Põe na vitrola: The Wall (Pink Floyd)

Eu nunca ligo o rádio em casa. O hábito de sintonizar emissoras se perdeu em algum lugar dos anos 2000, quando a 89 FM deixou de ser a rádio rock para virar a rádio qualquer coisa. As zilhões de músicas disponíveis no iTunes, a incrível coleção de cds da minha tia e o fato de eu ser uma usuária do transporte público de São Paulo também não me animam a cultivar o hábito. Só que hoje eu liguei o som da sala sem querer e estava tocando “Another Brick in The Wall”, do Pink Floyd. Aí eu lembrei do quanto esse disco - “The Wall” (1979) – me marcou.

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“The Wall” é um projeto que flerta com a megalomania de Roger Waters. Também é considerado o álbum duplo mais vendido de todos os tempos – 30 milhões de cópias espalhadas pelo mundo. “The Wall” (“A Muralha”), fala sobre isolamento, solidão e desespero. O filme, estrelado por  Bob Geldof e dirigido por Alan Parker, é uma daquelas brisas existenciais e passionais. Ou você entra no clima e pira nas transições malucas com desenhos animados psicodélicos ou vai ficar o filme todo achando que o personagem Pink é um emo dos anos 80 com sérios problemas freudianos.

Ao lado de Raul Seixas, Pink Floyd foi o amor musical da vida do meu pai. Ele se gabava, num exagero que me arregalava os olhos, de ter assistido ao filme mais de 20 vezes no cinema. Na cena mais famosa, transformada posteriormente em videoclipe, um grupo de crianças usando máscaras assustadoras anda em fila  e para cair fatalmente num moedor de carne. Depois, num incêndio revolucionário, rasgam uniformes e cadernos e tocam fogo na escola. Confesso que, ao longo do Ensino Fundamental e Médio, esse foi meu sonho secreto. Como todo bom adolescente, eu odiava o colégio e sonhava em provocar o caos com meu lápis de olho preto. Eventualmente, esse tipo de pensamento foi embora junto com as espinhas, mas ficaram canções como “The Thin Ice”, “Mother“Comfortably Numb” e “Hey You”.

O disco é feito para ser ouvido à moda antiga: deitar no chão com almofadas, acender seu tipo de cigarro favorito e decidir se somos ou não apenas mais um tijolo na parede.

PS: A rádio em questão tocou a versão completa de Another Brick in The Wall, que reúne as três faixas homônimas e mais “The Happiest Days of Our Lives”. Eu estava sintonizada na Kiss FM  (102, 1 FM) de São Paulo no programa Rock Cine, que vai ao ar  de segunda a sexta-feira, às 9h, às 13h e às 16h e aos sábados, às 19h. =)

comentando clipes: Die Alive

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A estreia de Francisco Junqueira e seus comentários ácidos divertidos sobre o que encontramos de mais legal, engraçado ou bizarro por aí.

O que é um clipe bom? Difícil definir um padrão lógico e linear, uma fórmula, digamos assim, para um bom clipe musical. Sabemos apenas que bons clipes são aqueles que, junto com a música, despertam arrepios ou emoções visuais nítidas. O ser humano tem dificuldades em apurar os aspectos bons de uma mídia, MAS, para detectar os ruins…

Só quero lembrar que não estou questionando o talento musical dos artistas que vou citar, só a falta de noção do vídeo musical respectivo. Pra provar isso, eu escolhi uma das minhas divas da adolescência para abrir a idéia.

TARJA Soile Susanna TURUNEN Cabuli, 32, é uma das estrelas mundiais do metal sinfônico. Pra quem não lembra, é a ex-vocalista do Nightwish, demitida em 2005, numa carta aberta à imprensa. A saída do Nightwish rendeu à nossa vítima um solo natalino e um álbum novo. My Winter Storm foi lançado em 2007, acompanhado de uma turnê e de alguns vídeos… Diferentes.

O clipe que vamos ver foi produzido para a música Die Alive. Eu nem imagino como vocês farão isso, mas tentem acompanhar o texto, a partir de agora, com o clipe aberto, fica mais ilustrativo. E começando em… 1…2…3… PLAY.

 

Nosso vídeo começa com a luz do luar banhando um… O que será isso? Um manicômio? Uma mansão abandonada? Um hospital de qualquer coisa? X. Ah, deve ser um canil…

Corta a cena e o vocal começa… Ela acorda. Sugestivo? Ela acorda com o cão babando e olhando pra ela. Calma, a brincadeira nem começou. Agora é ótimo. Ela olha pros cantos como quem nem imagina onde está, acorda com um cachorro daquele tamanho do lado dela… E VAI MEXER NELE!

Mais alguém ficou estarrecido com o BOTE que ela tomou? Que seja. Nossa heroína vaga pelos corredores do prédio com aquela cara de “Que que eu fui mexer com o cachorro?” e tromba com outros dois animais. Gente, nunca durmam num canil assombrado, essas coisas acontecem. Ela PERCEBE que não é muito bem vinda e se arrasta pra outra sala onde… O quê? Ela achou mesmo aquele vestido de vilã dos Power Rangers? Achou.

ELA VESTIU AQUILO? Vestiu. E termina aqui o ferimento da mão, com o começo de uma performance giratória de Tarja com seu vestido (observem que existe uma barbatana na região do braço da peça). A vida segue e ela lá cantando no canil, o que deve ter irritado os animais, que não parecem felizes.

A cena que vem agora é fora do comum. Tarja continua brincando de Madonna, enquanto outro esquete já a mostra caminhando até uma porta suspeita. Até aí… Sussa. Ela abre ¼ da porta, deixa os ratos entrarem… E FECHA! ABRIU POR QUÊ?

Os animais estão loucos! Querem expulsar a palhaça que acordou todo mundo. Armam um levante e descem as escadas. A revolta é tanta que algo ataca a porta frontal do prédio. Todos aguardam – até a Tarja escondidinha ali pra não tumultuar ainda mais a vida canina-. A PORTA VAI ABRIR… É o vento. Excelente.

Os cães somem, a porta some, a noção some, tudo some. Tarja aproveita, malandra como é, para ir embora. O último refrão começa. O prédio desabou e pegou fogo azul? Como que foi isso? Não, tá inteiro. Não, desabou. Não! Tá inteiro! DESABOU OU TÁ INTEIRO? A natureza, de fato, não gosta da Tarja. De repente, uma chuva fina (efeito especial de 1950) que NÃO MOLHA. Isso explica o cabelo perfeito o tempo inteiro. De repente uma cena de Twister! O vento ataca o canil… Ou será a voz dela?

Espera! Tá ficando tudo preto… Terminou? O que é aquele prédio? O que são os cachorros? Por que tem uma roupa de mulher tubarão ali? Por que um furacão apareceu e destruiu o que já tava destruído? Por que o fogo é azul? Por que a chuva não molha? Por que a Tarja abre tanto a boca? Por quê?

Eu não vou falar mais nada.

Até a próxima, valeu quem conseguiu acompanhar tudo.

Toca, Raul

raulzito

Há vinte anos, o mundo ficava um pouco mais careta.

A primeira impressão que Paulo Coelho teve de Raul Seixas foi: esse cara aí é um careta. Na época, Raul tinha emprego fixo em uma gravadora, era casado, tinha filhos e andava engravatado. Tudo o que um careta fazia. Alguns dias depois, Raul Seixas convidou o futuro membro da Academia Brasileira de Letras para um jantar. Lá, em meio a mulher, a filha pequena, os salgadinhos e os móveis suburbanos, sentenciou: estava largando tudo aquilo para viver só de música. O autor de “Diário de um Mago” precisou humildemente dar o braço a torcer – no fundo, o careta aqui sou eu.

Eu conheci Raul Seixas quando era bem mais careta do que sou hoje. Meu pai, quando a expressão “careta” ainda fazia algum sentido. Lembro de subir nos móveis da sala para cantar o refrão de “Carpinteiro do Universo” e “Coração Noturno”. Lembro de encostar a testa na vidraça embaçada do sobrado e ouvir “Medo da Chuva”. Lembro da capa do LP em que Raul olhava para nós, com óculos, jaqueta de couro e velas vermelhas acesas. Lembro principalmente do dia em que ouvimos “Sapato 36″ em silêncio dentro do carro. No final, meu pai virou e setenciou: “Um dia vocês vão cantar essa música pro pai.” Um dia, quase 10 anos depois, eu entrei em um avião e a música ressoou em meus ouvidos.

Pai eu já tô crescidinho
Pague prá ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto
E andar do jeito que eu gosto

Canceriano, Raul Seixas nasceu em Salvador, no dia 28 de junho de 1945. Conheceu o rock n’ roll de Elvis Presley  – rei absoluto. Encantado com a majestade, Raulzito nunca escondeu a ambição de se tornar a versão tupiniquim do Rei do Rock.

A julgar pelas centenas de sósias que ainda circulam de cavanhaque cheio, óculos Ray-Ban e bolsas de pano, cantando “Gita” e celebrando aquela tal sociedade alternativa, ele conseguiu. Outro dia, eu estava esperando a balsa no meio da Amazônia e um cara de chinelo havaiana estacionou seu carrinho de ambulante, equipado com um som capenga. Escurecia e estávamos no meio do nada num cais às margens do Rio Negro e o cara escolheu justamente uma música de Raul. Meu pai – que pagou pra ver se eu andaria do jeito que eu gosto – sentenciou novamente: “Raul Seixas toca em qualquer lugar. Tá no coração de todo mundo.”

Minha mãe conta que chorou a morte de apenas dois artistas: Elis Regina e Raul Seixas. Ela também perdeu um show dele porque não acreditou na veracidade dos fatos. Na época, meados dos anos 80, Raul estava afundado no ostracismo. Minha mãe achou que fosse o show de algum cover e se mandou para outra balada. Duas vezes meus pais se sentiram tentados a chamar um dos filhos de Raul. Meu irmão do meio nasceu em junho de 1989. O projeto foi abandonado porque alguém achou que ficava feio Raul Ricardo Oliveira. Superado o trauma cacofônico, foi a vez de querer batizar o filho que nasceu em 1992. Para sorte ou azar, o caçula surgiu no mundo mulher. Perdeu.

Hoje eu estava indo pro trabalho e tocou “Carpinteiro do Universo” no iPod. Raul Seixas morreu às sete da manhã do dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos Eu encostei a cabeça no vidro do ônibus e senti saudades do maluco beleza que eu nunca conheci. Toca, Raul.

Toca, Raul!

Eu, minha infância e minhas lembranças, divididas entre A Verdade Sobre A Nostalgia e Você Ainda Pode Sonhar, nos tempos da Rua Wolstein, 74

Eu, minha infância e minhas lembranças, divididas entre "A Verdade Sobre A Nostalgia" e "Você Ainda Pode Sonhar", nos tempos da Rua Wolstein, 74

Uma das maiores recordações da minha infância, é engraçado, é a de como eu amava ouvir as fitas do meu pai: tinha coisas loucas, sempre, mas as minhas favoritas eram Queen, Beatles e, especialmente, Raul Seixas e Pink Floyd. O diabo é o pai do rock! O diabo é o pai do rock! Enquanto Freud explica as coisas o diabo fica dando toque! Pra mim, criança de tudo, era sensacional aquele cara gritando ali, no bom e velho português, algo sobre diabo e rock – coisas que eu, em casa, sequer podia falar naquele tempo sem ouvir poucas e boas, tamanha a rigidez de minha mãe – com aquela empolgação. Cantava junto baixinho, cantava junto escondido. - Faz o que tu queres: Há de ser tudo da Lei. Pulava ao som de Raul até sentir que as molas do sofá de couro preto pediam socorro.

Vim assaltada por essas recordações no caminho da faculdade, meu pai, eu, a radial e o toca-fitas prata do fusquinha vermelho. Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa! A vinte e oito dias de meus dezenove anos, entre o chiado da fita e o inconfundível barulho do motor do besourinho VW, comecei essa semana no início dos anos noventa. Pense num dia com gosto de infância, sem muita importância, procure lembrar: você por certo vai sentir saudades… Incrível como o mês de março para mim é sempre nostálgico, como que me dizendo, na voz de Raul: Faça uma força; você não está velho demais prá voltar e sorrir.

Eu não nasci há dez mil anos, mas aprendi de pequena que quem não tem colírio usa óculos escuros, ora ora. Como vivi Seixas! Éramos três, meu pai e seu gurgel ‘conversível’ branco, minha mãe e seu fusquinha azul, eu a cantarolar Eu sou a mosca que posou em sua sopa… Eu sou a mosca que pintou prá lhe abusar… – cantarolar quando ainda mal sabia falar. Quantas vezes, no decorrer da minha vida (que ainda nem foi tão longa assim, convenhamos!), não aconteceu de, em diálogos com minha mãe, uma das duas aludir a Tente Outra Vez, que a vida nunca nos pareceu fácil: ela sempre trabalhando muito, eu sempre a estudar, até quando brincava. Mamãe sempre diz que essa música lhe faz bem. Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar… Não pense que a cabeça agüenta se você parar… Não! Não! Não! Realmente, sempre me lembrará a força que ela teve durante esses anos todos – e que só quem a conhece sabe quão grande realmente foi.

No alto de meus quinze anos, revoltada com a politização excessiva de alguns, alimentada pela necessidade de afirmação comum da adolescência, minha espada era guitarra na mão. É. Saía bradando por aí, não sem causar estranhamento em alguns: Se você acha o que eu digo fascista, mista, simplista ou anti-socialista, eu admito, você tá na pista: Eu sou ista, eu sou ego, eu sou ista, eu sou ego, eu sou egoísta… Por que não? Por motivos diversos, mesmo depois de mudar muito, concluí hoje, parada num farol da Avenida Rebouças, cabeça entre noventa e uns e 2009, que essa é ainda a música que melhor me sintetiza. O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço.

Estávamos já chegando à Faculdade de Educação quando começou a tocar Metamorfose Ambulante. Nem meu desprezo por Paulo Coelho, nem minha espécie de ‘TOC’ quanto à regência do verbo “preferir” me impedem de gostar dela – talvez porque ambas as informações me tenham chegado ao conhecimento depois da própria música, que eu tenho impressão de ouvir desde muito antes de compreender qualquer palavra. Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Engraçado como mudei, como estou sempre a mudar, cada dia mais diferente e, no entanto, sempre a mesma. A memória, a essência, o caráter, os princípios (agora não tão inocentes quanto antes)… Tudo intacto aqui dentro.

Hoje podia ser domingo, segundo de janeiro, pra mim vai dar no mesmo lugar: vai dar na minha alegria. Eu não quero mesmo nada, eu não tenho nada a ver com isso. Às seis e dez da manhã, o motor do fusquinha 68 se desligou completamente, e eu sorri por dentro, um sorriso de gratidão, porque não há prazer maior que saber que devo a Raul todo esse meu amor ao rock. Demos sorte, nós que tivemos essa oportunidade. Tem gente da minha idade que diz ser do rock graças ao som de Avril Lavigne – não estou brincando nem sendo preconceituosa, é só somar dois e dois pra ver que realmente posso me considerar privilegiada. E sobraram lições, pra toda vida. A de que hoje me valho, todo um contexto que aqui não cabe explicar leva-me a isso, é uma das melhores: Se o rádio não toca a música que você quer ouvir, não procure dançar ao som daquela antiga valsa! Não! Não! Não! É muito simples! É muito simples! É só mudar a estação, é só girar o botão…

Todo Mundo Está Feliz Na Terra, penso. E aí, casperiana sem lar, como me intitulei ano passado numa carinhosa alusão a Raulzito, eu saio do carro, pronta pra mais um ano. Cansei de passar os dias só, sem ter ninguém. Vivo a sofrer, me lamentando, também procurando toda verdade esquecer. Penso nas últimas ilusões que vivi enquanto subo as escadas do prédio deserto do bloco B. Eu posso ficar melhor sozinha. Quando eu me sentia caída você me botava pra baixo,tão pra baixo… Você tem sido uma pedra bem no meu caminho, e eu nunca tive coragem pra dizer. Eu realmente não preciso de você… Tento me convencer. Todo homem tem direito de pensar o que quiser. Agora é que o ano começa de verdade. E eu fico imaginando quantas vezes a voz de Raul ainda não fará todo o sentido do mundo para mim nos momentos mais aleatórios… Gente é tão louca… E no entanto tem sempre razão.

Desabafo piegas publicado originalmente no meu blog, em 02 de março de 2009, mas que, com certo receio, resolvi deixar também por aqui. Homenagem até tardia ao Raulzito.

Caligrafia, o novo cd do Ludov

Ludov-093206São dois anos desde o último disco, “Disco Paralelo” (2007), e agora a banda paulistana Ludov volta com tudo em seu terceiro trabalho, “Caligrafia” (2009), que será lançado em São Paulo dia 22 de Agosto no Clash Club.

O processo de criação primou pela liberdade e pela individualidade de cada integrante, com a proposta do disco ter uma cara do grupo e ao mesmo tempo dos indivíduos, para isso o Ludov viajou para um sítio com o objetivo de criar e gravar, longe de tudo e a partir do nada.

“Caligrafia” tem 19 faixas, 12 no CD físico e sete que serão lançadas apenas na internet. Do total, 18 foram compostas no sítio e apenas uma, “Canção Por Helena”, chegou como um presente. A música foi feita pelo pai de uns dos integrantes nos anos 70 e ganhou nova roupagem pelo grupo. Mauro relata que “a liberdade que a gente se deu gerou algumas letras bem pessoais. E claro, uma diversidade que não seria alcançada de outra forma.”.

Ludov disponibilizou as músicas para download do novo álbum e mais videoclipe de “Reprise” , primeira música de trabalho de “Caligrafia”.

Acesse também o site oficial da banda e ouça músicas dos outros álbuns, veja as novidades no blog assim como todos os videoclipes do grupo, vídeos do dia-a-dia dos integrantes, textos, letras, discos. E tem também o Ludov Ao Vivo, uma página de transmissão em tempo real de vários momentos da vida dos quatro membros. E sigam-os no twitter!

LUDOV: SHOW DE LANÇAMENTO DE CALIGRAFIA
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda, 969
Início do evento: 19h30
Show: 21h30 em ponto
Ingresso: R$ 15,00
Info.: www.ludov.com.br

Última chamada: Debate Hardcore

DEBATE HARDCORE DIÁRIO DE PALCO + COMJUV

Já contei aqui sobre o debate faz um tempinho. Dia 22 de agosto taí e vale a pena lembrar! Gustavo mandou o recado:

Divisão e mistura de estilos, gravadoras, produtores, condições de shows, divulgação e mercado são alguns dos temas que Rodrigo Lima, Fausto Oi, Fábio Sonrisal, Felipe Carvalho e Alexandre Capilé discutirão no próximo dia 22 de agosto, sábado, às 13h, em São Caetano do Sul, no Espaço Jovem.

O evento, produzido pela Comjuv (Coordenadoria de Juventude de São Caetano) e pelo autor do livro Diário de Palco (já falamos sobre ele aqui), Gustavo Pelogia, visa mostrar para as novas bandas e fãs as experiências vividas pelos músicos e pelo proprietário da Ideal Records e procurar soluções para os problemas presentes neste estilo musical.

Além dos debatedores, duas bandas novas se apresentarão. Indicadas por Sonrisal e Pelogia, o H.E.R.O, de São Paulo e o Zebra Zebra, de São Vicente, se destacam por apresentarem boa música dentro dos estilos propostos. A primeira toca hardcore melódico, a segunda, uma mistura entre hardcore, samba e diversos outros gêneros.

Assim como no lançamento oficial do livro, em março, o fotógrafo Maurício Santana estréia uma nova exposição de fotografias de shows independentes durante o evento.

O evento é gratuito e aberto a todos que quiserem fazer perguntas e partilharem suas experiências com os entrevistados e bandas. O Espaço Jovem fica acima da estação de trem de São Caetano.

Atualmente, Pelogia escreve para o portal MTV – www.mtv.com.br/diariodepalco

Para entrar no clima

Para começar a comemoração dos 40 anos de Woodstock, um album de fotos preparados pela Life traz um gostinho do que foram os três dias mais históricos dos anos 60.

woneHá 40 anos atrás 500 mil pessoas se preparavam para irem a uma fazenda em Bethel, nos Estados Unidos, num evento que marcou história. O festival de Woodstock ocorreu em 1969 entre os dias 15 e 18 de agosto – os três dias mais hippies que se tem notícia. A contracultura dos anos 60, em suas diversas manifestações, se juntou para ouvir 32 músicos num final de semana chuvoso. Inicialmente, o festival ao ar livre era um evento a ser cobrado, mas as cercas foram derrubadas, e os shows gratuitos congestionaram as rodovias ao redor de Bethel, em todo o estado de Nova York. Os três dias de muita festa, drogas e paz&amor contou com participações de nomes como Janis Joplin, The Who e Jimi Hendrix.

A atmosfera pacífica e libertária de Woodstock tornou-se mito. Todas as histórias parecem ter acontecido em outra dimensão, em outro mundo. Mas quem quer ter noção de como foram as comemorações, pode aproveitar uma dica do site da Life, que já foi a maior revista ilustrada do mundo. Eles divulgaram um album de fotos especiais feitas para comemorar os 40 anos do festival. Entre pelados e doidos, carros coloridos e muita, mas muita, gente passa um pouquinho do que foi Woodstock. Veja e curta as imagens abaixo.

Perc Pan 2009: música percursiva

Em setembro Rio de Janeiro e Salvador sediarão o festival de música e percursão Perc Pan 2009, ou melhor, XVI Panorama Percussivo Mundial, existente desde 1994. O festival, em sua 16ª edição, acontecerá nos dias 4 e 5, em Salvador, no Teatro Castro Alves, e nos dias 8 e 9 no Rio, no Teatro Oi Casa Grande.

beirutEste ano, o evento não terá sua edição paulista. Mas no dia 11 uma das maiores atrações do festival, o grupo Beirut, fará uma apresentação em São Paulo no Via Funchal. Um dos grupos internacionais mais esperados no país desde 2007, o norteamericano Beirut, liderado por Zach Condon, é elogiado pela crítica de todo o mundo desde 2006, quando lançou seu primeiro disco. No Brasil o grupo tornou-se ainda mais popular depois que a música “Elephant Gun” foi incluída na minissérie “Capitu”, da Rede Globo.

As outras atrações do Festival são o percussionista e artista multimídia francês Cyril Hernandez, os japoneses do Grupo Takashi, o percussionista alemão David Kuckerman, o italiano Andrea Piccioni, o jordaniano Ahmad Al Khatib, o brasileiro Emerson Taquari, o trio formado pelos brasileiros Marco Suzano, Hamilton de Holanda e Jaques Morelenbaum, e ainda o baterista, percussionista e compositor brasileiro Airto Moreira, acompanhado da cantora Flora Purim. Workshops nos quais as bandas participantes, nacionais e internacionais, participarão também fazem parte do evento, que une o melhor da música percursiva mundial.

Fonte e mais informações aqui.

Chiaroscuro

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Faltam só dois dias para o lançamento oficial do novo álbum de Pitty,  Chiaroscuro: Banda faz pocket show para os fãs na véspera, na Saraiva Morumbi.

Vazaram na web há mais de uma semana links para download do álbum “Chiaroscuro”, da Pitty. Em seu twitter, a cantora deixou um singelo “É, vazou. Mas ‘quem ama espera’, rsrs. Dia 11 tá chegando” – o que não deixa de ser verdade: Os fãs apontam o vazamento como aspecto positivo, afinal, se tinham dúvidas sobre comprar ou não o disco, agora têm certeza de que o investimento vale a pena.

Álbum de contrastes – a começar pelo nome – Chiaroscuro não fugiu ao estilo da baiana. De certa forma, pode causar um estranhamento inicial  (a banda ousou nas experimentações) mas o resultado não desaponta. Os tradicionais elementos obscuros, tom de crítica, apelo emocional, temática da alienação e riffs criativos estão lá, firmes e fortes. No quesito influências, aparecem os já conhecidos QOTSA, Muse e Stone Temple Pillots, além de inclusões que vão do blues ao tango, com passagens pela jovem guarda, pelo indie rock atual e (por que não?) por Admirável Chip Novo e Anacrônico – prova de que sua identidade musical foi preservada, mesmo depois de tantos anos de estrada.

Chiaroscuro foi gravado em clima ‘lar doce lar’, no Estúdio Madeira – montado na casa do baterista Duda. É o terceiro disco de inéditas da cantora – o último, Anacrônico, saiu em 2005. Seu lançamento, que está marcado para 11 de agosto (terça-feira), começa na véspera. Dia 10 de agosto, às dez e meia da noite, Pitty toca na Saraiva Morumbi – e logo em seguida iniciam-se as vendas do CD e uma sessão de autógrafos. Se você é de São Paulo, não dá pra perder.

UPDATE: Saiu no UOL Música uma matéria falando das referências literárias e com um faixa-a-faixa comentado pela própria Pitty. :)

PITTY NA SARAIVA MEGA STORE MORUMBISHOPPING
10 de Agosto de 2009, a partir das 21h – Grátis
Endereço:

Av. Roque Petroni Jr,1.089 – Morumbi
São Paulo – SP
Cep: 04707-000
Tel: (11) 5181.7574 / 7901
Fax: (11) 5181.6427

Mais sobre Chiaroscuro

[Tracklist] 8 ou 80, Me Adora, Medo, Água Contida, Só Agora, Fracasso, Desconstruindo Amélia, Trapézio, Rato na Roda, A Sombra, Todos Estão Mudos.

[Letra e clipe de "Me Adora", primeiro single]

[Letra de "Água Contida"]

Fausto, Felipe, Sonrisal e Rodrigo debatem a cena hardcore

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Se você acha que as palavras de Felipe (Ideal Shop e Records), Fausto Oi (Dance of Days), Fábio Sonrisal (Street Bulldogs e Hateen) e Rodrigo Lima (Dead Fish) são importantes na história do hardcore nacional, confira o que eles têm a dizer sobre a atual situação da cena no próximo dia 22 de agosto, às 13h, no Estação Jovem, em São Caetano do Sul.

O debate será coordenado pelo jornalista Gustavo Pelogia, autor do livro Diário de Palco [www.diariodepalco.com.br], que conta parte da história de 10 ícones da cena paulista do hardcore/emo. O evento ainda contará com as bandas Zebra Zebra [www.myspace.com/bandazebrazebra] e H.E.R.O, [www.myspace.com/goherogo] e com uma exposição inédita de Maurício Santana, que ficará todo o mês no Estação Jovem. Ah, é tudo grátis!

Debate sobre a cena hardcore
22 de agosto, sábado, 13h
Estação Jovem – Rua Serafim Constantino, s/n
(em cima da estação de trem de São Caetano)

Grátis!

Mais informações: http://mtv.uol.com.br/diariodepalco/blog/felipe-ideal-fausto-oi-sonrisal-e-rodrigo-lima-debatem-o-hardcore

Foto: Maurício Santana