra? Pra vocês, um pouco mais do 5 a seco.</em></p></blockquote>
<p><strong>Começou como um projeto, hoje em dia vocês arriscam me dizer que são uma banda?</strong><br />
<strong> Vinicius:</strong> Eu digo projeto porque como cada um de nós tem uma carreira solo e vai continuar tendo. Na verdade essa é a força do projeto: a força do trabalho pessoal e a força específica desta junção. A questão de chamar de projeto ou banda muda um pouco a medida que o 5 a seco ganhou muito espaço nas nossas vidas. O tempo de dedicação e espaço que está ocupando nas nossas vidas é comparável a uma banda, não é um absurdo chamar por este prisma, mas eu prefiro projeto pelo caráter de ser um caminho paralelo da identidade de cada um.</p>
<p><strong>Pretendem gravar um álbum como 5 a seco?<br />
Vinicius: </strong>Com certeza,<em> [mas] </em>tem duas questões que impedem que seja tão imediatamente. Uma é as carreiras pessoais de cada um e também acho que o disco deveria ter muitas canções inéditas compostas especialmente. Deveria haver uma ideia, um trabalho focado. No ano que vem começa a ser uma coisa mais certa.</p>
<p><strong>E, tendo toda essa característica de palco, pensam em gravar DVD?<br />
Vinicius:</strong> Sim, estamos pensando, algo talvez próximo ao disco, conjugado. O disco é diferente, e o show nasceu no palco, é feito para ser visto.</p>
<p><strong>E como é esta exposição do projeto pelos vídeos no YouTube? Foi a grande janela para vocês, né?<br />
Vinicius:</strong> Uma coisa que tem desde o começo são os vídeo-convites. Criou-se uma demanda e a gente fez para todas as temporadas. A gente adora. O primeiro vídeo da primeira temporada a gente fez na casa do Tó. É um super despretensioso da gente tocando em casa.<br />
<strong> Dani:</strong> Já deu uma volta legal do público, acho que aproxima as pessoas. Quanto mais próximo você tá de quem se interessa por você passa a existir uma conversa. E ninguém tá aqui para tá no palco e olhar de cima a plateia, mas olhar da mesma altura, é uma conversa mesmo.<br />
<strong> Vinicius:</strong> E todos os vídeos convites tem uma de colocar a gente numas situações cotidianas, corriqueiras, que no final das contas tira um pouco essa ideia que, não sei se ainda paira, do artista como um cara inatingível.<br />
<strong> Dani:</strong> Nós somos vocês, nós somos mais um da nossa geração, só que fazendo música, fazendo a nossa arte. Pelo menos era o que eu pensava em passar <em>[risos]</em>. Você concorda com isso?<em> [Risos]</em><br />
<strong> Vinicius: </strong>Acho que nem é tão pensado racionalmente, mas claramente tem esse peso&#8230;<br />
<strong> Dani: </strong>Claramente tem essa leveza.</p>
<p><strong>Ao Tó Brandileone: queria perguntar um pouco das composições. Algumas delas falam de relacionamentos, mas de uma forma muito próxima. O que te inspira? Do que você tira inspiração da vida real para compor uma canção?</strong><br />
<strong> Tó: </strong>O que me inspira é tudo o que respira. A cidade, pessoas e seus questionamentos, minha vida, a sua e a de todo mundo que passa por perto. Algumas das minhas músicas são desabafos, outras conclusões, conselhos, outras só literatura &#8211; ficção. Compor é uma loucura; um exercício solitário para vencer a solidão. É se sentir menos só. É ver que tem gente que sente as mesmas coisas que a gente. É se descobrir &#8211; e se mostrar. Sempre me perguntam o que é compor na minha visão cada vez eu respondo uma coisa, talvez eu não saiba mesmo a resposta.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/u41y7xU1OFs?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/u41y7xU1OFs?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O que você quer: clipe novo da Evora</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 23:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indie]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 29 de abril de 2010&#8230; Vitroleiros: Vai rolar o lançamento de um videoclipe? Evora: Sim, iremos gravar muito em breve o clipe de “Permita-se”. O projeto está bem encaminhado (&#8230;) Prometeram e aí está! O Clipe novo da &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/o-que-voce-quer-clipe-novo-da-evora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-3857" href="http://vitroleiros.org/musica/o-que-voce-quer-clipe-novo-da-evora/attachment/evora-2/"><img class="alignnone size-full wp-image-3857 colorbox-3837" title="EVORA" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/08/EVORA.jpg" alt="" width="550" height="330" /></a></p>
<p><a href="http://vitroleiros.org/musica/lancamentos/novo-ep-da-banda-evora/" target="_blank">No dia 29 de abril de 2010&#8230;</a></p>
<p><strong>Vitroleiros: Vai rolar o lançamento de um videoclipe?</strong></p>
<p><strong>Evora:</strong> Sim, iremos gravar muito em breve o clipe de <strong>“Permita-se”.</strong> O projeto está bem encaminhado (&#8230;)</p>
<p>Prometeram e aí está! O Clipe novo da <strong>Evora</strong>, do hit &#8220;Permita-se&#8221; (álbum “Ignore a Inércia”).</p>
<p>Para quem não lembra, a Evora é aquela banda mutio bem apessoada, de meninos lindos e talentosos que deixam seu ouvido assim, querendo escutar mais desse misto de rock e MPB que é o resultado do que costumamos chamar de <strong>personalidade</strong>.</p>
<p>Paulinho no vocal, Guima e Adriano nas guitarras, Dan na batera e voz e Rufles no baixo.</p>
<p>Dê o <strong>play</strong> e veja um clipe de trás para frente que vai deixar seus anseios <strong>rock &#8216;mpb</strong> de cabeça para baixo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="334" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oS_2N1iwmU4?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="334" src="http://www.youtube.com/v/oS_2N1iwmU4?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.evorarock.com.br/">Site oficial da Evora </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=296422">Comunidade no Orkut com novidades da banda </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/evorarock" target="_blank">@evorarock</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.fotolog.com.br/evorarock">Fotolog </a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://tramavirtual.uol.com.br/evora_rock">Trama Virtual</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.myspace.com/evorarock">Myspace </a></p>
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		<title>Andreia é que é mulher de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 12:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[andreia]]></category>
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		<category><![CDATA[trilogia da minha cabeça]]></category>
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		<category><![CDATA[Zeca Baleiro]]></category>

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		<description><![CDATA[A cantora Andreia Dias, aposta da MPB quando surgiu em 2007, aparece mais forte e intensa no segundo álbum de sua trilogia solo Por Érika Kokay e Jessica Grant Intensa, forte, repentina, imprevisível, teatral e talvez até exagerada, no bom &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/andreia-dias-mpb-vol-2-intensa-teatra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>A cantora Andreia Dias, aposta da MPB quando surgiu em 2007, aparece mais forte e intensa no segundo álbum de sua trilogia solo</em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Por Érika Kokay e Jessica Grant</p>
<p>Intensa, forte, repentina, imprevisível, teatral e talvez até exagerada, no bom sentido. Esta é Andreia Dias, em cima e atrás dos palcos. A cantora de 37 anos lançou em 2010 seu segundo álbum solo, intitulado <em>Vol. 2</em>, continuação de uma trilogia bem particular – tanto no sentido de única, quanto no sentido de pessoal. Sucessor do <em>Vol. 1</em>, lançado em 2007, o disco traz participações de músicos como Zeca Baleiro e Arrigo Barnabé.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-3686" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/andreia-dias-mpb-vol-2-intensa-teatra/attachment/andreia_dias_by_gabriel_wickbold_0212/"><img class="alignleft size-large wp-image-3686 colorbox-3685" title="Andreia_Dias_by_Gabriel_Wickbold_0212" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/08/Andreia_Dias_by_Gabriel_Wickbold_0212-1024x1024.jpg" alt="" width="294" height="294" /></a>A teatralidade, este aspecto praticamente ficcional da Andreia, transborda a música para dentro da vida real. A história desta paulistana é repetida em tudo quanto é lugar que aparece. O blablablá de sempre tem razão de ser: sua história parece explicar sua música (ou seria o contrário?). Saiu de casa ainda menor de idade, contrariada pelos pais evangélicos linha-dura que não aceitavam uma filha roqueira. Depois de passar por Ubatuba, foi para o Rio de Janeiro, onde passou fome e conheceu Seu Jorge, então morador de rua. Os dois montaram a Farofa Carioca, banda de qual Andreia saiu logo depois de alguns shows. Um tempo depois, voltou para São Paulo e engatou o grupo DonaZica, com Iara Rennó, sua parceira na música até hoje.</p>
<p>Mas é ainda de muitos outros casos que Andreia é feita. Além das bandas citadas e de algumas outras de que já participou, ela já construiu um bom caminho como cantora solo. Tida como uma aposta da MPB em seu primeiro projeto solo, a artista voltou mais roqueira e densa depois destes três anos. Mais intensa e caótica, a ponto de cantar sem pudor os versos de sua canção “Mulher”: “Feiticeira encurralada/Que a Santa Igreja assou/Fêmea excomungada/Que até o inferno voou”. Andreia confessou, inclusive, ter se inspirado na música “Ave Dor Maria”, de Tom Zé, para escrevê-la.</p>
<p>Sua ideia é lançar um terceiro álbum no próximo ano, finalizando a trilogia. Com composição mais madura, ela própria reconhece que mudou ao longo das gravações: “<em>[O final da trilogia]</em> será a conclusão de uma fase existencial intensa e de grande amadurecimento”. Para quem quiser conferir, as músicas estão disponíveis no<a href="http://www.andreiadias.com.br"> seu site</a> e, abaixo, um pouco mais desta forte voz da música contemporânea brasileira.</p>
<p><strong>Teu álbum traz um aspecto teatral quase circense tanto na força da interpretação quanto na combinação de alguns elementos sonoros. Por quê? Qual foi o objetivo?</strong><br />
Porque minha vida é um teatro e sou uma palhaça. Tudo muito natural, nada calculado.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-3687" href="http://vitroleiros.org/musica/mpb/andreia-dias-mpb-vol-2-intensa-teatra/attachment/andreia_dias_by_gabriel_wickbold_02061_edited-1-web/"><img class="alignleft size-medium wp-image-3687 colorbox-3685" title="Andreia_Dias_by_Gabriel_Wickbold_02061_edited-1 WEB" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2010/08/Andreia_Dias_by_Gabriel_Wickbold_02061_edited-1-WEB-300x300.jpg" alt="" width="210" height="210" /></a>Apesar de parecer muito “teatral”, teu CD soa bem autobiográfico. Esta mistura foi proposital? O que tem da sua história lá? Qual é tua relação com esta exposição pessoal das canções?</strong><br />
Minha vida é um CD aberto. Minha relação com essa exposição? Pornográfica, quase incestuosa.</p>
<p><strong>Qual é a diferença na Andreia do <em>Vol. 1 </em>para o <em>Vol. 2</em>? O visual está mais escuro, mais pesado, mas o que mudou em você e na sua música na sua opinião?</strong><br />
A essência é a mesma. O visual reflete a sonoridade, e a sonoridade reflete meu estado de espírito, que anda mais contestador e antenado.</p>
<p><strong>E quando vem o <em>Vol.3</em>? Já tem as músicas? Como imagina que será o álbum?</strong><br />
Julho do ano que vem fecho a trilogia. O <em>Vol. 3</em> está composto e vamos começar a gravar em breve. Será a conclusão de uma fase existencial intensa e de grande amadurecimento, tanto nas relações pessoais como no processo de individuação.</p>
<p><strong>Você também fez e faz parte de outras bandas. Como você lida sua carreira solo paralela aos outros grupos que participa?</strong><br />
Todas as bandas que toco e toquei estão paradas no momento,  nunca tive problemas em conciliar carreira solo e bandas, tenho tempo livre, disposição e muito tesão no que faço. Com jogo de cintura vou levando</p>
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