Notas ao altar

Músicas de casamento são desde as mais tradicionais, como a Marcha Nupcial e outras composições clássicas, até as mais pops e românticas. Enquanto corais oferecem serviço especializado, os noivos buscam variedade.

Muitos dos pombinhos que têm decidido juntar os trapos têm realizado festas dignas de high society. Muitos juntam por anos, outros torram as economias e alguns ainda criam dívidas para garantir o casamento perfeito. Entre docinhos, decorações ostentosas e pequenos charmes, como supresinhas do chef – um petisto distribuído em meio a madrugada na pista de dança -, os casais ainda buscam a música mais requintada possível.

casarSejam aqueles que se encaixam no perfil da marcha nupcial ou sejam os que preferem um rockzinho básico na hora de desfilar o vestido branco, há diversas opções musicais para quem quer extravasar neste dia. Tradicionalmente, a música no momento do casamento era voltada ao ritual e nem tanto ao entretenimento. A Marcha Nupcial é a mais tradicional (panpanpanpan…), e ela origina da composição do coro nupcial de Richard Wagner na ópera Lohengrin. Esta parte do ato III é cantada após o casamento de Elsa e Lohengrin, ao contrário da tradição que estamos acostumados, sem letra e antes da cerimônia. Mas há outra música comumente utilizada na entrada da noiva ocidental, a composição de Mendelssohn para a suíte de Sonho de Uma Noite de Verão.

Além das consolidadas notinhas na entrada da noiva, muitos casamentos também costumam ter música durante a cerimônia como uma pausa. É nesta hora que começam as exigências e variedades de estilo.

Na verdade, antes disso, para a entrada do noivo e dos padrinhos, já há detalhes que podem ser adicionados, como trombetas (ok, clarinado) que ainda levam bandeiras vermelhas. Depois, a variedade leva desde músicas românticas tradicionais, mpb, rock’n'roll até corais religiosos. Entre as opções, os casais mais conservadores podem optar por músicas a capella e em latim ou por longas composições célebres instrumentais.

Estes tradicionais, contam com empresas já reconhecidas no mercado como o Coral e Orquestra Del Chiaro. Voltado para um público de maior valor aquisitivo, o coral apresenta em notas concorridas o que há de melhor da música clássica. Do site é possível ouvir um pouco do trabalho da empresa, que também sugere DJs e bandas. Ao lado da Marcha Nupcial, surgem melodias conhecidas como Ave Maria e Jesus Alegria dos Homens que podem ser executadas com até 60 músicos e num piano de cauda, detalhes que só alguns podem pagar. Este tipo de música é o mais procurado para os pombinhos que desejam realizar as promessas numa igreja católica em cerimônia tradicionalíssima.

Para quem busca uma trilha sonora baseada no romance, perfeita para casamentos um pouco menos clássicos, pode contar com grupos como o Coral e Orquestra ND. Eles oferecem aquelas conhecidas como “Can’t Help”, “Como é grande o meu amor por você” e “Endless Love”, além de “Pela luz dos olhos teus” e “Love Story”. Este tipo de música é mais procurado por casamentos em buffet e de religiões diversas ou igrejas não católicas. No Youtube estão alguns vídeos que dá para ter noção, apesar da baixa qualidade, de como são estes momentos na comemoração.

Can’t Help, do Coral ND

Apesar de existir diversos corais diversos e de muitos variarem seu repertório, é difícil encontrar um que agrade a todos os gostos. Por isso se você vai casar, vale procurar pelo estilo que você quer antes de qualquer outro filtro. Para os músicos, por sua vez, os casamentos são um grande mercado de trabalho, mas também vale lembrar que você nunca será a estrela da festa.

São músicas para cá, arroz e flores para lá. No meio de toda esta brincadeira de casar, as trilhas sonoras ficam repelidas como um acessório a mais, quando poderiam ser utilizadas para demonstrar a personalidade dos noivos. Variações em reproduções, por sua vez, têm aparecido e resta ao mercado continuar se adaptando a esta demanda.

Diário de Palco: Hardcore e emocore em livro

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Existe de fato muito pouco material quando se fala em bibliografia a respeito da cena independente nacional. Aliás, além do tradicional “O que é punk”, do Antônio Bivar, não me vem a mente, assim de cor, mais nenhum livro – e, acreditem, eu já fiz longas pesquisas a respeito.

Pensando nisso, o jornalista Gustavo Pelogia escreveu o Diário de Palco. O livro agrupa 10 reportagens feitas por ele em 2008 com pessoas ligadas ao hardcore e ao emocore de São Paulo – que, querendo ou não, são hoje as principais vertentes de sucesso do rock nacional: é só observar a explosão de bandas como CPM 22, Nx Zero, Gloria e similares na mídia.

Diretamente do Bonus Track do livro

“Era tudo muito caro, e o punk aqui era muito pobre. Mas mesmo hoje, as coisas continuam assim. O emo poderia ter se organizado mais e tornado isso uma coisa mais séria.”
Felipe, da Ideal Records

“Emo pra essa galera nova é visual. Para nós era o som. Era o cara que tocava um som meio melódico e com letras de amor, mas era um cara veio, não era essa coisa style de hoje.”
Sandro, do Aditive

Francesco Coppola, Felipe Ideal, Dario Barbosa, Fausto Oi, Fabiano Nick, Sandro Luis, Sonrisal, Cuper, Capilé e Marco Badin: Esses foram os escolhidos para mostrar que esta cena nem de longe se resume ou se prende às bandas que estão no mainstream. Trechos longos de diálogos reconstroem a história de bandas, locais e personagens responsáveis por aquele que hoje é o cenário independente que tem mais visibilidade no país. Destaque para o áudio de algumas das entrevistas, disponibilizado no diariodepalco.com.br.

[Abaixo, a entrevista de Gustavo ao Acesso MTV, contando um pouquinho mais sobre o livro]

Da união MTV e Diário de Palco surgiu um blog homônimo onde Gustavo fala das novidades do Hardcore nacional. Vale conferir.

Como eu demorei consideravelmente pra terminar de ler e tomar coragem pra escrever sobre o livro, a tiragem esgotou. Mas trechos dele estão disponíveis no site oficial e o autor pretende liberá-lo para download em breve.

Pra quem curte o universo hardcore/emo, valem os cliques:
Diário de Palco
ValePunk
Hangar 110
FRecords
Idealshop
Oba! Shop

#drops: Veja o novo clipe do The Used, “Blood On My Hands”

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Pra quem, como eu, é fã de longa data do The Used, a novidade agrada: saiu o clipe da música “Blood On My Hands“, primeiro single do novo álbum da banda - Artwork – que tem previsão de lançamento marcada para 1º de Setembro. Como de costume, o clima é sombrio, os gritos são envolventes e as imagens ficam na cabeça. Tem uma vibe que muito me lembrou Jogos Mortais – aliás, toda a arte do álbum me parece inundada de referências aos filmes. Sensacional. (Não podia ser diferente: com uma letra que une “Eu odeio dizer que eu te avisei, mas eu te avisei…” e “Não me faça ser eu mesmo perto de você”… Bom, é The Used, né? Não tem nada melhor!)

Veja aqui o vídeo de Blood On My Hands:



Blood On My Hands, novo single do The Used – Álbum “Artwork” sai em Setembro

Como de costume, pra quem gosta de acompanhar, confira abaixo a letra:

Blood On My Hands

You felt the coldness in my eyes
it’s something I’m not revealing
Though you got used to my disguise,
you’re catching this awful feeling

It’s the meaning I let you know,
‘Cause I’m never sure, I have my reasons
I hate to say that I told you so, but I told you so…

There’s blood on my hands,
like the blood in you
Some things can’t be treated
So don’t make me don’t make me be myself around you

Straight from your eyes it’s burying me
Beautifully so disfigured
This other side that you can’t see
Just praying you won’t remember

Feel the pain that I never showed
I hope you know, it’s never healing
I hate to say that I told you so, but I told you so…

There’s blood on my hands,
like the blood in you
Some things can’t be treated
So don’t make me don’t make me be myself around you

Straight from your eyes it’s burying me
Beautifully so disfigured
This other side that you can’t see
Just praying you won’t remember

There’s blood
There’s blood
There’s blood, blood, blood!

There’s blood on my hands,
like the blood in you
Some things can’t be treated
So don’t make me don’t make me be myself around you

There’s blood on my hands, (there’s blood)
like the blood in you (there’s blood)
Some things can’t be treated (there’s blood)
So don’t make me don’t make me be myself around you…

There’s Blood!