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	<title>VITROLEIROS &#187; Metal</title>
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	<description>música por e para quem não vive sem</description>
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		<title>FAITH NO MORE NO BRASIL EM OUTUBRO? OMFG</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 15:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O portal chileno LaTercera.com disse essa semana que existe a grande possibilidade do quinteto que mistura metal, rap, funk e rock progressivo, Faith No More, passar pelo Brasil em outubro.  OI? Pirei horrores. É que, segundo o portal, uma possível tour na Ásia, &#8230; <a href="http://vitroleiros.org/geral/faith-no-more-no-brasil-em-outubro-omfg/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/05/1997band.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-914 colorbox-913" title="1997band" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/05/1997band.jpg" alt="1997band" width="579" height="389" /></a></p>
<p>O portal chileno <a href="http://www.latercera.com/contenido/724_128061_9.shtml">LaTercera.com </a>disse essa semana que existe a grande possibilidade do quinteto que mistura metal, rap, funk e rock progressivo, <em>Faith No More</em>, passar pelo Brasil em outubro.  <strong><span style="text-decoration: line-through;">OI? Pirei horrores.</span></strong></p>
<p>É que, segundo o portal, uma possível tour na Ásia, um novo álbum e uma turnê na América do Norte têm sido temas discutidos frequentemente em fóruns de sites de rock, e, embora nada disso seja de fato novidade,  há  a possibilidade  efetiva de um regresso do FNM à América do Sul,<strong><em>The Second Coming 2009 tour </em></strong>- já que os representantes do conjunto estão de olho num negócio com produtores sul-americanos que trariam para Brasil, Argentina e Chile, a partir de Outubro, <strong>Mike Patton, Mike Bourdin, Roddy Bottum, Bill Gould e John Hudson</strong> &#8211; a mesma formação de quando se separaram, em 1998. </p>
<blockquote><p>O acordo para a turnê sul-americana faz parte da ação independente que a banda decidiu retomou em seu plano de retorno. &#8220;Não haverá equipe de marketing, relações públicas, empresas ou agências&#8221;, informou a banda através do seu site oficial para descrever o reencontro, que, inicialmente, só contém uma série de shows na Europa.</p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://www.latercera.com/contenido/724_128061_9.shtml">Faith No More prepara gira por Sudamérica que incluye show en Santiago</a></em></p>
</blockquote>
<p>No entanto, até agora, as únicas datas formalizadas são as do tour europeu &#8211; que começa em Londres no dia dez de junho e segue até agosto, passando por <strong>Suíça, Itália, Alemanha, Áustria, Noruega, Suécia, Holanda, Bélgica e França</strong>.</p>
<p>Não custa sonhar, né?</p>
<p>(via @<a href="http://twitter.com/pittyleone">pittyleone</a>)</p>
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		<title>Paranoid</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 01:21:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-571 alignleft colorbox-570" title="black_sabbath_black_and_white" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/03/black_sabbath_black_and_white.jpg" alt="black_sabbath_black_and_white" width="322" height="438" /></p>
<p>Estava eu secando o cabelo pra poder ir dormir (é, amigos, não durmam com seus cabelos gigantes molhados, sério!) quando, de repente, me vieram à cabeça os acordes de <em>Paranoid</em>. É, os primeiros e repetidos acordes do riff que preenche a música toda. Enfim, eu não sei por que cargas d’água me lembrei de <em>Paranoid</em> àquela altura, mas lembrei. E aí, (o melhor de tudo!) eu me fiz apenas uma pergunta: “Por que diabos eu havia me esquecido disso?”. E continuei cantarolando a música e competindo, no quesito “pior barulho”, com o ruído do secador.<br />
Quer dizer, quando eu digo “esqueci”, não quer dizer que eu tenha me esquecido completamente. Se pegar a Neguinha ali no quarto e gastar algum tempinho nela, certamente eu lembro como tocá-la inteirinha de novo. E de novo. É simples, até. Mas a questão não é essa. A questão é: <strong>onde foi que eu deixei meu lado rocker</strong>? Sim! Fez todo o sentido pensar nisso agora.<br />
Eu era pequena e a minha casa era cheia de fitas dos meus pais. Infestada de Beatles, Rolling Stones, Raul Seixas, Pink Floyd, BeeGees, Abba, Queen, um monte de coisa boa &#8211; e bizarra também  (tinha umas fitas do Zezé de Camargo, mas essas a gente abafa!). Eu pirava no Raulzito, mas eventualmente também saia bradando por aí “We don’t need no education&#8230; We don’t need no thought control”. Porra, aprendi a falar inglês cantando, isso você pode perguntar pra qualquer um que me conheceu nova. E pode confirmar me ouvindo cantar por dois segundos e falando por dez. Eu ainda sou muito melhor no inglês cantado. Mas divago.</p>
<p>Eis que eu, ainda pequena, já era uma garota do rock. Tinha lá meus vinis da Xuxa, da Angélica, da Mara Maravilha, da Eliana, do Fofão, mas nunca fui muito da turma dos dedinhos. A única coisa que eu curtia de verdade além do Raul e daqueles caras que começavam a música com um puta som de avião fudido e moedas caindo era<span style="text-decoration: line-through;"> Zezé de Camargo </span>um vinil  do Vinícius de Moraes e do Toquinho. As fitas deram lugar a um CD player e eu, então lá pelos dez anos, ouvia Miucha, Tom Jobim, Chico Buarque&#8230; Mas preferia o Cazuza, Mamonas Assassinas, Raul, mais Raul, Raul de novo.  Ouvia muita coisa quem nem sabia o que era, CDs loucos de rock que meu pai trazia e eu ouvia sem nem querer saber o que era, só querendo mesmo mais.<br />
Foi assim que um dia meu pai chegou com um DVD player, quando isso não era nem comum. Tudo bem, ele trabalha com audiovisual, extremamente aceitável ter um treco desse em casa. Eu não via sentido naquele aparelho, afinal, <em>O Rei Leão</em>, que era meu vídeo favorito (shame on me, eu chorava com esse filme!) só funcionava no meu pré-histórico videocassete. Não foi difícil, no entanto, fazer com que o DVD passasse a fazer todo o sentido do mundo. Isso porque, junto com ele, meu pai criou uma coleção de clássicos duca. Elvis, Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, Santana, Police&#8230; E, dentre os vários disquinhos, lá estava ele, o glorioso. Não tinha nome, ele mesmo havia gravado. Cheia de clipes antigassos de fazerem qualquer um mijar de rir. Eu ria. Até que dei de cara com um canhoto féladaputa. Ele segurava uma guitarra  preta, chifrudinha, com cruzes nas casas. O cara era animal. E eu nem vou comentar minha reação diante do Ozzy gritando “Can you help me? Occupy my brain? Oh, yeaaaah”. É desnecessário descrever isso pra qualquer um que já teve uma mínima paixão por <em>Black Sabbath</em>. Pra quem não teve, é simplesmente indescritível, desculpe. Enfim, eu assistia àquilo várias vezes. Incansavelmente. Eu devorava Paranoid. Daí <span style="text-decoration: line-through;">vieram as más influências, a vontade de integração, a Sandy e o Júnior gritando “vamo pulá!” e </span>eu passei por uma fase negra chamada pré-adolescência, que nem comentarei aqui.<br />
Um dia, exorcizadas essas minhas crises de pré-adolescente, decidi que aprenderia a tocar. Não queria um violão, queria uma guitarra. “Violão não é rock’n’roll”, minha inocência dizia. Coisas de menina. Caminhando pela Teodoro Sampaio, cabelos castanhos abaixo da cintura com suas pontas rosa-pink, sainha de sarja, regatinha roxa-halloween, olhos exageradamente contornados com o lápis preto, coturnão com cara de all-star, eu me deparei com ela. A <em><strong>Neguinha</strong></em>. Uma Epiphone SG Signature do Tony Iommi. Ninguém menos que o cara mais féladaputa do mundo. O cara que eu mais admirava. Um dos guitarristas mais fodas que eu já ouvi. Lá estava a guitarra toda pretinha, com as cruzinhas brancas gravadas nas casas e um preço que minha mãe certamente não pagaria – já que era suficiente pra comprar, no mínimo, 4 guitarras “normais”. Carinha de “por favor”, súplicas infinitas, um mimimi com a minha mãe – que tinha esperanças de que eu fosse aprender música pra tocar na igreja (hahaha!) – tentando explicar que aquela guitarra não significava nenhum pacto com o demo, <em>pelo menos nenhum pacto meu</em>.<br />
Agora a Neguinha vive pedurada, dentro de sua bag, na lateral do guarda-roupas. No meu player não há nem sinal de algo parecido com Black Sabbath. A última vez que toquei Paranoid, gloriosa e perfeitamente, foi há incontáveis anos, numa banda só de meninas, “noite do Metal” lá no conservatório.  Eu cresci e mudei pra caralho. Todo mundo muda. Eu não sou nem de longe xiita como eu era. Não. Já não brado Wasted Years por aí. Não consigo mais pensar em Sonata Arctica como a trilha sonora da minha vida (é, eu já pensei nisso!). Eu ouço Luiz Melodia, Mart’nália, eu morro por um bom samba hoje em dia. Mas não é que – eu descobri hoje – eu ainda gosto do bom e velho rock’n’roll? Tem mais, inclusive – eu acho que é isso que está faltando. Está faltando rock’n’roll na minha vida. Está faltando rock’n’roll no mundo, na atualidade. Já não se faz mais música como antigamente. Pelo menos eu acho que não. E eu tenho dó de quem nasce e não tem a chance de ouvir as coisas que eu ouvia. O Raulzito. Pink Floyd. Sabbath. Ozzy em toda sua glória. Não, hoje em dia eu não vejo nada disso por aí&#8230; Não há mais rock&#8217;n'roll como o de antigamente.</p>
<p>Mas quem tiver sugestões pra me provar o contrário, to aceitando. O que eu quero mesmo é agitar essa minha vida. Quem sabe eu não descubro a esperança pra contá-la pros meus filhos?</p>
<p>Enquanto isso, o clipe que me fez me apaixonar pela Neguinha:<br />
<object width="480" height="385" data="http://www.youtube.com/v/CBWcRMonvWA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/CBWcRMonvWA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Chama perp&#233;tua</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 15:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jason Becker]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="colorbox-199"  title="" style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" height="372" alt="" src="http://vitroleiros.org/wp-content/uploads/2009/01/folder2.jpg" width="375" border="0" /> </p>
<p>Estava logo me vangloriando sobre meus quatro anos de estudo musical (tsc tsc) e do fato de repudiar a mesmice do cenário do Heavy Metal e de suas tendências, justo porque eu sou um cara chato. Entretanto não significa, meus caros amigos, que não lhes apresentarei motivos para mergulhar de cabeça nesse peculiar mundo, bruto, mas rico em capacidades criativas.</p>
<p>A carreira de um certo grande guitarrista pode servir como um bom trampolim: me refiro ao californiano Jason Becker. Considerado do movimento neo-clássico (do qual sou um adepto considerável, embora cauteloso), sua música apresenta algo que talvez apenas Bach e Debussy antes dele, no contexto classicista, tiveram em suas obras: uma boa e saudável dose de culhões! Há inovações aqui meu caro: há aquelas dissonâncias tão próprias ao espiríto humano, a composição de um obra de arte que te fala em seu interior, sem assim perder a exuberância da violência e da energia rebelde.</p>
<p>No fim das contas, acho que quem é tão virtuoso quanto quem vos fala (e eu imagino que sou o único dentre meus colegas que acha que, se sua música está ainda molhada detrás das orelhas, é porque ela precisa de mais notas) tem esse norte-americano no pantheon dos grandes músicos. E é sério: aos que ouvirem, imagino que ficarão com a sensação que teriam aqueles rednecks dos anos 50, com o surgimento do Rock depois daquele famoso encontro na encruzilhada, ao ouvir &quot;Rocket 88&quot;.</p>
<p>Mas sem demasiados exageros, há sim algo que possa desestimular em seu estilo: às vezes o experimentalismo toma as rédeas da guitarra de Becker e torna o esforço musical um pouco enfadonho em certos casos, ainda mais para quem não está acostumado. Justamente para estes, indico a obra do &quot;Cacophony&quot;, grupo em que Jason tocava na década de 80 e do qual pouco tenho ouvido e, acima de tudo, o &quot;Perpetual Burn&quot;, um energético ensaio instrumental (ouçam com especial carinho a música &quot;Air&quot;).</p>
<p>Jason Becker contraiu esclerose lateral amiotrófica (ou ALS) em 1990. A doença, com que convive até hoje, fez com que ele perdesse lentamente toda a movimentação corporal, excluindo as funções mentais e o movimento dos globos oculares.</p>
<p>E se um cara consegue compor uma obra como &quot;Perspective&quot; em tais condições, sem dúvida ele é merecedor de um espaço em seus gigabytes, garotos e garotas.</p>
<p>Hasta la vista</p>
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