Você sabia que a amizade de Alex Kapranos e Nick Mccarthy começou com uma garrafa de vodca? Não? Pois é, o guitarrista do Franz Ferdinand contou à revista Época São Paulo que tomou toda a bebida que Alex havia levado a uma festa e o que era pra ser um desentendimento acabou em amizade. “O álcool é algo profundamente sagrado para os escoceses”, ele disse. Para nós também, Mccarthy. Para nós também.
Exatamente por isso, depois das franztásticas! (obrigada, Eric, pelo trocadilho maroto) apresentações dos meninos em terras brasileiras, resta-nos aproveitar o tal elemento sagrado enquanto esperamos pelo próximo show, não é mesmo? Siiiim. E esta é a hora!
Queria ter visto Franz no Brasil e não conseguiu? Foi ao show e quer mais? Pois bem, a Smirnoff Brasil, que no ano passado trouxe a banda pra cá, separou pra gente aqui do Vitroleiros alguns cds de Kapranos & cia. Assim vocês já tem a trilha sonora garantida enquanto tentam,ganhar uma viagem INESQUECÍVEL num motorhome regado a vodca. =D
Quer dizer: DUAS CHANCES de sair ganhando: a TRILHA SONORA vocês garantem aqui, a VIAGEM INESQUECÍVEL vocês correm lá pra arriscar!
A viagem: Concurso Cultural “Na Carona do Verão Inesquecível com Smirnoff”
O concurso cultural “Na Carona do Verão Inesquecível com Smirnoff” ia até ontem, 29 de março. Maaaas, devido ao sucesso da promoção, esperando ainda mais respostas criativas, a Smirnoff resolveu prolongar o prazo para as participações até quarta-feira, dia 31. O prêmio é uma viagem de 7 dias em um motorhome pelas melhores baladas do verão e o vencedor pode levar mais três amigos como acompanhantes.
Para participar:
1. Acesse o site da Smirnoff Brasil
2. Selecione “Brasil” como sua região e insira sua data de nascimento (Estamos falando de viagens, baladas, álcool, não é? Você precisa ter mais que 18 anos.)
3. Clique em “Saiba Mais” e responda à pergunta “O que você faria para provocar o verão inesquecível?”
4. Preencha o formulário de participação.
ATENÇÃO: Sua resposta não pode conter as palavras Smirnoff, Ice ou Be There. Bora usar a criatividade, né?
CORRAM BASTANTE porque o concurso só vai até amanhã, 31 de março.
Depois de assistir à premiação do Melhores do Ano ontem, no Domingão do Faustão, eu tive certeza absoluta de que falta muito bom senso nesse país. Aceitar que Victor e Leo ganhem o prêmio de banda do ano e Luan Santana ostente a bandeira de revelação 2009 é até fácil, o sertanejo domina o público nacional faz tempo. É só pegar um ranking da Billboard Brasil.
Mas é que vai além, gente. Quer dizer, segundo o programa, as três melhores cantoras nacionais são Claudia Leitte, Ivete Sangalo e Tania Mara. (Os cantores são Seu Jorge, Daniel e Padre Fábio de Melo). Ainda na mesma linha de raciocínio, a melhor música do ano foi Você Não Vale Nada, do Calcinha Preta. Acho que não preciso comentar.
Pois bem, tendo visto uma das minhas queridinhas do cenário nacional com duas indicações no prêmio (Cantor Revelação e Música do Ano, com Shimbalaiê), senti-me na obrigação de vir aqui compartilhar com vocês a doce voz de Maria Gadú, paulistana radicada no Rio de Janeiro.
O visual engana: um desavisado que olhe pra Gadú de primeira consegue enxergar nela só mais uma indiezinha tentando carreira na música. Mas não. E antes que me digam qualquer coisa: Também não é só mais uma agreste na mpb. Pelo menos ao que parece até agora. E aqui não estou defendendo “OLHA MINHA GENTE COMO ESSA MENINA É DIFERENTE HEIN”, porque não é. Mas seu som tem qualidade, e isso, por si só, já é um referencial e tanto.
Assim, na casa dos vinte e poucos anos, Maria Gadú compõe delicinhas e ainda faz versões irresistíveis com seu violão. Já com música em trilha de novela, fechou contrato com a Som Livre para lançar o disco de estreia e chamou a atenção de artistas como Caetano Veloso e Milton Nascimento. Shimbalaiê mereceu estar entre as três músicas do ano, porque olha: gruuuda. De uma forma gostosa.
Vale enfatizar:
A cantora disponibiliza versões de Ne Me Quitte Pas e Baba, além de músicas de sua autoria. Pega a variedade. Apaixonei-me por Maria Gadú, alguém avisa? Seu CD, homônimo, já está à venda.
E aqui, não desmerecendo outras vozes que não estão rodando pelo mainstream e nem os artistas que concorreram e venceram neste ano, fica o meu voto de tristeza. Maria Gadú foi a revelação musical brasileira de 2009 pra mim. Pelo menos entre aqueles que concorreram ao prêmio.
Maria Gadú: Maria Gadú
Slap // Som Livre
Tracklist
Bela flor
Altar particular
Dona cila
Shimbalaiê
Escudos
Ne me quitte pas
Tudo diferente
Laranja
Lounge
Linda rosa
Encontro
A história de Lilly Braun
Baba
O longa-metragem “Alice no País das Maravilhas” (Alice in Wonderland) será estreado no Brasil no dia 21 de abril de 2010. O filme é de Tim Burton, que também assina a direção de filmes como Sweeney Todd (2007), A Noiva-Cadáver (2005), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e outras películas reconhecidas no mercado do cinema comercial.
A aventura conta com duas trilhas sonoras com lançamento previsto no Brasil para o final deste mês de março: uma instrumental e outra, intitulada “Almost Alice”, com tracks de artistas para todos os gostos como um dos ícones do pós-punk, Robert Smith, do The Cure e a diva pop Avril Lavigne, além de bandas do indie rock como Franz Ferdinand e Tokio Hotel. A parte instrumental fica por conta do notável compositor de trilhas sonoras para cinema, Danny Elfman. O musicista já escreveu partituras originais de outros filmes de Burton, como O Estranho Mundo de Jack, Beetlejuice e Edward Mãos de Tesoura.
Quem conhece o coelho branco, desesperado pela pontualidade ou as flores bizarras da história de Alice in Wonderland, percebe que os títulos das faixas do “Almost Alice” dialogam com cenas e passagens do longa e da história original, como a White Rabbit (Coelho Branco), de Grace Potter & The Nocturnals ou a Always Running Out Of Time (Sempre Correndo Contra o Tempo) do Motion City Soundtrack e ainda a Painting Flowers (Pintando Flores) de All Time Low.
Algumas músicas que merecem uma atenção/audição especial estão a The Poison (All-American Rejects), uma balada acústica suave com uma sonoridade leve e poucos toques nas cordas de um violão e momentos surpreendentes. Quem for fã deve conferir o som do Franz Ferdinand, The Lobster Quadrille, que tem uma pegada diferenciada dos outros trabalhos da banda, lembrando um country antigo do velho cowboy do Texas Willie Nelson ou ainda o clássico folk de Johnny Cash. Robert Smith compôs uma trilha um tanto confusa e lúdica. A Very Good Advice faz jus ao enredo fantasioso e hiperbólico do filme, com tons altos e baixos, ecos, distorções no teclado e uma percussão que chega a lembrar algumas trilhas da animação “O Rei Leão” (1994).
Trechos do álbum de Danny Elfman e “Almost Alice” podem ser ouvidos no site oficial da trilha sonora do filme (www.almostalicemusic.com), mas os CDs já estão circulando pela internet e no Youtube.
ALMOST ALICE
1. “Alice” Avril Lavigne 5:01
2. “The Poison” The All” American Rejects 3:54
3. “The Technicolor Phase” Owl City 4:28
4. “Her Name Is Alice” Shinedown 3:39
5. “Painting Flowers” All Time Low 3:26
6. “Where’s My Angel” Metro Station 3:39
7. “Strange” Tokio Hotel e Kerli 3:52
8. “Follow Me Down” 3OH!3 e Neon Hitch 3:24
9. “Very Good Advice” Robert Smith 2:58
10. “In Transit” Mark Hoppus e Pete Wentz 4:28
11. “Welcome to Mystery” Plain White T’s 4:03
12. “Tea Party” Kerli 3:29
13. “The Lobster Quadrille” Franz Ferdinand 2:09
14. “Running Out of Time” Motion City Soundtrack 3:00
15. “Fell Down a Hole” Wolfmother 5:04
16. “White Rabbit” Grace Potter and the Nocturnals 3:22
Ouça as músicas mais legais (na minha modesta opinião):
A vida não é assim. Existem muitos sabores. Muitos cheiros. Muitas pedras. Rios. Nuvens. Grama. Um único disco. Não é assim que funciona. Mesmo na prisão o pensamento jamais desacelera. Mesmo em três cachimbadas de haxixe as imagens não cessam. E que dizer do sono. A natureza não pode ser combatida e a música é a mais primeva das expressões artist- Um disco só. Um só. Um disco sozinho, eu sozinho, o armagedon antes de cortar fora as orelhas pra jamais localizar de onde vem os ruídos. La batalla del Armagedón se llevará a cabo justo antes del milenio. Já estamos perdidos.
Um único disco são tantos. De tantos, um? Os caminhos que me levam, o único que traço enquanto sigo. Um que seja infinito enquanto lado A e lado B, ou 74 minutos. Retorno longe: penso nas origens, but I’m experienced. I’ve been to a black sabbath. I was a fireball flaming the houses of the holy. My way is a silent way, with bitches brewing supremely in love. Minha mochila já tão carregada. Penso que precisaria de estímulo intelectual infindo e posso entender a ilimitude do jazz, mas ele não me compreende. Inteiro. Porque sozinho; um único, e por isso eu certamente frustrado. Se apenas um, que contenha não só a melodia, mas também a raiva. Harmonias para energizar lenhador, machadadas em coqueiros; todo homem é uma ilha. Há esquinas, mas todo caminho mostra que inevitavelmente estamos sozinhos.
I leave my woes at
stranger’s road dispose;
and let the sun back on my face.
~.~
No meu panteão, Black Sabbath reina soberano. Não apenas sentimento pessoal, também louvor histórico: sem o álbum homônimo de 1970, quarenta anos, não haveria qualquer heavy metal, quarenta anos. Tanto me acompanham que já faz parte da pele. Diz o nome de uma música e eu canto. HD informatável. Seus filhotes, hellspawns, são muitos; no meu altar, New Orleans, Louisiana vem logo depois de Birmingham, West Midlands, porque de lá veio o doom pantanoso e magnífico de Crowbar, e também a casa de máquinas com nome felino e guitarrista assassinado. 1995: New Orleans não era Seattle nem nunca será, mas a botecagem e camaradagem e as jams; tanto quanto. 1995 e as esquinas de New Orleans: “Le Bon Temps Roule” é o nome do bar que Pepper Keenan mantem lá. Um bom guitarrista, mas não exatamente grande; ou senão gigante por um disco; pelo trabalho que fez com Kirk Windstein e Jimmy Bower e Todd Strange, 3/4 de Crowbar à época, mais o imbecil-odiado-mas-irmão Phillip Anselmo — em NOLA, que outro nome poderia ter o primeiro disco do Down.
Anselmo ainda gritava pelo Pantera. Lá o clima andava tenso. Anselmo estava enfurnado no ópio e, no ano seguinte, 1996, teria uma overdose de heroína. O Corrosion of Conformity de Keenan, tanto quanto o Crowbar, eram (são) puro, e mero, underground. Elenco contextos, mas não é possível explicar: COMO foi possível que compusessem um disco TÃO brilhante. Não que não sejam dignos, mas tanto…? Do início ao fim, os riffs de Keenan são absolutamente brilhantes, memoráveis; provindos diretamente de oferendas a pai Tony Iommi. O vocal rouco e correto como jamais outra vez, seguindo o baixo como Ozzy havia ensinado. O baixo fora do caminho da bateria compassada, como que a de Bill Ward. Down não imitava Black Sabbath, mas nunca esteve tão próximo; o Sabbath nunca pôde ser tão raivoso, e raramente conseguiu aliar melodias tão simples, e honestas, e grudentas, numa obra fechada como em Nola. Audições comprovam o DNA do godfather Kirk Windstein, um gordo careca imenso de barba idem que não tem vergonha de admitir que tira suas harmonias das canções pop dos anos 60. Listo referências, mas é inútil, porque o amálgama único, e o timing correto, e as esquinas; Nola é um disco de stoner, flerta com o death, tem sludge em perfeita medida (que não se repetiria nos discos posteriores), e é colante e cantável como o groove metal desenvolvido no Pantera, e arrolo estilos e pouco importa, porque é exatamente isso que acontece quando se ousa descrever obras verdadeiramente únicas; sozinhas, últimas. Mesmo que haja uma equação, ela desaparece no ar. Os trabalhos mais perfeitos parecem perenes, como que sempre estivessem ali, aguardando apenas um avatar. É o caso. Em 19 de setembro próximo Nola faz 15 anos, e eu escuto como quando tinha 17, e posso cantar qualquer faixa, me arranca a tampa da cabeça que tenho backups nas unhas. Na minha igreja o teste do tempo é aplicado semestralmente em Nola, e os riffs não enfraquecem. E não trato de nostalgia. Tenho uma pilha de outros discos que poderiam ser mais significativos e evocar lembranças, e esse não evoca nenhuma, a não ser a sensação que tive ao escutá-lo pela primeira vez: ora incessante, ora demolidor, ora cativante e sensível e lisérgico, Nola seria uma coleção de ostras de titânio criadas a 15 mil metros de profundidade, se isso fizesse sentido. Não tenho disco que me cause prazer repetido e urgente e arraigado como esse, ou com letras que poemem tanto e em tantos períodos diferentes em mim; poderia escrutinar planilhas e encontrar similares rodando algoritmos, mas se único, se um só, é aquele que veio e não permitiu dúvida, e diante dela, riu.
No final de Swan Song, a última faixa do disco a ser gravada, Anselmo diz “Thanks”. Keenan responde, “No, thank you”. Eu tenho vontade de mandar os dois à merda, com toda gratidão que isso encerra.
~.~
Layne Stanley, um grande mestre que aceitou pagar o preço de uma vida de sangue obnubilado por substâncias tóxicas para realizar sua obra, deixou diversos bilhetes de suicida em suas músicas. Houvesse justiça poética, ou fossem estes os anos 20, e Anselmo teria morrido naquela overdose. (E Ozzy, em 1981.) O legado não é tão grande, ou comparável, aos de toda aquela conhecida casta que morreu drogada aos 27 anos; mas se ele, filho da puta, sobreviveu, também eu posso emprestar alguns, ou tantos versos. E mesmo prever grafado em lápide, a minha:
Dont regret the rules I broke
When I die bury me in smoke.
Porque se for pra escolher um só, que seja múltiplo, e pleno, e confuso e energético como eu planejei um dia ser. Como obra, estou longe. Enquanto ser vivo, aqui espelho.
o desafiado
Tiago Casagrande vive bereteando por aí. Impressiona com all your gardening needs, sua jardinagem ambient/eletronica, e cacto-liptus, um experimento de música, fotografia e poesia. Uma das cabeças do impop, tiago foi o responsável pela maior thread já vista no mailing dos vitroleiros, com o post sobre a gangue do Casca. E nem sabe disso.
nola para ouvir
se você acompanha via feed ou email, clique aqui para ouvir.
tracklist
1. “Temptation’s Wings”
2. “Lifer”
3. “Pillars of Eternity”
4. “Rehab”
5. “Hail the Leaf”
6. “Underneath Everything”
7. “Eyes of the South”
8. “Jail”
9. “Losing All”
10. “Stone the Crow”
11. “Pray for the Locust”
12. “Swan Song”
13. “Bury Me in Smoke”
Foi uma das faixas na trilha de um filme francês que me levou a procurar mais trabalhos de Charlotte Savary. A música em questão era “Seize The Day”, do longa Paris, no qual a bonita canta junto ao projeto Wax Tailor. Virado para um hio hop afrancesado, o grupo traz uma proposta interessante com seu som. Ao lado da cantora, está Sharon Jones, Ursula Rucker, Voice, Marina Quaisse, entre outros. O projeto varia bastante de vocalista e, por isso, vale para conhecer outros nomes da música francesa contemporânea. Ele é montado pelo produtor francês Jean-Christophe Le Saoût, que encabeça o grupo desde 2001. Com o Wax Tailor, Charlotte já lançou seis álbuns.
A voz suave e o estilo divertidinho da cantora também faz parte de um duo, ao lado de Philippe Chevallier. Manuel Armstrong (guitarra), Filipe Monteiro (contra-baixo) e Frank Amand (percussão e bateria) se juntam aos dois para formar o som do Felipecha. As canções, típicas daquele neofolk alternativo francês quase clichê, são gostosas e possuem letras divertidas. O álbum, De fil en aiguille, também possui uma letra em espanhol e muitas piadinhas sutis. Quem quiser pode conferir no MySpace deles algumas das músicas.
Para quem já cansou das cantoras francesas famosas, como Camille e Yelle, taí um bom nome para se apaixonar pela música francesa contemporânea.
Podem falar o que for, mas, o que dá ibope é música de fossa. Não tem quem não curta uma, seja pra entrar na fossa, seja pra curtir a fossa, seja pra sair da fossa. Calhou de a minha Playlist ser montada em uma fossa, por acaso, então, pra quem é corno, brigou com o namorado (ou namorada), tá se achando gordo ou qualquer coisa assim, fica a minha recomendação.
Mesmo porque, nada melhor que jogar uma trilha sonora nesses momentos, dá um clima meio cinematográfico pra situação, fora que ajuda, pra alguns, até a refletir sobre o que tá pegando. Enfim, são 10 sugestões para curtir a bad trip e valeu!
tracklist
1. Matchbox Twenty – Shame
2. Train – Drops of Jupiter
3. Daughtry- All these lives
4. Counting Crows – Round Here
5. The Red Jumpsuit Apparatus – Your Guardian Angel
6. The Fray – You found me
7. Hinder – Better than me
8. Carolina Liar – Show me what I’m looking for
9. Sister Hazel – Your Winter
10. Howie Day- Collide
aperta o play!
Tinha outras mil pra escolher, mas, fiquei com essas, mesmo. Beijão pra todo mundo!
Esse post de teor completamente feminino e pré-adolescente começou porque, sabe Deus como, eu já seguia há algum tempo o tumblr Lesbians Who Look Like Justin Bieber. Até sabia que ele era algum dos fenômenos adolescentes que aparecem por aí e fazem as garotinhas entrarem em total FREAK OUT, mas nunca tinha parado para ouvir o mini petiz. Sabe como é, trauma dos Jonas Brothers e tudo mais. Enfim, descobri só recentemente quem diabos era Justin Bieber (sim, eu vivo em outro planeta).
Lesbians Who Look Like Justin Bieber foi um dos meus maiores achados no Tumblr.
No domingo passado, dediquei o caminho até a casa da minha avó (praticamente uma viagem entre os extremos de São Paulo) a conhecer o tal canadense que não sai dos Trending Topics do Twitter. Confesso, até então, para mim, ele era apenas um molequinho com voz (e cara) de menina. E eu não vou negar que gostei, ora ora. Não pela qualidade sonora (?), mas porque, nos momentos em que tenho de dividir a escolha da trilha com a minha irmã de quinze anos, o fato de ela ter trocado a Miley Cyrus por ele já enche o delicinha de créditos. Só eu sei.
Na última semana, trombei na Gawker com a história do bonitinho. The Justin Bieber Guide For Old People , pra ser mais exata. E finalmente eu entendi por que estava tão apaixonadinha por ele: Ok, Justin Bieber tem apenas 16 anos e já está com a primeira turnê mundial agendada. Até aí, tudo muito natural, não é o primeiro artista a começar cedo. Acontece que ele começou aqui, como nós, nas interwebs. Um vídeo em que Justin, do alto de seus 12 anos de idade, faz cover de So Sick (do Ne-Yo) numa competição musical acabou se viralizando no Youtube…
(awwwn.)
…Um empresário viu o vídeo, resolveu investir e, bom… Parece que deu certo, não? Bieber não sai dos trending topics e está sendo paparicado por inúmeras celebridades do pop — vide um de seus primeiros clipes, One Time, em que Usher, seu antes-ídolo-agora-amigo, liga para ele para saber como anda tudo:
Bieber também aparece logo nos minutos iniciais do especial “We Are The World”, cercado de artistas renomados, e faz literalmente a cabeça dos meninhos de sua idade (dá uma olhadinha nos colírios da Capricho — começando pelos meninos do Vida de Garoto e depois dando uma fuçada mais profunda — e tenta NÃO reparar a semelhança. IMPOSSÍVEL):
Escola Justin Bieber de colírios da Capricho. De cima para baixo, da esquerda para a direita: @caiquenogueira, @piconn, @milzera, @dudusurita e @justinbieber. SEGUREM AS MENINAS EM CASA.
Juntando tudo, Justin Bieber arranca suspiros até de quem não deveria (por exemplo, eu! ). Claro, não foi fácil chegar onde está. Segundo o empresário, ninguém aceitava assinar com um garoto novinho que não tinha nenhuma grande empresa por trás. No entanto, seu álbum de estreia saiu no fim do ano passado e é de fazer inveja a qualquer garotinho da Disney ou da Nickelodeon: Depois de assinar com The Island Def Jam Music Group, seu sucesso já está sendo comparado ao dos sem-sal-nem-açúcar irmãos Jonas e, essa semana, o fenomenozinho é capa da Billboard norte-americana.
Nada bobo, Justin afirmou à revista que até sente vontade de atuar, mas “não faz o tipo Hannah Montana”. Ponto pra ele. Aliás, o ponto final vem aqui, para ele e também para Ludacris, que, ao seu lado, protagoniza o clipe mais recente, de Baby. Gruda na cabeça e não sai nunca mais, já aviso.
Quando recebi uma das perguntas mais cruéis de todas em meu e-mail, resolvi pensar na resposta por dias. A pergunta nada mais era do que “Se você tivesse que escolher apenas um álbum – EM TODO O UNIVERSO POSSÍVEL – qual seria?“
Pronto, bastou ela pra mexer com todos os pensamentos, sentimentos, cronologia, ideologia, conhecimentos e tudo mais aqui dentro da minha pessoa. Primeiro tentei resgatar os mais importantes da minha vida, talvez os que me fizeram moldar o meu gosto musical, e dentre eles fui tentando achar qual é realmente essencial. Dentre todos os separados por mim, tinha lá alguns do Metallica (…And Justice For All e Black Album), tinha o Dookie do Green Day, o Ten do Pearl Jam, o Stranger Than Fiction do Bad Religion, o Diary do Sunny Day Real Estate e até o Rádio Pirata AO VIVO do RPM e o Sobrevivendo no Inferno dos Racionais MC’s… sim, acredito que todos esses (e mais um monte que não citei) me ajudaram a formar meu gosto musical e tudo o que sei sobre música ou coisa que o valha, mas como a pergunta era sobre um e essencial, tive eu que começar a eliminar supostos competidores.
Como disse no começo, é algo muito cruel, e tenho quase certeza que daqui um tempo eu possa mudar de ideia, mas como a pergunta foi feita agora, a resposta representa o meu eu de agora também, e o escolhido pra essa coisa toda é o tão aclamado Nevermind da tão polêmica Nirvana.
Juro que não vou me estender muito nos motivos, mas preciso dizer que em meados de 1991 (ou já era 1992 e eu não lembro?), quando um grande amigo meu tocou a campainha da minha casa com esse vinil em suas mãos, eu posso admitir que já pela capa aquilo me impressionou. Na época eu só ouvia heavy/trash/death metal e aquilo não tinha cara alguma de que fosse mais uma banda dessas… e me lembro que a única coisa que ele falou foi “Ouve isso”. Naquela época a gente não existia internet e então você não tinha muitas notícias do que rolava pelo mundo afora, você sabia através de revistas especializadas em música como a ShowBizz ou a própria RockBrigade… mas eram mensais, ou seja, demorava pra chegar as novidades – e um disco desse então? Tem noção de como era difícil arrumar? Enfim, voltando ao assunto, imagina agora um muleque com seus 11 ou 12 anos colocando o Nevermind pra tocar e ouvindo os primeiros acordes de Smells Like Teen Spirit em alto e bom som na sala da sua casa com o seu melhor amigo. Deu pra imaginar? Talvez não, mas eu me lembro como se fosse ontem, aquilo entrando pelos meus ouvidos com uma reação do tipo “Que porra é essa e porque me soa tão bem?”. Digo que foi amor a primeira ouvida, tanto que não escutei a segunda faixa em seguida, eu voltei pra primeira mesmo. Momentos depois que ainda fui me deparar com outras pérolas como Come As You Are, Lithium, Polly, On a Plain e outras.
Resumo o disco como um marco na história do rock e como um dos maiores clássicos do mesmo até hoje, tanto que se não me engano, a VH1 elegeu o disco como o segundo melhor álbum de rock da história, perdendo só pro Revolver dos Beatles (que aliás, é um belo disco também – e porque não essencial? haha).
Pra mim ele é essencial pois marcou uma revolução dentro dos meus conceitos, dos meus gostos musicais e, porque não também, me ensinou muita coisa como o que é o rock de verdade, não só o disco como a banda em si. Sem dúvida alguma é ele o meu eleito e quem sabe eu nunca mude de opinião, mesmo porque ele é sem dúvida um forte candidato a ser campeão invicto e sem ameaças.
o desafiado
César Ovalle é dono de um dos olhares mais aguçados que você pode imaginar. Sabe que as imagens podem falar, e mais — sabe, como ninguém, tirar palavras delas: Formado em Rádio e TV e Fotografia, vive pela estrada registrando a vida dos meninos do Nx Zero, clicando ângulos inusitados e dividindo com os amigos a paixão — antiga — pela música.
nevermind pra ouvir
(clique aqui se você acompanha o blog pelo feed // clique aqui se você quer a playlist direto no grooveshark)
tracklist
# “Smells Like Teen Spirit” (Cobain, Krist Novoselic, Dave Grohl) – 5:01
# “In Bloom” – 4:14
# “Come as You Are” – 3:39
# “Breed” – 3:03
# “Lithium” – 4:17
# “Polly” – 2:57
# “Territorial Pissings” – 2:22
# “Drain You” – 3:43
# “Lounge Act” – 2:36
# “Stay Away” – 3:32
# “On a Plain” – 3:16
# “Something in the Way” – 3:55
Meu #musicmonday é uma salada que muitos de vocês chamariam herege. Mas não me incomoda o fato de praticar constantemente isso que classificam como heresia — em especial quando no campo da música. Porque pra mim é essa a função dela, desvirtuar. No mais, são escolhas até bem clichês, mas como não quis aqui criar conceito nenhum (a ideia foi só unir o que me fazia bem), não liguei.
Misturei aí um pouquinho de tudo que ouço todos os dias. Muita coisa eu só não coloquei porque a brincadeira toda já estava ficando extensa, mas aguardem pra um futuro próximo.
Aos conservadores, não pedirei perdão. Não, peço mais é que vão procurar o que fazer (por exemplo, encher o saco em outras freguesias). #hatemaltine
Por aqui está tudo lindo — e tende a ficar melhor, porque apertei o play ali embaixo. façam isso também!
tracklist
all I can do is write about it, lynyrd skynyrd baby it’s cold outside, ella fitzgerald cocksucker blues, the rolling stones easy, faith no more either way, wilco empty baseball park, whiskeytown i ain’t got nobody, john lee hooker i heard it through the grapewine, marvin gaye i just wanna make love to you, etta james it ain’t me, baby, johnny cash love buzz, shocking blue magic carpet ride, steppenwolf no particular place to go, chuck berry patience, guns’n'roses proud mary, creedence clearwater revival purple haze, jimi hendrix
respect, aretha franklin she wants to play hearts, ryan adams the whores hustle & the hustlers whore, pj harvey true love tends to forget, bob dylan unhappy girl, the doors
E mais uma vez a banda The Gossip cancela quatro shows no Brasil. As apresentações rolariam no Festival Vírus Chilli Beans, nos dias 13 (POA), 17 (BH), 19 (Sampa) e 20 (Rio) de Março. Os agentes do grupo alegaram em nota oficial que a vocalista e líder da banda, Betty Ditto, está com problemas de saúde e não poderá realizar a turnê.
E agora só nos resta esperar por mais uma fofoca… verdadeira ou não.