Saiu a programação oficial do Planeta Terra Festival 2010

O Planeta Terra Festival está aí desde 2007. E desde então, trouxe muita gente boa de fora, mas apostou em muita gente daqui, também: Lily Allen, Tokyo Police Club, Cansei de Ser Sexy, Mallu Magalhães, Kaiser Chiefs, Iggy Pop, Jesus and Mary Chain, Curumin, Copacabana Club e muitos outros estão entre os nomes escalados pra fazer as caixas vibrarem mais forte.

Esse ano, o Festival acontece no dia 20 de novembro a partir das 13h, no Playcenter e apresentará os já conhecidos Main e Indie Stages. Os ingressos já estão esgotados desde a última semana.

Programação Oficial do Planeta Terra Festival 2010

Sonora Main Stage:
16:00 / 17:00 – Mombojó
17:30 / 18:30 – Novos paulistas
19:00 / 20:00 – Of Montreal
20:30 / 21:30 – Mika
22:00 / 23:00 – Phoenix
23:30 / 01:00 – Pavement
01:30 / 03:00 – Smashing Pumpkins

Gillette Hands Up o/ Indie Stage:
16:00 / 16:40 – República
17:00 / 18:00 – Hurtmold
18:30 / 19:30 – Holger
20:00 / 21:00 – Yeasayer
21:30 / 22:30 – Passion Pit
23:00 / 00:00 – Hot Chip
00:40 / 01:40 – Empire of the Sun
02:00 / 03:30 – Girl Talk 3rd band

Local: Playcenter
Endereço: Rua José Gomes Falcão, nº 20 – Barra Funda / São Paulo – SP

Nós já falamos sobre o Planeta Terra e outros festivais, como o SWU e o Natura Nós. Quer saber mais?

Para quem quiser conhecer melhor os participantes, a Terra Sonora já criou a rádio do Festival 2010

Feito com amor

Música não é o mote do festival LOVE2010, que contará com Shawn Mcdonald, Palavrantiga, Crombie, JudeAirplane e Hélvio Sodré no palco (veja o sorteio aqui)

Checklist LOVE2010, o festival: Música, ok. Cultura, ok. Cantor americano conhecido como destaque da festa, ok. Bandas reconhecidas e alternativas, ok. Banda nova e talentosa, ok. Um bom preletor, ok. Amor, muito amor, ok. Foi com base nesta ideia de levar não só música num evento musical, mas também amor, que a produtora Love7 e a ONG Amor é um Movimento começaram a planejar o festival de música feita por cristãos.

As letras e criatividade das bandas, conta o produtor e idealizador Rafael Amaral, é a ferramenta para levar o mote amor. “O maior objetivo é proporcionar o amor, para que as pessoas possam se interessar mais em ajudar o outro, deixando o egocentrismo de lado.”

O sentimento também se materializará. Na prática, um dos objetivos é levantar mais ou menos cinco reais por pessoa para doar em uma brinquedoteca nas aldeias Caiuás, Terenas e Guaranis no Mato Grosso, próximo ao Paraguai. “[É] para que crianças possam ter a oportunidade de brincar como um dia eu e você brincamos, mas também estaremos vinculados a ideia de que a [ONG] Visão Mundial terá um stand no local, mostrando locais onde é necessário alimentar o ser humano” Até o preletor, Fabrício Cunha, levará uma mensagem sobre… amor!

Sem show gospel
“Pensamos em pegar apenas bandas sem rótulo Gospel, mas que tinham músicas cristãs, com estilo alternativo e que pudessem transmitir verdadeiramente o amor sem a religião”, conta Rafael sobre a escolha do line-up. O cantor americano Shawn Mcdonald, que faz um estilo de música que transita entre o levemente folk e o pop alternativo, é a atração principal e o nome que fechará a noite.

Antes dele, ótimas bandas brasileiras que tem se destacado no cenário atual por conta da proposta não-gospel também subirão no palco. Crombie, Palavrantiga e JudeAirplane representam a MPB e o rock tupiniquim. Hélvio Sodré é o destaque solo do festival. Tanto ele, quanto Crombie e Palavrantiga foram destacados na revista Época desta semana como bandas do movimento reformista de cristãos contra a cultura gospel-mercantil. No palco a ordem será: Crombie, Hélvio, Jude e Palavrantiga. Este estilo de festival, de acordo com Rafael Amaral, é novo. “Acredito ser pioneiro nesta história de juntar bandas que não tem rótulos”, ele conta.

Vale a pena ir, vale a pena ver de novo
Rafael ainda não sabe a periodicidade do festival, mas pretende repeti-lo uma ou duas vezes ao ano. “Inclusive existe algumas pessoas em Brasília querendo levar o Festival para Setembro ou Novembro deste ano já”, adianta o organizador.

Para este sábado, as bandas prometem arrasar. Todos estão esperando viverem um momento especial. O cantor baiano que mora em Brasília, a capital do rock, desde a adolescência, Hélvio Sodré, vai direto ao ponto: “Coisa pra edificar a alma”. Marcos Almeida, vocalista do Palavrantiga, acreita que o show será o melhor de sua vida. “Uma noite intensa, viva e vibrante, cheia do que nos dá esperança e alegria!” Já o baterista da paulista Judeairplane, Israel Aono, lembra que estará tocando ao lado de grupos que são parte de sua influência musical. “Estamos muito animados em dividir o palco com todas as bandas. Tem muita gente boa”, diz.

Os portões abrirão às 13 horas e o festival durará até por volta das 21h45. Os ingressos custam a partir de 40 reais e, até o meio-dia desta quinta-feira, o Vitroleiros sorteará dois. Participe da promoção e, enquanto as músicas de amor não começam, conheça mais das bandas que estarão no line-up do LOVE2010.

Bate-papo
Confira parte das entrevistas que o Vitroleiros fez com os participantes do festival. E a maior temática: o que, afinal, tem a ver refletir sobre cristianismo e arte?

RAFAEL AMARAL, produtor do festival
Para você, o que é fazer arte enquanto cristão e o que é ser cristão enquanto artista?
Eu sou produtor, não sei sou a pessoa certa para responder esta pergunta, mas fazer arte sendo cristão é entoar de forma bela algo que agrade não só a Deus mas todos da sociedade, e ser cristão enquanto artista, é tentar seguir os princípios no qual acreditamos sem perder o profissionalismo e qualidade de criatividade. Cristianismo não limita musicalmente, mas dá liberdade de fazer novos sons.

HÉLVIO SODRÉ (df)
O músico começou em grupos de louvor na igreja e na adolescência já montou sua primeira banda, onde praticou composição. Depois de alguns grupos, Hélvio partiu para a carreira solo em julho de 2009 gravando o álbum Por Aí, lançado em maio. Apesar de ser novato, o cantor já chamou atenção de muita gente e é considerado um dos grandes nomes desta geração. Seu som ecoa diversas influências, dentre as quais surge o rock de Elvis Presley, Beatles, Pink Floyd, Radiohead e Aerosmith (!). Mas ele lembra que o som não é central na obra. “Meu objetivo principal é obedecer ao chamado de Deus que foi muito claro na minha vida”, conta Hélvio.

O que é ser cristão enquanto músico e músico enquanto cristão?
Acredito que as duas coisas estão muito relacionadas. Sou cristão antes de qualquer outra coisa e isso influência de forma inevitável minha musicalidade e minha maneira de lidar e pensar a música. É maravilhoso perceber que posso servir, adorar, me expressar, compartilhar, me entreter, relaxar, refletir e tantas outras coisas por meio da música de maneira a estar em consonância com o Evangelho e com a Palavra.

Você acredita na arte como uma forma de anunciar o cristianismo?
Sem dúvida. Vejo na arte uma capacidade comunicativa incrível. As expressões artísticas são capazes de romper barreiras e transmitir mensagens de maneira eficiente e com maior alcance.

banda PALAVRANTIGA (mg, es)
O caminho da banda que junta amigos mineiros e capixabas já corre três anos. O sucesso do som roqueiro inovador para o contexto cristão foi rápido: “Os quatro amigos acabaram por se ver imersos num movimento de renovação da música brasileira paradoxalmente dentro do mercado evangélico e do pop nacional”, conta o vocalista Marcos Almeida. A faixa “Vem me socorrer” já é, inclusive, uma das mais pedidas na rádio de Belo Horizonte Extra FM. Mencionados pelo Judeairplane e Hélvio Sodré como influências, Marcos vai na contramão: “Eu gosto muito do silêncio. Ele é pra mim um tipo de som”. O primeiro disco completo da banda será decidido neste segundo semestre.

Para vocês, o que é ser um músico e artista cristão?
Um artista que não coloca sua arte a serviço de segundas intenções, que tem a liberdade de compor e criar a partir daquilo que é real, que é vida palpável e complexa. O artista cristão é aquele que não se preocupa em fazer uma arte cristã, dado que sua criação é fruto de uma vida. Então, ele se ocupa em viver o Evangelho, e ser honesto com sua criatividade, ao invés de produzir uma arte-simulação.

O que os levaram a cantarem música com a temática religiosa?
Justamente porque vivemos esse religare da boa nova de forma intensa nas nossas vidas. É aquilo que falei da honestidade. Encontramos liberdade para compor e dizer a partir dessa vivência por vários motivos, inclusive por estarmos diante desta constatação: que todo artista sincero – seja ele quem for – se confessa publicamente quando faz uma canção. [A arte] vai expor aquilo que é verídico em nós. Ninguém ficaria pedindo para uma macieira dar maças, pois o fruto da macieira é maça.

banda JUDEAIRPLANE (sp)
A banda cristã de rock alternativo Judeairplane já passou pelo Vitroleiros. São garotos que cresceram juntos em São Carlos e decidiram cantar a sinceridade de suas almas. Este ano eles lançaram o EP Um, cuja releitura adicionada de músicas inéditas acaba de ser publicada no MySpace. O vocalista Alan Dias acredita que o que fazem e o que acreditam não é diferente: “Arte, pra mim, é onde tem alguma música boa, várias luzes, muitas cores ou esses três juntos. E, por final, tem uma simples mensagem em meio a tudo isso. A fé é uma arte”.

Enquanto cristão, o que é arte para você?
Alan – Acreditar no que você não vê e cantar sobre isso, fazer o possível pra construir um processo criativo e atrativo pra mostrar uma simples mensagem, pra mostrar no que temos fé, é uma arte

Será o maior show de vocês até agora. Como estão se preparando?
Israel Aono (baterista) – Estamos ensaiando quase todos os dias e ao mesmo tempo gravando o segundo EP [já lançado no MySpace].

Vão apresentar alguma música inédita?
Israel – Vamos apresentar quatro músicas inéditas que estão no MySpace.

Up Brothers lança novo EP. Só ouvindo para saber

Cansado de Cine, NxZero, Hevo 84, coloridos e blablablas?

Alivie seus ouvidos com o som do novo EP dos Up Brothers, lançado nesta semana no Myspace da banda. A música da banda paulistana soa familiar, mas está longe de seguir a moda que vigora atualmente. Apesar de estarem de ouvidos sempre atentos às bandas do mainstream, os Up Brothers produzem um som original e próprio.

A banda lançou o  EP intitulado “Dias em Claro” no domingo, dia 1 de Agosto, que está disponível para baixar no Myspace. Após meses trabalhando, o disco finalmente saiu,  com cinco novas músicas. As minhas duas apostas para o EP são a segunda e a quarta faixa. The Killers é a cara de “Walking All Day”, com a letra toda em inglês e rockabilly define a quarta composição, “Dolores”.

Baixe aqui e ouça agora

A banda Up Brothers foi formada em 1999 quando os irmãos Rick (voz e guitarra) e Guilherme (voz e bateria) começaram a tocar o que ouviam de seus artistas favoritos por bares de São Paulo. Depois, outros músicos se integraram ao grupo até chegar na formação atual, com o guitarrista Felipe Lucas e o baixista Rafael Puccini. Os caras definem suas letras como “conscientes e com boas pitada do clássico protesto do rock”. Eles pretendem consolidar seus trabalhos na cena do rock alternativo nacional.

CONFIRA A #ENTREVISTA:

O som de vocês é diferente do que estamos acostumados a ouvir, tanto nas rádios, quanto nos Myspaces das bandas alternativas, principalmente por ser mais eletrônico e mixado. De onde vêem as referências e influências?

Estamos sempre antenados ao que as bandas do mainstream estão produzindo. Bandas como Killers e Franz, fazem parte da nossa referência. Se eles lançam material de qualidade, por que nós não podemos? Nos dias de hoje a tecnologia é nossa grande aliada. Portanto, sempre que vamos criar alguma coisa, prezamos pela qualidade da produção. Caprichar nos arranjos de todos os instrumentos é fundamental. Nem tudo que é independente, alternativo, tem que ser tosco ou mal feito. Nós jogamos no time das bandas que se preocupam com o trabalho que estão apresentando pro público.

Como a banda se formou?

Rick – A formação atual tem pouco mais de um ano. Começamos quando o meu irmão, Guilherme, tinha apenas seis anos de idade. Na época, ensinei algumas batidas na bateria para ele me acompanhar e assim tocávamos em shoppings, festas e tudo mais. O engraçado é que naquela época ele era tão pequeno que só se conseguia ver baquetas tocando. Com os outros integrantes chegando, as primeiras composições próprias foram surgindo e a gente foi se consolidando como uma banda de verdade.

Como surgiu o novo álbum?

O lançamento virtual foi no dia 1 de agosto. Ele é fruto de um trabalho de mais ou menos um ano, entre prédios, viagens de metrô, melodias que aparecem durante o sono e você acorda no meio da madrugada pra gravar no celular. A proposta foi criar músicas com batidas vibrantes, que retratem situações do nosso dia a dia e tenham a capacidade de despertar a capacidade de reflexão nas pessoas.

Como foi a composição das músicas?

A gente tem um mini estúdio em casa e a pré-produção e gravação da maioria dos instrumentos aconteceu lá. A mixagem e gravação da bateria foram feitas no estúdio Lamparina, onde conhecemos a galera gente fina do Coletivo Amerê e o Gutão, que trabalhou conosco e contribuiu muito com a sonoridade do EP.
Gravamos cinco faixas:

1.Ana – Já a tocávamos desde a turnê do EP passado. Mas ainda não tínhamos gravado.

2.Walking All Day – Nossa primeira composição em inglês. Uma parceria minha (Rick) com a Daniele Guirau.

3.Meu Lugar – Essa fala um pouco sobre a cidade em que vivemos e dá um toque urbano ao EP.

4.Dolores – Ela é originalmente um blues, composição do nosso baixista. Demos uma roupagem mais roqueira pra música dele.

5.Face – “Roubamos” essa letra de uma banda amiga chamada Duendts da Terra do Nunca. Era uma mbp e fizemos um rock! O legal foi que a galera do Duendts curtiu a nova roupagem que demos pra música.

Já lançaram outros trabalhos antes?

No início de 2009, gravamos um EP intitulado “Up Brothers” reunindo algumas músicas que tínhamos desde que começamos a banda. Foi o nosso primeiro trabalho lançado, nos abriu muitas portas e nos fez entender como a cena independente funciona.

Contem sobre as premiações dos integrantes e da banda, como por exemplo o prêmio do Guilherme no “Tagima In Concert”

É engraçado esse lance de premiações, porque a gente não faz o trabalho nessa intenção, mas quando vêm é sempre uma alegria imensa! Em um festival do caderno “Folhateen” do jornal “Folha de São Paulo” em que nossa música foi uma das selecionadas entre mais de 3.500, eu (Rick) e o Guilherme fomos eleitos os melhores músicos do evento (minha mãe quase teve um infarto na platéia vendo as suas duas crias sendo premiadas). O Guilherme sempre foi o mais prodigiozinho da banda, foi eleito destaque do festival “Tagima In Concert” e se apresentou em um evento ligado à bateria chamado “Batuka Music Festival” recebendo elogio de bateristas que são ídolos dele. O batera do Angra e dos Titãs estavam por lá.

Como está a agenda de shows?

Tocamos recentemente em Mogi das Cruzes, São Caetano. A turnê do “Dias em Claro” está se desenhando. Logo mais teremos datas confirmadas!

Pelo que vocês podem perceber, as bandas mais famosas e já emplacadas na cena do rock oferecem apoio para as bandas que estão começando ou é cada um por si?

Não temos muito contato com bandas famosas. Mas não se pode contar muito com o apoio de quem já tem o trabalho consolidado. Se as bandas que estão começando não correrem atrás do seu, fica muito complicado de se alcançar os objetivos.

E as bandas independetes? Apoiam-se entre si?

Demorou um pouco mas parece que a consciência de que “a união faz a força” está cada vez mais viva entre as bandas independentes. Coletivos pipocam cada vez mais pelo Brasil e entendo que essa seja a forma mais urgente que as bandas tem para lutar pelos seus interesses.

Indicam bandas de selo independente ou do cenário alternativo de amigos, conhecidos ou que chamam a atenção de vocês que merecem ser divulgadas?

Em nossas pernadas pelo universo alternativo, conhecemos muitas bandas legais de quem ficamos amigos, tocamos juntos e trocando muitas figurinhas. Dentre elas posso citar Narcotic Love, Jane Dope, Maquiladora, Circo Motel, Siete Armas, The Name … poderia citar várias… todas são muito boas, mas cada uma tem sua pegada.

MySpace@upbrothersBlogLastFMTrama Virtual

Levanta São Paulo: Sampa Music Festival II

Sampa Music Festival 2 contará com Cine, Catch Side, Replace, Gloria e outros no palco em setembro

Os festivais estão em alta e bem coloridos em São Paulo. Depois do Yes!Rock Music Fest e da primeira edição em maio, haverá mais um Sampa Music Festival em setembro. No dia 19, a partir das 10 horas, o Espaço Victory receberá vários grupos de Pop Rock a Hardcore.

Para começar a sensação Cine será a principal atração que levará o show do seu primeiro DVD. O rock ficará por conta da banda Gloria, além do hardcore do Rancore. Entre outras atrações, haverá Catch Side e os recém-contratados de Rick Bonadio, V.O.W.E. e Replace (foto). E estas não são todas as bandas, ou seja, haverá ainda muito mais!

Animou? Ainda dá tempo, até o dia 31, de comprar ingressos a R$ 25! Corre lá! O segundo lote custará R$ 30. Você pode acompanhar no site do festival mais informações como sobre os locais de compra dos ingressos.

Pra anotar:
Quando?
19 de setembro, 10 horas
Onde? Espaço Victory, Rua Major Ângelo Zanchi, 825, próximo ao Metrô Penha
Quanto? Ingressos promocionais R$25 até dia 31
Mais informações: www.sampamusicfestival.com.br

Notas sinceras

A banda JudeAirplane, de São Carlos, leva um estilo alternativo com letras que falam sobre fé, provando que é possível, sim, fazer música cristã de qualidade e diferente

As músicas trazem um ritmo gostoso, que lembra o alternativo, indie e até o ska. São boas para acompanharam tanto uma manhã tranquila, quanto um dia corrido. Ao prestar atenção na letra, parece que sai da alma do músico, o som parece ser a nota que transmite a vida dele.

E ele fala muito de “fé”, mas de uma forma humana. É como compartilhar o que acredita, de forma sincera e íntima. Mesmo com seu tom espiritual, não é música tradicional do louvor cristão, nem aqueles clichês gospel que, por mais que possam ser feitos com o coração, são repetitivos. JudeAirplane é a fé cantada com sinceridade e inovação. Eles cobrem uma lacuna da música contemporânea tanto no estilo musical, quanto nas palavras, que refletem um olhar humano e humilde sobre o cristianismo.

Alan Dias (vocal, guitarra e o responsável pelas composições), Davi Aono (baixo e vocal) e Israel Aono (bateria e backvocal) se conhecem há mais ou menos 15 anos. Na adolescência, Alan e Davi tinham uma banda que Israel sempre acompanhava e apoiava. “Após o término [desta banda] eu, que era somente guitarra solo, e o Davi, o primeiro vocal e violão, continuamos ainda pra matar o tempo e a vontade de tocar, pois crescemos com isso”, conta Alan. Logo Israel passou a acompanhar a dupla na bateria e, com o tempo, formaram um novo grupo. “Decidimos que o Davi seria o novo baixista e, sinceramente, foi a melhor decisão”, lembra o vocalista, que assumiu este posto de surpresa. “Devagar tentava encaixar essa minha voz – estranha – nas nossas músicas.”

Há pouco mais de um ano na estrada, JudeAirplane já lançou seu EP Um no MySpace. As tiragens físicas são vendidas por dez reais depois dos shows. A gravação, corrida e conciliada entre o estudo e o trabalho dos meninos, juntou as primeiras músicas do trio. “Elas trazem lembranças boas, lembranças de como era difícil fazer algo diferente, lembrança de como foi bom passar por certas coisas”, conta o compositor, Alan.

Ainda sozinho nas letras, o vocalista espera poder contar um dia com seus amigos. “Escrevo desde os 11 anos, já fui ajudado em algumas músicas pelo Israel e Davi. Mas espero um dia letras inteiras, seria interessante, conheço a capacidade deles.” O agregado da banda, Gabriel, já estava presente no teclado e trompete, mas o álbum leva também outros instrumentos, que trazem diversidade e variedade às músicas. E eles não param: “logo logo vai chegar o EP 2, acho que essa experiência amadureceu um pouco a gente e vamos fazer melhor”.

Nas influências, os músicos contam com muita qualidade e quantidade, incluindo Elvis para todos. A variedade de gostos talvez explique a dificuldade que até eles tem para definir seu som. “Hoje em dia tudo que é diferente é influência, tudo que renova e evolui a música”, tenta explicar Alan. Falando em estilos musicais, o trio vai além do que se usa atualmente para denominar as músicas ligadas ao cristianismo. “Com certeza não estamos muito encaixados no padrão atual de artistas gospel”, afirma Israel. “Não gosto de todas as bandas gospel, assim como não gosto de muitas não-gospel. [Mas] tem muita banda cristã aí me surpreendendo, com letras e mensagens que realmente me inspiram”, diz Alan que, como Davi lembra, fala do grupo Crombie. Davi ainda menciona da banda Palavrantiga, que Israel também destaca.

Fé e arte é uma dupla natural para JudeAirplane. Alan, o “cara das ideias”, como define o baixista, explica: “Arte, pra mim, é onde tem alguma música boa, várias luzes, muitas cores ou esses três juntos. E, por final, tem uma simples mensagem em meio a tudo isso. A fé é uma arte, ou se torna uma arte talvez. Acreditar no que você não vê e cantar sobre isso, fazer o possível pra construir um processo criativo e atrativo pra mostrar uma simples mensagem, pra mostrar no que temos fé, é uma arte.”

Esta arte da banda leva a bandeira da fé deles. “Devemos utilizar tudo o que temos e sabemos fazer para expressar a nossa fé, e a arte é isso mesmo!”, se empolga o baterista Israel. “Pra mim viver é uma grande oportunidade que Deus me deu, e mostrar que essa oportunidade não foi em vão é o meu propósito”, explica Davi. “E pra levar isso pra música só com inspiração.”

Nos planos futuros dos rapazes, está viver da música. E, conta Davi, “continuar com o projeto, sempre inovando, sempre descobrindo coisas novas”. Virão para shows? “São Paulo? Claro.” Israel já lembra a próxima data: “Temos um evento agendado para o dia 14/08, o LOVE2010 no Carioca Club”. O evento, um festival de música que tem por objetivo “promover o Amor através da arte”, é do LOVE7, um projeto idealizado por Rafael Amaral, que também cuida da carreira do JudeAirplane. Ao lado do trio, também tocará o americano Shawn MacDonald, a banda Palavrantiga e o Crombie. “Esperamos que seja o primeiro [festival] de vários”, se anima Israel, que, junto com seus amigos, ainda tem muito caminho pela frente.

A voz dos que cantam

Ela conquistou a atenção de Cazuza, conversou com seus ídolos como Cássia Eller e era uma das poucas que falava com Itamar Assumpção. Levando o melhor da música nacional para quatro estados brasileiros, além da internet, a jornalista Patricia Palumbo faz o trabalho de crítica como “curadora” no Vozes do Brasil, acha que não é digna de falar mal do trabalho de ninguém e toca só o que gosta

por jessica grant – edição guilherme assen e bruno guerrero

“Não venham me dirigir!”, determinou Patricia Palumbo quando assumiu pela primeira vez o microfone na programação musical na 92,9 FM. Naquela sexta-feira, não tinha ninguém na rádio Eldorado para substituir o locutor que fora demitido sumariamente na noite anterior por ter repetido o dial errado no ar. “Ficamos enlouquecidos pensando em quem poderia fazer o horário dele, que era sábado e domingo das seis da manhã ao meio-dia.” Sem opções, Patricia assumiu a mesa, com essa ressalva: não ser dirigida.

Às seis da manhã do sábado, lá estava ela, com os jornais do dia e o livro que estava lendo em seu colo, pronta para mudar o estilo da rádio. “Entrei no ar comentando a programação, coisa que na Eldorado, até aquele momento, era totalmente proibido, ninguém fazia. E mais: ainda comentando o que eu estava lendo!” O ineditismo de associar as notícias do dia às canções e mencionar algo sobre o produtor ou compositor daquela faixa foi aprovado e presenteou Patricia com o programa que a faria ganhar o prêmio de melhor âncora e apresentadora da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1999, A Hora do Rush. A organização a premiou também em 1998 como coordenadora de programação da Eldorado FM e em 2000 pelo programa com o qual ela é mais conhecida, o Vozes do Brasil, o vitrolão que assumiu enquanto estava na Musical FM e deu “personalidade”. Sua personalidade.

A jornalista já havia trilhado um bom caminho. Para quem nem pensava em prestar o curso, convencida pelos amigos, ela encontrou prazer na profissão. Estreou na Cultura AM, passou cinco anos em São Sebastião onde apresentava um programa aos finais de semana e onde, depois, tornou-se correspondente para a rádio Eldorado, até que foi convidada pelo diretor-geral João Lara Mesquita para tornar-se coordenadora de programação em São Paulo. Patricia ficava nos bastidores, e um dia o locutor errou “92,9″ pela enésima vez. Depois do episódio, ainda alcançou o sucesso com A Hora do Rush, foi para a Musical FM, voltou para a Eldorado com o Vozes do Brasil e tornou-se uma das jornalistas musicais mais respeitadas do país. Além do programa, hoje ela participa de diversos projetos de curadoria, como no Natura Musical e no Projeto Prata da Casa, do SESC Pompéia, além da apresentação do Instrumental SESC Brasil no canal SESC TV.

Ela dá os créditos de sua sorte à generosidade da vida, mas a simpatia com certeza levou Patricia para muitos lugares. Em sua casa, ela dá a entrevista enquanto brinca com sua cadela Cacau e se prepara para sair correndo para a cerimônia Viva a Mata no Ibirapuera. Conselheira da Fundação SOS Mata Atlântica, Patricia divide suas paixões entre a música e o meio-ambiente. Às vezes, como no programa Baleia Azul, o que apresentava em São Sebastião, ela junta ambos. Mesma união é possível verificar nos livros bem organizados em longas estantes de seu apartamento em São Paulo.

O imóvel é reflexo da jornalista: ao fundo toca um lançamento, “O Fino da Bossa” está na parede escrito sobre sua escrivaninha lotada de CDs. Do outro lado, uma foto com Rita Lee. Acima da foto de uma criança brincando com um violão pequeno, uma imagem do Buda. Patricia é assim: tranquila e simpática. Acha que o jornalista tem de estar preparado a qualquer hora e trata com muito respeito seus entrevistados, entre os quais estão nomes como Cássia Eller, Arnaldo Antunes, Elba Ramalho e, recentemente, Marisa Monte. Só toca o que gosta, mas, também, só gosta de coisa boa. É Patricia Palumbo quem, mesmo sem querer, determina os grandes novos artistas da música brasileira.

Por que você escolheu jornalismo?
Foi meio que por acaso. Eu era muito menina ainda quando sai da minha cidade, São Sebastião, no litoral de São Paulo, e vim estudar. Na época que eu morava lá minha vida era muito livre, então eu andava de bicicleta, saia para mergulhar, velejava, nadava, aquela coisa de vida de adolescente caiçara. Então quando eu pensei em fazer faculdade, pensei em me formar professora rápido e voltar logo para a praia e dar meio período [de aula]. Aí quando cheguei no cursinho e fui fazer a inscrição, meus amigos vieram me dizer que eu precisava prestar outra coisa, que se não entrasse em uma, entrava em outra. ‘Então presta Jornalismo que é a sua cara.’ Prestei e entrei nas duas faculdades. Quando me dei conta, Jornalismo era tudo que eu queria, juntava as coisas todas pra mim. Eu sempre tive muita curiosidade com histórias de maneira geral, mas eu sou virginiana e tenho este lado mais prático, e a História é muito teórica. Fui me descobrindo muito mais jornalista do que historiadora, e logo entrei em rádio… Quer dizer, me apaixonei pela coisa, fiquei extremamente alucinada pela possibilidade de fazer programação para milhares de pessoas ouvirem. E foi isso, virou um vício.

E como que você começou na Cultura AM?
Comecei com um título daquela época que era Apoio de Produção. Ganhava uma merreca por mês e fazia de tudo. Eu comecei atendendo telefone dentro do estúdio para o programa do Walter Silva, o Pica-Pau, que foi um cara importantíssimo na história da rádio e da música brasileria. Falava de música antiga, tocava Custódio Mesquita, Orestes Barbosa… Ele foi me mostrando tudo aquilo e aquilo foi lindo pra mim. Eu atendia as velhinhas que pediam música pra ele e eu fui aprendendo, com um cara que fez rádio nos anos 40, 50 e 60, o que era a rádio bem feita, a interatividade com o ouvinte e o cuidado com a programação. E dali eu comecei a fazer, devagarzinho, programação musical e produção de programas, sempre atendendo telefone, carregando fita. Na época, a gente fazia com fita rolo que a gente editava na gilete e grudava, não tinha essa onda de computador, a gente batia programação numa máquina gigante, que demorou pra ser elétrica, era batendo mesmo a programação. Eu tive meu primeiro programa lá na rádio Cultura mesmo, o Radiografia.

Como foi?
Tinha aquela coisa de você estar em casa ouvindo música: eu comprava muitos LPs e, às vezes, eu entrava numas de pegar um artista e comprar tudo que eu podia dele. E mergulhava naquela obra. Fiz isso com Sylvia Telles, Dulce Quental, Cazuza… que era o graaande amor da minha vida naquela época. E eu estava em casa ouvindo Renato Borghetti numa destas brincadeiras, um sanfoneiro gaúcho maravilhoso, e daí tinha no LP: ‘Contatos’, o telefone. Eu falei ‘quer saber? Vou ligar pra esse cara e marcar uma entrevista’. Liguei, atendeu o irmão, que era o produtor: ‘Oi, como vai? Eu sou Patricia Palumbo, trabalho aqui na rádio Cultura AM de São Paulo, queria fazer uma entrevista com o Borghettinho.’ Ele falou: ‘Bah, ótimo! Vem aqui, a gente toma um mate, come um churrasco, tu conversa com ele quando tu quiser!’ Fiquei super empolgada e me imaginei já lá. No dia seguinte, chegando na Cultura, estava entrando na Fundação e encontrei o Roberto de Oliveira no caminho, diretor da rádio e da TV naquela época. Parei e disse: ‘Oi Roberto, como vai? Então, estou indo para Porto Alegre fazer uma entrevista com o Renato Borghetti, quer que eu faça pra rádio também?’ Ele olhou e perguntou: ‘Mas você vai fazer pra quem?’ ‘Ah, estou fazendo uns freelas…’ Inventei, joguei o maior blefe! [Risos] Ele falou: ‘Vai, adoro o Renato Borghetti! Pede para a secretária te arrumar passagem, equipamento, vai lá e faz para mim.’ Eu amei, né? Cara, deu super certo. Fui para Porto Alegre, dravei uma entrevista imensa e comecei a trabalhar o que seria o Radiografia. Gravei uma entrevista com o [instrumentalista] Sivuca e uma com o [João Carlos] Botezelli Pelão, produtor de música de raiz. Fui abrindo um monte de arquivinhos. Ninguém tinha realmente encomendado este programa, então eu tinha todo o tempo do mundo pra fazer o que eu quisesse.

Caprichou?
Caprichei muito. Eu lembro que no primeiro programa que eu coloquei no ar eu lia o que eu escrevia [risos], hoje em dia eu nem que a vaca tussa leio alguma coisa, de jeito nenhum! Mas foi muito emocionante. Daí virou uma série de programas que estão lá na Rede Cultura até hoje arquivados.

Quantos anos você tinha então?
Eu comecei na cultura com 17 anos, fiz o Radiografia com 19, 20 ou 21, por aí.

Como era fazer o programa jovem? Porque jovens tem gostos diferentes…
Mas eu sempre fui uma garota com gosto diferente. Eu fui jovem nos anos 80, e era o rock brasileiro: Titãs, Paralamas [do Sucesso], aquele povo todo de Brasília. E destes roqueiros todos de quem eu gostava mesmo era o Cazuza, porque eu achava que as letras eram mais legais, me identificava mais com a temática. Gostava muito de jazz norte-americano, dos standards de jazz, e dos clássicos da música brasileira que minha mãe cantava em casa e nem sabia que eram os clássicos. Minha mãe era muito festeira, ela contava causos, fez nosso bloco de carnaval lá em São Sebastião durante muitos anos, [era] ela [quem] escrevia o samba-enredo. Então eu achava que “Chiquita Bacana”, por exemplo, era uma invenção dela. Meu repertório foi formado muito por isso, pelos clássicos, através da minha mãe, e pelo pop do meu pai, um carioca da Tijuca, que foi amigo de Erasmo Carlos, gostava de Tim Maia, Roberto e Erasmo. E meu pai, viciado em rádio: foi ator de rádio-novela no Rio de Janeiro um tempo, ele que me ensinou o que era zapiar um dial, ouvir ondas curtas, até hoje a gente divide essa mania de ter vários equipamentos.

E depois do Radiografia, que rumo você tomou?
Eu fiquei bastante tempo na Cultura AM até que eu cheguei à diretora de programas, que era um cargo bacana. Eu era bastante jovem, tinha uns 25 anos, mas tive minha filha e fiquei cansada de São Paulo. Me separei do pai dela um ano depois que ela nasceu e resolvi voltar para a praia. Aquela ideia de dar aula meio período virou fazer um programa de rádio aos finais de semana, e, no resto de tempo, eu cuidava da minha filha. Virei uma caiçara de novo. Deixei o cabelo comprido até a cintura, andava de bicicleta… E fiz um programa de rádio muito bacana chamado Baleia Azul, que era um programa de música e meio ambiente, pioneiro no tema no rádio. A moçada se juntava para fumar uma e ouvir o programa, porque eu colocava o canto da baleia Jubarte junto com o som do Alpha Blondy e juntava com Itamar Assumpção, que nunca ninguém tinha ouvido lá. Tocava umas coisas bem malucas, e fazia o programa ao vivo, toda semana. Levava meus LPs numa sacola de praia e as gravações das reportagens que eu fazia andando pela Mata Atlântica ou saindo de barco gravava num cassete e soltava no microfone, porque não tinha muito como editar. Era uma delícia de fazer. Eu que mexia na mesa, fazia o programa todo em pé, era uma hora que eu fazia um show, dançava…

Ficava brincando de DJ…
Brincando de DJ! [risos] E passando o recado do meio ambiente e informação sobre música. Virou um entreposto ecológico, fazia festas com a música do Baleia Azul, os meninos que pegavam onda andavam com “Atleta Baleia Azul” [mostra escrito de camiseta] e um monte de baleia diferente nas camisetas. Foi uma viagem! Fiquei cinco anos lá até que acabou a grana, minha filha estava com seis anos e eu queria colocar ela numa escola bacana. Passei a ligar para os amigos de São Paulo e dizer ‘quero voltar’. Aí me disseram: ‘vai para [a rádio] Eldorado que é a sua cara’. Eu trouxe o projeto do Baleia Azul, eles não quiseram o programa, mas me quiseram. Então eu virei repórter de meio-ambiente. Foi muito divertido, porque eu passei uma temporada como correspondente no litoral. Foi pouco tempo, seis meses, mas foi uma farra. Eu ia para a praia com o namorado a tarde, jogava uma raquetinha. ‘Opa, três da tarde, eu tenho de entrar no ar’. Ia para um orelhão e ligava. [Faz voz mais narrada:] ‘Olá, aqui é Patricia Palumbo em São Sebastião. Hoje a gente vai falar sobre as canoas de voga que existiam aqui há não sei quantos anos e piriri e pororo…’ E nesta altura, eu já tinha uma cancha do ao vivo, então eu ficava pensando nas coisas e na hora de ligar já tinha tudo pronto. Até que eu fiz uma reportagem especial e tive que editar na rádio. Passei uma semana trabalhando em São Paulo e o coordenador de programação foi demitido. Aí o João [Lara Mesquita, diretor-geral da rádio Eldorado] passou no corredor e me perguntou: ‘vem cá, o que você conhece de música?’ [risos] Eu falei: ‘ah, João, isso não é coisa que se pergunte no corredor, né?’ ‘Não, mas você já trabalhou com música?’ ‘Já, você sabe disso, fiz programação na Cultura.’ ‘Não, mas você gosta de música, gosta de jazz? Música clássica?’ ‘Sim!’ ‘Quer ser a coordenadora de programação aqui da rádio?’ ‘Meu, preciso pensar!’ [rindo] ‘Tá bom, você tem o feriado de 7 de setembro, quando você voltar, me diz.’ Aí fui para a Serra da Bocaina fazer um especial. Voltei e… Imagina… dizer ‘não’ para um negócio destes?

E você aceitou.
Comecei a fazer a programação e algumas entrevistas para o Canta Brasil. Até que aconteceu uma coisa [pausa]A vida tem sido muito generosa comigo, porque as coisas meio que acontecem, assim, e vão dando certo. Bem, era uma quinta-feira à noite e o locutor do horário foi demitido sumariamente porque disse pela décima quinta vez o dial errado no ar. [Conta a história de como assumiu a locução comentando as músicas e as notícias do dia.] Então falava: ‘Estou aqui com o Caderno 2 [suplemento de cultura do Estadão] e saiu uma matéria sobre o Federico García Lorca, poeta incrível que estudou guitarra flamenca, falando nisso vamos logo tocar o sax de Lucia’ [provavelmente referindo-se ao instrumento na canção "Paco de Lucia"], e entrava a programação [risos]. Os caras adoraram, acharam uma delícia e mudou o estilo de programação da Eldorado a partir daquele momento. Eu ganhei A Hora do Rush para fazer. Foi a primeira FM a prestar serviços sobre o trânsito no final da tarde. Um programa que eu fazia atendendo o telefone, pondo música no ar, falando com o ouvinte, com o helicóptero. Começou com uma hora, duas horas, três horas… foi um sucesso, a Eldorado bombou de audiência naquela época, a gente estourou, foi o pico. E assim rolou, todo mundo hoje faz um final de tarde com prestação de serviço e interatividade.

E essa relação com o ao vivo, como é?
Isso é o melhor.

Você acha que todo jornalista tem de ter esta habilidade?
Eu acho porque o jornalista tem de estar preparado sempre para o que ele faz. Eu, jornalista de música e de meio-ambiente, eu passo a minha vida ouvindo discos e lendo sobre música, músicos, biografias, cantores e tudo isso. Quando eu vou fazer uma entrevista, não quer dizer que o dia antes eu tenho de ler alguma coisa, eu venho fazendo isso a minha vida toda! A gente esquece um pouco que o jornalista é formador de opinião. Então a gente tem, ainda por cima, o privilégio de ter um microfone, e você tem a possibilidade de falar para milhares de pessoas, é uma responsabilidade gigante. Se você falar merda por aí, desculpe o palavrão, neguinho vai repetir e vai acreditar naquilo. E é uma pena, às vezes eu vejo muito jornalista inconsequente neste sentido, sabe? Independente de idade e de geração, acho que é uma formação equivocada, esquece o principio básico da coisa. Nós somos conhecidos como formadores de opinião. Isso é até jargão…

E daí como foi até o Vozes do Brasil?
Eu estava dirigindo a rádio, fazendo A Hora do Rush, o maior sucesso. Saí de férias com todo mundo me amando e quando voltei alguma coisa muito louca tinha acontecido para que as vontades virassem ali. Percebi que não ia mais rolar, liguei para alguns amigos e perguntei se tinha algum lugar pra mim lá e falaram: ‘claro, vem aqui amanhã!’ Fui pra Musical e fui fazer esportes radicais na ESPN Brasil, foi uma delícia, fiz viagens incríveis! E na Musical eu assumi o mesmo horário que eu tinha, [num programa] que chamava Vozes do Brasil. Só que era um vitrolão, uma programação corrida sem locutor. Eu peguei este horário e transformei num programa de personalidade, num programa com comentário e entrevista feita ao vivo quando eu não estava viajando para escalar montanha… [risos]. Só que eu peguei o último ano da Musical, que foi arrendada por um grupo religioso. O diretor da Eldorado me chamou de volta, porque aqueles 50 mil ouvintes por minuto se transformaram em 19 mil logo depois que eu saí. Mas em rádio você não recupera audiência tão rápido como quando ganha. Ganhar audiência é um fenômeno, quando perde, para recuperar, leva bem uns dez anos. É quase como romper um contrato de fidelidade: o ouvinte está acostumado com aquilo ali, é aquilo que ele consome, aquilo que ouve, tem intimidade com aquele negócio, de um dia para o outro, bumba, nego vai embora e não volta nunca mais. Aí eu voltei para A Hora do Rush, e com o Vozes do Brasil. E lá estou há doze anos desde então. O Vozes já teve vários formatos diferentes, e hoje além de estar na Eldorado está em quatro rádios no país. Então eu fiz uma pequena rede do programa [Salvador, Educadora; Curitiba, Lumen, Belo Horizonte, Inconfidência; e Santos, Litoral FM].

Como você escolhe os convidados?
Eu escolho muito pelo que estou gostando de ouvir naquele momento. Estava até conversando com o Luiz Tatit um tempo atrás, falando da transformação que a gente viu na música brasileira nos últimos dez anos e que eu vi acontecer ali. Porque quando eu comecei no Vozes do Brasil o pessoal que estava despontando são os que hoje são considerados já meio velhos, quase ultrapassados: Lenine, Chico César, Zélia Duncan, a Cássia… A Cássia não será ultrapassada nunca, que isso fique muito claro [risos]! Mas eu vi uma transformação gigante acontecer na música. Primeiro o fim das gravadoras, o jabá cada vez mais fraco, a música independente cada vez mais forte, o acesso ao estúdio, à gravação e ao suporte do disco cada vez mais fácil, e hoje uma qualidade inacreditável de boa música sendo feita. Só neste começo de ano, a gente está em maio, já posso dizer dez discos bons para caramba de música brasileira jovem, contemporânea.

Quais?
Karina Buhr, por exemplo, um disco espetacular, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, o disco novo do Maquinado, do Lúcio Maia, Patricia Polayne lá de Sergipe, que é bom pra cacete, Márcia Castro, que está fazendo um disco novo, o disco novo da Bárbara Eugênia, do Thiago Pethit; Roberta Campos, Érika Machado. Ah! Gente pra burro e só coisa boa!

Quando assumiu a programação na Eldorado você disse “não me dirige”. Não dá para falar do que você não curtiu?
Não, eu não gosto. Se eu não gosto da música eu prefiro não tocar, do que colocar no ar e dizer que não está bom. Porque eu sei qual é o trabalho que dá fazer um disco e eu sei que cada universo é muito verdadeiro. Neguinho está fazendo aquilo acreditando naquilo, gostando daquilo, é a vida dele, o gosto dele, o jeito dele se expressar, quem sou eu para detonar o cara? Dizer o que é bom, o que é ruim, ‘não ouça’, não! Cada um ouve o que quer ouvir. O que eu ouço, eu coloco no ar. E aí é esse filtro. Eu não tenho formação musical formal nenhuma, nunca fui muito persistente no estudo da música. No entanto, eu ouço música e trabalho com música há muitos anos. Tenho um filtro qualquer aqui que serve para dizer: ‘este aqui é bom’.

Então tem como passar informação dessa forma? Expor um trabalho artístico e aí está também o jornalístico?
Claro, sem dúvida. Porque o meu filtro são os meus parâmetros. Então o que eu estou colocando ali… Porque, para mim, a boa música conversa com o que já foi feito, mas que traz alguma coisa de original. Então é muito difícil você ouvir alguma coisa que nunca, jamais, em tempo algum você tenha ouvido, de uma originalidade que te cause estranhamento. Mas é desejável que o novo venha com algum frescor, com alguma informação diferente. Nem que seja na maneira de misturar aquilo que todo mundo já misturou. O tropicalismo aqui no Brasil deu o tom que a gente ouve até hoje no que tem de bom e de brasileiro. O brasileiro é misturador, é antropofágico, é inventor, vai no jeito, vai na gambiarra. O [guitarrista da banda Cidadão Instigado, Fernando] Catatau estava falando ‘eu toco de um jeito diferente por que eu tenho muita dificuldade de tocar do jeito certo’. Então acaba saindo um negócio que ninguém mais faz. Assim como ele, são inúmeros: o violão do Nelson Cavaquinho, por exemplo. É um violão espetacular, mas é sujo. O violão do Lenine: mesma coisa. O violão do Nando Reis, ele quase que arrebenta aquilo lá para tocar; muito maluco. A gente tem uma informalidade no trato com a música, uma dessacralização que acaba fazendo com que a gente seja, de maneira geral, muito original. E eu sempre procuro, quando ouço alguma coisa, as referências. Porque você não pode fazer um negócio completamente desconectado do lugar de onde você veio. Quando você ouve uma música e não abre janelinha nenhuma é porque aquilo ali foi montado, é fake, é falso, você percebe a diferença entre um negócio que tem raízes, consistência, e uma outra coisa que é: ‘ah, vou fazer essa baladinha aqui que eu quero que toque na novela’.

E qual é a diferença entre as tuas atuações? Você participou, por exemplo, do Conversa Afinada [programa da TVE Brasil]
Eu não faço mais, mas foi uma experiência diferente para mim. Que eu falei ‘não vão me dirigir’, eu tenho essa prerrogativa há muitos anos. Não sei nem como eu consegui. E no Conversa Afinada eu não fazia pauta, foi o único programa que eu fiz na vida que eu não mexi na pauta. Então eu entrevistei artistas de universos muito distantes do meu. E foi aí que eu tive essa experiência: cada universo é um universo.

Também tem o Instrumental SESC
O Instrumental SESC Brasil é um projeto que eu adoro, é o maior de maior audiência da SESC TV, e gente incrível como Edu Lobo assiste a gente, sabe? Eu adoro fazer, por que eu acho que a música instrumental no Brasil é riquíssima e tem pouquíssimos espaços com essa liberdade de palco e de variedades que a gente tem no SESC.

O que você lê?
Eu leio tudo, eu leio dois jornais todo dia. Folha e Estadão. Leio loucamente. Eu tenho uma compulsão, sou do tipo que põe o jornal pro cachorrinho fazer xixi e fala: ‘opa essa aqui eu não tinha lido ainda’, e fica ali agachada na área de serviço. Revista feminina, revista de vela, a Trip, Tpm, Rolling Stone, Bravo!, Veja, IstoÉ e Época… Leio todas as biografias que caem na minha mão: de Chet Baker e Cole Porter à Elizeth Cardoso, Elza Soares e Mário Reis.

Fora do trabalho, você ouve música por prazer?
Ah, claro, por prazer total. O meu trabalho me dá muito prazer.

Não satura?
Olha, o que às vezes me cansa e isso eu devo confessar é ir em show sem parar. Eu tenho que ir em muitos shows. E tem temporadas que eu não consigo. Já teve ocasião de eu ir em 3 shows na mesma noite. Então é bravo.

E o seu relacionamento com os entrevistados?
Essa coisa da entrevista começou comigo antes mesmo do Borghettinho, quando eu fui numa coletiva do Cazuza e eu fui carregando equipamento para a repórter com a promessa de não abrir a boca. Aí chegou lá no meio da entrevista, chata pra cacete, todo mundo falando umas coisas pentelhas. E eu com aquele monte de coisas na cabeça para perguntar para o Cazuza e chegou uma hora e eu levantei a mão, ele olhou pra mim e achou já bonitinha, divertida… [risos] E eu perguntei aquela história [se tinha influência na música dele] da Dolores Duran e do Lupicínio Rodrigues e ele aaamou a pergunta e passou a conversar só comigo, até o final da entrevista [risos]. Foi delicioso, eu saí de lá das nuvens. Pensando que era isso que eu queria fazer da minha vida, chegar dessas pessoas que eu adoro, descobrir se é isso mesmo que eu estou pensando, se eu estou viajando, sabe? Essa primeira entrevista informal com o Cazuza me deu o tom das coisas. Quando você vai fazer uma entrevista e você mostra pro cara que você tem intimidade com a obra dele, ele se desarma imediatamente. E aquilo cria uma cumplicidade quase instantânea.

Quais entrevistas que te marcaram?
A entrevista que eu fiz com a Cássia [Eller] para o livro Vozes do Brasil [vol. 1, Patricia publicou dois livros com reportagens levando o nome do programa] foi muito importante para mim, porque a Cássia… sou fã total dela, admiro ela pra caramba, eu acho que ela é uma das maiores intérpretes que a gente já teve de todos os tempos aqui no Brasil. A entrevista que Itamar Assumpção me deu, foi maravilhosa. Itamar tinha uma coisa comigo, no começo eu tinha medo dele e no fim era a única jornalista que ele recebia. Então foi muito bacana. Todas as entrevistas que eu fiz para o Vol. 1 do Vozes do Brasil foram muito transformadoras. Pelo motivo mesmo que eu estava lá, por estar fazendo o meu primeiro livro, tudo isso era muito impactante, e por conta da escolha das pessoas, que eram todos muito próximos, foram escolhas muito afetivas. Outra entrevista que eu fiz e que pra mim foi muito marcante, foi uma entrevista que eu fiz quando eu era muito menina ainda com o Cauby Peixoto. Ele deu uma entrevista na rádio e eu levei todos os LPs dele pro estúdio e ele ficou muito feliz com aquilo, mas tinha momentos que ele se voltava pro microfone e falava para as fãs dele. Uma coisa dos tempos de Rádio Nacional, aquilo foi muito emocionante pra mim. A dona Edith do Prato, conhecer uma mulher como ela foi incrível.

E daqui pra frente? Você tem mais planos?
Ah, tenho. Eu quero continuar o Vozes, o projeto do livro, eu quero fazer o Vol. 3. Tenho a ideia de fazer uma biografia, como eu consumo muito as biografias de música, eu quero fazer uma também. Uma não, várias, né? Mas eu acho que agora eu não vou conseguir parar para escrever, porque eu estou, realmente, fazendo muita coisa. Programa de música instrumental, programa de rádio que vai para um monte de emissoras, o blog da internet que dá trabalho também [risos], o programa com a Natura [Musical], essa coisa da curadoria pra um monte de coisas, que toda hora me chamam, um release que toda hora eu escrevo. Então não tenho tido muito tempo pra parar e escrever.

Quem seria o biografado?
Ah, meu, não sei ainda. Eu estou com algumas ideias na cabeça, mas… [risos] uma hora eu conto!

#drops Três dias de muita música

Tanto se falou do Woodstock no Brasil e agora saíram as informações sobre o festival que vai parar o Brasil por três dias. O SWU Music and Arts Festival irá acontecer na cidade paulista de Itu, conhecida por ser a cidade do exagero, durante os dias 9, 10 e 11 de outubro deste ano.

As bandas ainda não estão todas confirmadas, mas Pixies, Incubus (foto), Dave Mathews Band e Linkin Park são os nomes já fechados das 60 – isso mesmo, sessenta – atrações que irão se revezar por três dias nos três palcos e na tenda eletrônica que serão montados. O tão esperado Pearl Jam infelizmente não comparecerá – Eddie Vedder, o vocalista, estará casando!

A SWU Brasil garante que a infraestrutura irá surpreender a todos, com um espaço de 140 mil metros quadrados na fazenda Maeda, seguranças, praça de alimentação, camping e médicos presentes durante todo o festival. Ainda contarão com oito mil barracas e estrutura hoteleira mapeada para a espectativa de 250 mil pessoas!

Além disto, o evento trará a bandeira da sustentabilidade, com direito a fóruns diários debatendo o assunto. Os organizadores do Maquinaria, The Groove Concept, também são parceiros da SWU para o festival.

Vamos atualizar este post assim que tivermos mais informações!

#drops: Pitty fala sobre Rita Lee

“Não sei pinçar exatamente em que aspecto da minha carreira tenho-a como influência, mas percebo que é algo entranhado profunda e inconscientemente. Mais do que usar sua obra como referência, a questão é que sinto uma identificação grande nas coisas que ela fez e faz, no jeito de levar a vida. Talvez a gente só tenha vindo do mesmo planeta e, quando olho para ela, me reconheço de alguma forma, como se de repente no meio de uma raça estranha encontrasse alguém da minha espécie.”

Pitty, sobre Rita Lee
[original]

Ficaí a dica: Quando o Gabriel Louback entrevistou a Pitty para o perfil de Rita Lee na  Revista da Cultura, veio conversar comigo, fã confessa, sobre o quão bacana tinham sido suas respostas. Concordei assim que terminei de ler, não podia ser diferente: a baiana parece sempre ter algo a acrescentar. Comentei que uma das coisas que mais me faz gostar da Pitty é o fato dela saber se expressar tão bem. Então ele decidiu: Depois que a matéria saísse, disponibilizaria,  na íntegra, a entrevista feita com a Pitty  sobre a Rita Lee.

As publicações saíram ontem e, da minha parte, recomendo as duas leituras com fervor.

[a foto é a única que já tirei dela, no LG Mobile Worldcup]

5 motivos para crer que Jesus nos salvou de Mara Maravilha

Mara, Miss Mara, Filha da Lua, Curumim, ou, simplesmente, Mara Maravilha. Natural de Itapetinga, município baiano, Mara Maravilha foi a estrela do Show Maravilha, um dos programas infantis mais nostálgicos e bem sucedidos da história da televisão brasileira, com auge na década de 80. A apresentadora rendeu dezenas de sucessos, marcas de brinquedos, e, por muito tempo, foi a guinada de maior audiência do SBT. Em 1995, Mara Maravilha voltou-se para o segmento gospel, para onde se dedica até hoje.

Em viés dos tempos de Justin Bieber, Restart ou Miley Cyrus, quem  passou a infância assistindo o Show Maravilha pode, pelo menos por um momento, parar para uma pequena reflexão. Enquanto algumas pessoas ainda tentam descobrir o que foi o encontro de Mara Maravilha com Jesus, eu proponho cinco bons motivos para crer que Jesus a tirou do mainstream para salvar a humanidade. E, ah! Antes que fãs fervorosos torrem a caixa de mails da minha editora para me xingar, esse é um post de cunho humorístico. Levem na esportiva, vai. Só dessa vez. Vamos ao clipe Curumim.

1. Vamos tentar entender a letra. Sem buscar no Google, ham:  culululusakulaminhenhe culuiuiuiusakulamaiaeee. Macumba do Tucumã? Ok, Mara, senta lá.;
2. Agora você imagina esse ser humano gritando culululusakulaminhenhe mexendo os braços pra lá e pra cá, junto com a cabeça. E dá soquinho pra lá, e soquinho pra lá, e mexe o pescoço, enfim. É uma eletricidade que assusta;
3. Quem está acompanhando o clipe, perceba o que acontece em 1:51. Apresentadora infantil emerge do pântano. Er…
4. “Um arco-íris maravilha” Sem mais;
5. A macumba deu tão certo, que Curumim rendeu 450.000 cópias, um disco de Platina.

Porra, Mara! E ainda tentou queimar o filme da Angélica…

rapidinha #10: Novo clipe de Eenie Meenie, com Justin Bieber e Sean Kingston

Saiu (FINALMENTE!) o novo clipe de Justin Bieber e Sean Kingston, Eenie Meenie. O diretor é o mesmo de Baby, do Justin.

Eu tou apaixonada, mas sou suspeita, né? haha.

E, pra quem não viu, rolou um making of bem divertido em que Sean Kingston e Justin Bieber contam como foi gravar Eenie Meenie. Amor puro.