Se os Beatles fossem irlandeses

flag_of_irelandQuerendo ou não os meninos de Liverpool tinham alguma descendência irlandesa, expressa em seus sobrenomes. Mas, fato é, nasceram na Inglaterra. Mas e se, só “se”, eles tivessem nascido na Irlanda? Sua música seria diferente? O que os caracterizaria?

Um vídeo do You Tube de Roy Zimmerman soluciona estas dúvidas e apresenta a resposta a pergunta “What if the Beatles where irish?”. O autor da resposta, bem inteligente por sinal, brinca com sotaque e o ritmo da trad music irlandesa (já explicada por aqui) nos singles dos Beatles. Lucy in the Sky with Diamonds, Hey Jude e Eleanor Rigby são algumas das músicas apresentadas em quatro minutos. Aliás, “all the lonely people, where do they all come from?” ganhou, também, resposta: Dublin!

Pitty encarna Pin-ups

Pitty Pin Up bettie page dita von teese sexy pelada nua

A cantora Pitty, que está em estúdio gravando seu próximo CD, liberou para os fãs essa semana as fotos que fez em maio de 2008 em parceria com Adrian Benedikt e Madame Sher Corsets, inspirada nas pin ups Bettie Page, Dita Von Teese e em Cheesecakes (fotos de pin ups clássicas). Os ensaios geraram frisson na internet: Teve gente dizendo que sentiu vergonha alheia de leve, teve quem adorasse. Mas o fato é que no início do fim de semana, só se falava nisso. Teria postado antes, mas, não sei se perceberam  (eu sei que não perceberam, mas vamos fazer de conta que sim), eu sumi aqui do Vitrola. Estava de cama e não conseguia nem raciocinar… Enfim, cá estou, de volta, firme e forte, dando notícias OLD pra vocês.

 Veja aqui os ensaios da Pitty.

- a propósito, agora vocês podem seguir a Pitty no Twitter e no Blip. =)

(Jabá de leve, eu fiz no meu blog um post sobre o que EU achei das fotos, com uma galeria de imagens dela ao longo da carreira. Pra quem quiser ver… Tá aqui)

No one knows about Iran indie rock band!

 

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Se muitos músicos brasileiros reclamam da falta de incentivo que encontram aqui no Brasil, imagine no Irã. O longa “No one knows about persian cats” (ainda sem nome em português), de Bahman Ghobadi, foi exibido pela primeira vez nesta quinta-feira, dia 14 de maio no Festival de Cinema em Cannes e trata justamente das inúmeras dificuldades que os músicos passam em um país onde nem cães e gatos podem sair para passear nas ruas –sim, o título remete a uma lei iraniana que realmente existe!

Há tempos o filme vem sendo comentado nos burburinhos dos apaixonados por cinema, visto que Ghobadi foi impedido de filmar em seu próprio país e teve que recorrer a alternativas clandestinas para poder concluir seu trabalho. Vale ressaltar também que ele foi preso duas vezes durante as filmagens por ser acusado de separatista pelo governo.

Para romantizar ainda mais a história do make do filme, o diretor é namorado da jornalista americana-iraniana Roxana Saberi – para quem não se lembra do episódio, em janeiro de 2009 a correspondente da BBC foi presa por porte de documentos ilegais do governo e acusada de espionagem.

A trama do polêmico longa gira em torno de um casal dos personagens de Askan (Koshanejad) e Negar (Shaghaghi), jovens músicos da cidade de Teerã que tentam promover sua banda de indie rock. Mesmo terem nascido de famílias ricas e crescido com grande influência da cultura pop americana e européia, precisam de autorização do governo não só para gravar suas músicas em estúdio, mas também em qualquer tipo de evento na cidade –inclusive em “reuniões” nas residências.

Não resisti e baixei o filme pela Internet. Quem está esperando uma super produção norte-americana, mil cores e alta resolução, desencana. Contudo, o filme tem uma magia ímpar que não precisa de tais recursos. Por exemplo, não tem como não se apaixonar pela jovem Negar, que sofre as piores conseqüências em nome da paixão pelo seu trabalho. Ênfase que as mulheres no Irã são impedidas de interpretar qualquer tipo de música. Pelos atores serem todos músicos e não “atores-profissionais”, você acaba se espantando com a interpretação deles. Foi posta tanta emoção, foi projetada a história dos próprios “atores”, que o longa ficou impecável.

Um filme voltado para o público jovem também necessita de uma pontinha de humor e malandragem, que fica por conta de Nader (Behdad), um adorável empresário que promete ao casal conseguir os papéis do visto, para que consigam tocar no festival europeu. Não tem como não dar risada com a cena onde ele convence um policial a reduzir a pena por porte ilegal de bebidas alcoólicas e DVDs americanos.

Tá aí uma boa pedida para quem está saturado de enlatados americanos e pretende entrar na onda dos filmes orientais.

Imagine uma igreja tocando Lennon

john_lennonDe acordo com uma matéria publicada no site da Rolling Stone, uma igreja em Liverpool tocará uma das músicas mais famosas de John Lennon, considerada um “hino antirreligioso”. “Imagine”, que foi escrita em 1971 pelo ex-Beatle, foi, inclusive, usada pelo seu autor como confronta à igreja cristã (e religiões no geral) em entrevistas. Parte da letra até mesmo diz, bem claramente, “imagine que não há céu” e “imagine (…) que não há nada para matar ou morrer por/e nenhuma religião também”.

Os sinos que ecoarão o famoso som são considerados os mais pesados e altos do estilo e podem ser ouvidos a quilômetros. São 13 deles envolta de um maior, chamado de “Great George”. Todos os 14 serão orquestrados por Sam Austin, estudante da Royal Northern College of Music de somente 23 anos, que regirá sete voluntários responsáveis pelas badaladas. Todo este trabalho faz parte de um festival de artes, o Futuresonic. Este ocorrerá entre os dias 13 e 16 de maio em Manchester, passando, estratégicamente, pela terra dos Beatles.

Leia o que mais a Rolling Stone disse sobre a polêmica:

Segundo o canal BBC, um porta-voz da catedral deixou claro que “permitir a ‘Imagine’ ser executada por nossos sinos não significa que concordamos com a letra da música”. (…)

Idealizadora do número, a artista Cleo Evans foi encarregada de liderar uma comissão para convencer a instituição religiosa – e não precisou de grande lábia, segundo seu porta-voz. Apesar de levar em consideração certas “sensibilidades a respeito da letra”, a igreja “reconhece o poder (da música) de nos fazer pensar. Como uma catedral, não nos recolhemos na hora do debate. Reconhecemos a existência de outros pontos de vista”. Um porta-voz da igreja católica local não quis se pronunciar.

“É uma canção icônica que será interpretada de um jeito provocante e surpreendente”, disse Evans. A viúva de Lennon, Yoko Ono, declarou achar a ideia “tão linda que me fez engasgar”.

Abaixo, a letra do clássico “Imagine”:

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace
You may say,
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day
You’ll join us
And the world will be as one

Confusão dos Brothers

jonas-brothers-starpulseOlha lá a polêmica em cima dos Jonas Brothers de novo! Dessa vez não tem nada a ver com ex-namorada ou anel de pureza. O mal entendido foi gerado pelo título do novo álbum – Lines, Vines and Trying Times.

Segundo o The Sun, a Universal Music estaria em pânico por causa do título do novo disco da banda.  O motivo do desespero seria o fato de que o título faria uma possível referência à cocaína (?). O jornal afirma ainda que a gravadora só teve acesso ao novo álbum depois de pronto, ou seja, ficou responsável apenas pela distribuição e promoção do material.

Nick Jonas explica: “Linhas são coisas que as pessoas te fornecem, te passam. Vinhas são coisas que atrapalham seu caminho e tempos de decisão, bem, isto é óbvio”.

Parece que não tão óbvio, né?

Are you experienced?

logo_rnrJá imaginou estudar música com ídolos  do rock? Agora isso é possível! O  The Rock & Roll Experience é um retiro musical de cinco dias no Havaí, em que músicos iniciantes participarão de oficinas, seminários, aulas particulares e jam sessions com  músicos, além de terem a chance de compor e ensaiar com a ajuda de um produtor conhecido. “Você será acomodado e tratado como uma estrela do rock”, diz o site oficial. E quanto custa a aventura? Bom… Em cinco dias, uma pessoa paga US$ 7.499, com direito a acomodação num hotel cinco estrelas. Salgado, digamos assim.

Acontece que o evento, que acontecerá entre os dias 7 e 11 de outubro em Honolulu, recebeu a confirmação de integrantes de bandas clássicas do rock dos anos 60 e 70, como Sex Pistols, Blondie, Beach Boys e Devo. É, isso mesmo. Os iniciantes assistirão aulas com Glen Matlock, Gerald Casale, Al Jardine, Wayne Kramer e Clem Burke. ÍDOLOS.

A ideia do retiro, segundo o site, é fazer com que os participantes, independente de idade ou habilidade, consigam se parecer com seus ídolos e soar como eles. No final, os participantes terão a chance de abrir o show de uma banda consagrada que ainda não foi anunciada. Bem vibe filme de sessão da tarde, fala a verdade! Mas isso não é uma crítica não, se quiserem pagar pra mim, vou numa boa! haha!

Mais informações: Rockandrollexperience.com

O novo do Jonas Brothers

Pra entrar no clima:

Eis que o disco dos irmãos Jonas terminou de ser gravado semana passada e a capa já foi divulgada no Myspace da banda. Meninas, gritai:

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É, até que tá bem bonitinha! =P

O álbum, intitulado “Lines, vines and trying times”, será lançado oficialmente no dia 15 de maio. Enquanto isso, arranquem seus cabelos, eles se preparam para a turnê mundial - que, lá pelos dias 25 e 26 de maio, passa pelo Brasil. Ah, se eu fosse adolescente… hahaha.

Mais informações em breve.

A propósito: AMA JONAS BROTHERS? QUER SABER TUDO SOBRE A BANDA? Descubra como aqui.
(Não, isso não é publieditorial p**** nenhuma.)

ps: Longe de mim querer roubar o trono de especialista em Jonas Brothers da Tory, sério (muito sério, de verdade!). Mas achei que não podia deixar passar uma notinha, e como ela não apareceu… Aliás, a música – antiga, por sinal – que anima o post é em homenagem a ela. :D

Beatles dividido por dois

Para os fãs de Beatles há uma novidade por aí… Paul McCartney e Ringo Starr, os “remanescentes” da banda, tocaram juntos. O fato (extraordinário) ocorreu em New York no Radio City Music Hall neste último sábado, 4 de abril. O show, parte do evento “Change Begins Within”, era destinado à arrecadação de fundos para ensinar crianças técnicas de meditação, ação da Fundação David Lynch.

Paul e RingoNo final dos anos 60, quando inclusive consultaram um guru indiano, os Beatles popularizaram a meditação e levaram muito desta cultura para o ocidente. Então, nada mais perfeito do que tocarem em um evento como este… Ainda assim, não há como evitar a dúvida quanto ao real valor desta fundação (será que meditação melhora a fome, a pobreza e outros problemas mundiais?).

Os dois ex eternos Beatles cantaram juntos sucessos antigos da banda inglesa e algumas músicas próprias, incluindo “Here Today”, de Paul para John Lennon, e “It don’t come easy”, de Ringo para George Harrison. Eles não tocavam juntos desde novembro de 2002 no “Show por George”. Paul McCartney foi o mais festejado da noite entre outras celebridades que pisaram no palco, como Sheryl Crow, Eddie Vedder e Ben Harper.

Ainda não vi por aí, mas se alguém souber de algum vídeo (no You Tube), dê um aviso! Vale muito a pena ver estes dois juntos e relembrar o que jamais será esquecido!

Quer brincar de Lego?

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Se liga nessa guitarra incrível construída toda com peças de Lego! Serviço profissa: Dá até pra tocar – o único problema é que desafina o tempo todo. Não é forte o suficiente para suportar a tensão das cordas por muito tempo, por isso nas fotos ela está sem ;)

Não quer tentar não?
Fonte: Geekassaurus

Paranoid

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Estava eu secando o cabelo pra poder ir dormir (é, amigos, não durmam com seus cabelos gigantes molhados, sério!) quando, de repente, me vieram à cabeça os acordes de Paranoid. É, os primeiros e repetidos acordes do riff que preenche a música toda. Enfim, eu não sei por que cargas d’água me lembrei de Paranoid àquela altura, mas lembrei. E aí, (o melhor de tudo!) eu me fiz apenas uma pergunta: “Por que diabos eu havia me esquecido disso?”. E continuei cantarolando a música e competindo, no quesito “pior barulho”, com o ruído do secador.
Quer dizer, quando eu digo “esqueci”, não quer dizer que eu tenha me esquecido completamente. Se pegar a Neguinha ali no quarto e gastar algum tempinho nela, certamente eu lembro como tocá-la inteirinha de novo. E de novo. É simples, até. Mas a questão não é essa. A questão é: onde foi que eu deixei meu lado rocker? Sim! Fez todo o sentido pensar nisso agora.
Eu era pequena e a minha casa era cheia de fitas dos meus pais. Infestada de Beatles, Rolling Stones, Raul Seixas, Pink Floyd, BeeGees, Abba, Queen, um monte de coisa boa – e bizarra também (tinha umas fitas do Zezé de Camargo, mas essas a gente abafa!). Eu pirava no Raulzito, mas eventualmente também saia bradando por aí “We don’t need no education… We don’t need no thought control”. Porra, aprendi a falar inglês cantando, isso você pode perguntar pra qualquer um que me conheceu nova. E pode confirmar me ouvindo cantar por dois segundos e falando por dez. Eu ainda sou muito melhor no inglês cantado. Mas divago.

Eis que eu, ainda pequena, já era uma garota do rock. Tinha lá meus vinis da Xuxa, da Angélica, da Mara Maravilha, da Eliana, do Fofão, mas nunca fui muito da turma dos dedinhos. A única coisa que eu curtia de verdade além do Raul e daqueles caras que começavam a música com um puta som de avião fudido e moedas caindo era Zezé de Camargo um vinil do Vinícius de Moraes e do Toquinho. As fitas deram lugar a um CD player e eu, então lá pelos dez anos, ouvia Miucha, Tom Jobim, Chico Buarque… Mas preferia o Cazuza, Mamonas Assassinas, Raul, mais Raul, Raul de novo. Ouvia muita coisa quem nem sabia o que era, CDs loucos de rock que meu pai trazia e eu ouvia sem nem querer saber o que era, só querendo mesmo mais.
Foi assim que um dia meu pai chegou com um DVD player, quando isso não era nem comum. Tudo bem, ele trabalha com audiovisual, extremamente aceitável ter um treco desse em casa. Eu não via sentido naquele aparelho, afinal, O Rei Leão, que era meu vídeo favorito (shame on me, eu chorava com esse filme!) só funcionava no meu pré-histórico videocassete. Não foi difícil, no entanto, fazer com que o DVD passasse a fazer todo o sentido do mundo. Isso porque, junto com ele, meu pai criou uma coleção de clássicos duca. Elvis, Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, Santana, Police… E, dentre os vários disquinhos, lá estava ele, o glorioso. Não tinha nome, ele mesmo havia gravado. Cheia de clipes antigassos de fazerem qualquer um mijar de rir. Eu ria. Até que dei de cara com um canhoto féladaputa. Ele segurava uma guitarra preta, chifrudinha, com cruzes nas casas. O cara era animal. E eu nem vou comentar minha reação diante do Ozzy gritando “Can you help me? Occupy my brain? Oh, yeaaaah”. É desnecessário descrever isso pra qualquer um que já teve uma mínima paixão por Black Sabbath. Pra quem não teve, é simplesmente indescritível, desculpe. Enfim, eu assistia àquilo várias vezes. Incansavelmente. Eu devorava Paranoid. Daí vieram as más influências, a vontade de integração, a Sandy e o Júnior gritando “vamo pulá!” e eu passei por uma fase negra chamada pré-adolescência, que nem comentarei aqui.
Um dia, exorcizadas essas minhas crises de pré-adolescente, decidi que aprenderia a tocar. Não queria um violão, queria uma guitarra. “Violão não é rock’n’roll”, minha inocência dizia. Coisas de menina. Caminhando pela Teodoro Sampaio, cabelos castanhos abaixo da cintura com suas pontas rosa-pink, sainha de sarja, regatinha roxa-halloween, olhos exageradamente contornados com o lápis preto, coturnão com cara de all-star, eu me deparei com ela. A Neguinha. Uma Epiphone SG Signature do Tony Iommi. Ninguém menos que o cara mais féladaputa do mundo. O cara que eu mais admirava. Um dos guitarristas mais fodas que eu já ouvi. Lá estava a guitarra toda pretinha, com as cruzinhas brancas gravadas nas casas e um preço que minha mãe certamente não pagaria – já que era suficiente pra comprar, no mínimo, 4 guitarras “normais”. Carinha de “por favor”, súplicas infinitas, um mimimi com a minha mãe – que tinha esperanças de que eu fosse aprender música pra tocar na igreja (hahaha!) – tentando explicar que aquela guitarra não significava nenhum pacto com o demo, pelo menos nenhum pacto meu.
Agora a Neguinha vive pedurada, dentro de sua bag, na lateral do guarda-roupas. No meu player não há nem sinal de algo parecido com Black Sabbath. A última vez que toquei Paranoid, gloriosa e perfeitamente, foi há incontáveis anos, numa banda só de meninas, “noite do Metal” lá no conservatório. Eu cresci e mudei pra caralho. Todo mundo muda. Eu não sou nem de longe xiita como eu era. Não. Já não brado Wasted Years por aí. Não consigo mais pensar em Sonata Arctica como a trilha sonora da minha vida (é, eu já pensei nisso!). Eu ouço Luiz Melodia, Mart’nália, eu morro por um bom samba hoje em dia. Mas não é que – eu descobri hoje – eu ainda gosto do bom e velho rock’n’roll? Tem mais, inclusive – eu acho que é isso que está faltando. Está faltando rock’n’roll na minha vida. Está faltando rock’n’roll no mundo, na atualidade. Já não se faz mais música como antigamente. Pelo menos eu acho que não. E eu tenho dó de quem nasce e não tem a chance de ouvir as coisas que eu ouvia. O Raulzito. Pink Floyd. Sabbath. Ozzy em toda sua glória. Não, hoje em dia eu não vejo nada disso por aí… Não há mais rock’n'roll como o de antigamente.

Mas quem tiver sugestões pra me provar o contrário, to aceitando. O que eu quero mesmo é agitar essa minha vida. Quem sabe eu não descubro a esperança pra contá-la pros meus filhos?

Enquanto isso, o clipe que me fez me apaixonar pela Neguinha: