Larissa Tassi WHO?

Por Francisco Junqueira)

Gente! Alguém se lembra da Larissa Tassi?

Pra quem não faz idéia de quem seja, estamos aqui. Quem pegou a primeira exibição de Cavaleiros do Zodíaco, exibida pela TV Manchete, entre 1994 e 1997, muito provavelmente teve contato com diversas aberturas do desenho. Entre elas, uma foi divulgada promocionalmente e lançada, junto com outras canções, também comerciais, em um CD, “Os Cavaleiros do Zodíaco”. Larissa Tassi foi uma das cantoras do álbum, e foi quem nos deixou uma das músicas mais famosas da série, aliás, para mim, a melhor. Confiram:

E por que estou falando dela agora? Em 2004, a série foi restaurada e exibida pelo Cartoon Network, da TV fechada, e pela Rede Record, da TV aberta, trazendo de volta a febre, que precedeu o re-lançamento de brinquedos, DVDs e, curiosamente, artistas. Em 2008, foram lançados os DVDs com novos episódios, a chamada Saga de Hades, e adivinha só quem foi convidada para cantar a abertura dublada da série? Nossa Larissa Tassi!

Eu confesso que fiquei meio descrente, e acabei indo atrás dela Internet afora. Encontrei, no Youtube, claro, uma apresentação, em um evento no litoral. A qualidade do vídeo é péssima, bem como os dançarinos, a platéia, o local, mas, quem rouba a cena é a mulher que está cantando. A menina cresceu, e, por favor, olha como ficou a voz:

E, como eu citei, a Larissa foi convidada para a edição brasileira da nova abertura de “Os Cavaleiros do Zodíaco”. A original, ‘Chikyugi’, é da oriental Yumi Matsuzawa, pra quem se interessar e quiser procurar. A dublada, de Larissa Tassi, recebeu a tradução ‘Pelo Mundo’, e ficou assim:

Particularmente, prefiro a original, mas, curti da versão dublada, e gostei mais da iniciativa de trazer a Larissa Tassi de volta.

Desculpem a demora para aparecer (como se alguém tivesse notado). Pra variar, a Ariane vai postar pra mim, porque ainda não aprendi a mexer aqui! Beijão pra todo mundo. Juro que vou postar mais.

Tá, não juro, mas, vou me esforçar.

#essencialbuns VI: Metallica, Load

(Load, do Metallica, comentado por @dbastos)

Load, Metallica

por Daniel Bastos
@dbastos

É o POP (U2), o Nine Lives (Aerosmith), o Chinese Democracy (GnR), o Americana (Offspring) deles.

Desviando de pedras, devo dizer que o Load foi criado em um momento delicado pro Metallica. A banda estava meio encostadona, preguiçosa, querendo perder a postura de “banda do capeta” e colocar todas as influências não-metal deles nas músicas. Depois de serem duramente criticados pelo Black Album, que é considerado pelos metal-xiitas como o último disco METALLICA do Metallica, eles mostraram que construções melódicas, trejeitos vocais e riffs também transmitem a mensagem do metal.

Até hoje considerado o pior álbum deles (pior que o Reload), eu acho indispensável pelo simples fato de que eles se propuseram a arriscar o status conquistado fazendo o que eles queriam e mudaram completamente a sonoridade da banda. É um ótimo álbum, mal visto apenas pelos já citados metal-xiitas, que não percebem que até o sensacional Death Magnetic tem resquícios dessa revolução artísitica interna, deles.

Ou algo assim.

o desafiado

Daniel Bastos, quando não é gerente do Crediário, é webdesigner. Conhecimento avançado no uso de boas palavras e ironia fina, diz por aí que não possui nenhuma meritocracia informal na internet, mas há controvérsias. Afinal, @dbastos vive lá pelas bandas de Brasília, Na Rota Do Rock, é do “qualquercoisacast” 100+ delongas e já foi até modelo de corrente das internets.

load para ouvir


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tracklist

1. “Ain’t My Bitch”
2. “2 × 4″
3. “The House Jack Built”
4. “Until It Sleeps”
5. “King Nothing”
6. “Hero of the Day”
7. “Bleeding Me”
8. “Cure”
9. “Poor Twisted Me”
10. “Wasting My Hate”
11. “Mama Said”
12. “Thorn Within”
13. “Ronnie”
14. “The Outlaw Torn”

//mais informações sobre o álbum
//WTF #essencialbuns?

#Playlist: Nostalgia desajustada


Quem nasceu no fim dos anos 80 é uma vítima inegável da nostalgia desajustada. Sentimos saudades de fatos que não vivemos, de festivais e shows memoráveis aos quais não fomos, somos apaixonados pelas músicas de uma época que não era nossa – se é que música pode ser considerada temporal.

Os anos 60 e 70 são os queridinhos dos “nostálgicos desajustados”. Quem nunca sonhou em estar em Woodstock e participar do movimento hippie, ou ainda dos movimentos anti-belicistas? Levantar a bandeira do poder jovem, do amor livre?

Querer assumir as características de tempos anteriores ao nosso se tornou uma forma que muitos encontraram de fugir do nosso próprio tempo, de buscar originalidade nas artes, na política e na própria vida cotidiana.

Em meio a era da música digital, ressurge o LP. Em meio aos fãs de bandas como Cine e Nx Zero, surgem os novos apreciadores de Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Beatles, Rolling Stones.

Acompanhe-me nessa viagem psicodélica em 10 músicas!


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#essencialbuns V: Pearl Jam, Ten

Ten, Pearl Jam

por Leandro Gabriel
@trecker

Quando me pediram pra escolher um álbum (um só, que é como me pedir pra escolher um órgão pra me sobrar no corpo) adorei a idéia. Cerca de quinze segundos depois minha vontade era dar com a cabeça de quem pediu na quina de alguma parede. Ou reproduzir a cena de ‘American History X’. Sim, aquela cena. Suponho que boa parte dos que atenderem ao pedido farão uma introdução parecida, mas acho importante fazer também, de modo que entendam de uma vez por todas que um pedido desses não se faz nem pro pior inimigo.

Dito isso, escolhi o álbum que mais ouvi. Não por ser o disco que mais amo, porque se fosse esse o critério ia gastar mais uns meses escolhendo e não sairia com texto nenhum. Era necessária uma lista que tivesse algum álbum no topo e odeio ordem alfabética, que não passa da eterna celebração da criança que aprende o alfabeto e repete pra mostrar a descoberta.

Ten. Posso assobiar todas as suas faixas. De trás pra frente. Debaixo d’água. E ainda assim não tenho muito o que dizer sobre ele. Na Wikipedia tem um monte de infos, ó só.

Pensei em fazer como o Renmero e contar uma história que de alguma forma envolvesse o disco. Não seria difícil. Amei ouvindo Ten, briguei, apanhei também, comprei meu primeiro ténis ouvindo Ten, com grana ganha trabalhando enquanto ouvia Ten. Cometi meu primeiro crime com Ten nos fones de ouvido. Destruí meu primeiro violão segundos depois de conseguir tocar Alive inteira pela primeira vez, sem o solo. Cantei Black no ouvido dela, no dela e no dela.

Quando éramos guris, o Dênis tinha um violão e não sabia tocar, mas aprendeu o baixo de Even Flow. Conseguia tocar e cantar ao mesmo tempo (eu ainda não consigo) e era tão idiota e cheio de clichês quanto eu. Depois de uma festa, voltando pra casa não lembro de quem, sentamos ao lado de Sêo Pedro e tocamos Even Flow, em dueto violão, violaixo e voz. Nem morador de rua ele era, mas pelo menos não entendia inglês. Sorriu feliz e voltou pra dentro da casa que estava reformando. Sêu Pedro deve estar até hoje com cara de WTF, mas sem clichê babaca não se faz um adolescente, então I’ve been there, done that.

Enfim, não vou escrever um texto em que a relação com o disco é TRICKY, mas também não vou contar uma história pra cada faixa. Nem lembro de todas as histórias pra poder contar, mas acredite: quando se ouve um único disco quase o tempo todo, se tem história pra cacete.

O ponto é que o disco não termina. Até hoje ouço inteiro esperando que o disco termine. Até prometo que I’ll hold the pain, release me, mas it doesn’t and it goes right back to Once upon a time. Estou preso no repeat desde moleque.

O leitor que é mais babaca vai notar que não mencionei todas as faixas do disco, mas adianto que não sei falar de música. “Writing about music is like dancing about architecture – it’s a really stupid thing to want to do.” — Elvis Costello (thank you NIGGA* for giving me the perfect quote).

Se toda a história da indústria fonográfica estivesse a ponto de ser destruída e coubesse a mim escolher um disco pra salvar, seria o Ten. Não é me gabar, a ideia não é na esperança do mundo viver como eu vivi, é que a única vida que conheço é a minha e se ela foi boa o bastante em seus altos e baixos até o momento, foi em parte por conta desse disco. Ou no mínimo sob sua supervisão numa grande porção do tempo.

Já disse que sou cheio de clichês, então cabe um aviso: Erros de digitação, gramática ou qualquer outra coisa que passaram batidos foi porque parei a revisão quando terminou Master/Slave. Nada mais clichê que usar só o tempo do disco pra escrever sobre ele e revisar.

o desafiado

Trecker é do tipo que até tem cara de mau, mas não engana: constrói e destrói amores em poucas palavras, sofre de DOENÇA EDITORIAL no twitter, é apaixonado por comunicação & tecnologia e sempre tem referências bacanas sobre toda sorte de assuntos. Enquanto vocês lêem esse post e trabalham, ele se prepara para desbravar EL RELAMPAGO DEL CATATUMBO.

ten para ouvir

tracklist

1. “Once”
2. “Even Flow”
3. “Alive”
4. “Why Go”
5. “Black”
6. “Jeremy”
7. “Oceans”
8. “Porch”
9. “Garden”
10. “Deep”
11. “Release[I]”

//mais informações sobre o álbum (en)
//WTF #essencialbuns?

Final de Festival neste domingo

Este domingo, 7 de março, vai acontecer a final do Festival Coletânea no Manifesto Bar (Rua Iguatemi, 35). O evento, em sua nona edição, compreende etapas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. Os ganhadores de cada estado depois seguem para a apresentação final no Hard Rock Café, Rio de Janeiro, onde gravam um CD ao vivo.

Na final paulista estão 13 bandas, como Novo Sistema, Porão 365, Ultimato Cobra e Incivis. Também há o Aftersix, uma banda de São Bernardo do Campo que já tem oito anos de trabalho e é composta por Gil Tiago (vocal, baixo e violão), Chammas (bateria e percussão) e Gustavo (guitarra, violão e vocal). Ano passado eles lançaram um EP com quatro canções e planejam um CD para este mês, do qual apresentarão algumas músicas no festival.

Nota Promissória, Os Novos, Tourette, Cidadão Blindado, Celofane, Terno, Kaoll e Lanny Gordin e Branco ou Tinto também compõem o time de finalistas do festival. O site oficial do evento, organizado pela Onix Marketing e Cultura, está fora do ar, mas os ingressos são R$ 20 na porta. Quem quiser entrar por menos, R$ 10, pode procurar antecipado com as bandas (telefone para contato: 11 8027 3831).

#Playlist: Pirotechnia

Essa é minha estréia na sessão pessoal de Playlists, então que tal um insight breve? Pois quem diria: essas últimas semanas foram bem interessantes para mim. Novas oportunidades profissionais, alguns bons momentos entre amigos e um ou outro livro interessante. Afinal, quando o maior de seus problemas é uma entrega atrasada da Saraiva e o fato dos Estados Unidos estarem na frente nas Olimpíadas de Inverno (estava realmente torcendo pro Egito esse ano), algo de bom está acontecendo. Por isso mesmo, minha playlist da semana está tão experimental. Vamos aos selecionados: começamos com Beautiful, do Smashing Pumpkins. Depois, a prova de que os garotos do Trans-Siberian Orchestra andam tomando gemada demais nos fins de ano: resultado nada estranho, For The Sake of Our Brothers é uma releitura de uma famosa canção natalina e hino da Harpa Cristã americana, tudo na voz poderosa e irônica de Peter Shaw. Hey! Não é natal se não estamos nos divertindo, certo?

Logo em seguida, uma homenagem ao genial trabalho de Akira Yamaoka (e um brinde ao seu novo emprego) com a sentimental Love Psalm, seguida por Cage and the Elephant, sem qualquer motivo aparente. Herbie Hancock segue com duas fantásticas composições instrumentais, exemplos de como se cozinhar um bom Jazz contemporâneo (ao menos dos mais modernos que consigo ouvir). E por que somos todos tradicionais, Ella Fitzgerald com The Best is Yet to Come, e, claro, os americanos loucos do Beirut, fechando uma playlist curiosamente vazia de qualquer metal melód… opa! Não tão rápido: Symphony X fecha a Playlist dessa semana com uma dessas canções que te fazem querer sair correndo por aí com um machado nas mãos (tipicamente, a fase final dos meus surtos de bom humor).

Espero que gostem.

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